Por que você tem zumbido no ouvido? Não ignore o problema!

O zumbido no ouvido é um problema muito relatado por vários pacientes, pois causa incômodo e afeta a interpretação dos sons. Ele é caracterizado pela sensação de ouvir um barulho que não apresenta relação sonora com o ambiente.

Essa é uma queixa comum, sendo o terceiro pior sintoma relatado, conforme informações da Organização Mundial de Saúde (OMS), tendo a tontura e a dor como antecedentes.

As causas são variadas, assim como as intervenções terapêuticas. Todavia, o zumbido não é considerado uma doença, mas pode estar associado a alguma enfermidade clínica.

Quer saber mais sobre esse assunto? Então confira o nosso conteúdo de hoje!

Afinal, o que é o zumbido no ouvido?

O zumbido pode ser definido como uma sensação subjetiva de sons descoordenados que são percebidos no ouvido ou na cabeça. Como esse problema não tem relação com os sons externos, é considerado uma percepção fantasma.

Além disso, a intensidade desse barulho incômodo pode variar com sintomas leves que não afetam o cotidiano dos pacientes, até casos graves que dificultam as relações pessoais e profissionais.

O zumbido possui 5 características conhecidas:

  1. início súbito ou gradual;
  2. padrão pulsátil e intermitente;
  3. persistência em um lado do ouvido ou s;
  4. intensidade do ruído, presença de som puro ou misturado;
  5. tons altos ou baixos.

Quais são as principais causas do zumbido no ouvido?

O zumbido no ouvido costuma ter a sua origem em virtude de distúrbios no sistema auditivo. A lesão pode ocorrer no ouvido interno (cóclea), estrutura responsável pela transformação da condução sonora em estímulos nervosos.

Mas as outras partes do ouvido também podem contribuir para esse processo, em especial o canal auditivo externo, tímpano, os ossículos e outras partes envolvidas no processo de audição.

Há a possibilidade de o zumbido ser proveniente das vias nervosas auditivas, sendo que, nesse caso, a situação é mais complexa devido ao risco de perda irreversível da audição.

Quais são as classificações clínicas desse problema?

A classificação clínica desse problema considera, primordialmente, se o zumbido é percebido apenas pelo indivíduo ou se o profissional de saúde consegue captá-lo pelos instrumentos de avaliação.

Em seguida, são analisados outros sintomas associados, a fim de discorrer sobre o diagnóstico e instituir terapias efetivas. Sendo assim, é essencial avaliar a origem do zumbido.

Os zumbidos podem ser gerados por estruturas próximas ao ouvido, como músculos ou vasos sanguíneos da região auricular.

Dessa forma, aqueles que se originam no sistema neurossensorial tendem a ser os mais frequentes e neles incluem as causas otológicas, cardiovasculares, metabólicas e o distúrbio do metabolismo do zinco.

Outras causas não enquadradas nas caracterizações anteriores incluem as neurológicas (traumatismo cranio-encefálico), farmacológicas (medicamentos que podem lesar o sistema auditivo, como aspirina, aminoglicosídeos etc.), odontogênicas (alterações na articulação temporomandibular) e psicogênicas (nos casos de ansiedade e depressão).

Como ocorre a avaliação clínica do zumbido?

O zumbido, também denominado de acúfeno ou tinido, deve ser avaliado quanto a: intensidade, duração desses sintomas e presença de outras manifestações relevantes, como tonteira, vertigem e intolerância a sons.

A avaliação audiológica e psicoacústico deve envolver testes de audiometria tonal, vocal e do subtipo de altas frequências. Também são recomendados acufenometria, nível minimo de mascaramento do zumbido (MML) e nível de desconforto (LDU).

A anamnese clínica deve ser feita por médicos otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos, neurologistas e outros especialistas que forem indicados, conforme o caso.

Quais são as opções de tratamento medicamentoso?

As estratégias medicamentosas para o problema não mostram evidências significativas de melhoria do quadro, a não ser em casos em que a origem do zumbido foi bem estabelecida.

No entanto, algumas ferramentas terapêuticas visam à diminuição dos sintomas, a fim de que o paciente realize as atividades rotineiras com menos desconforto.

Sendo assim, dependendo da intensidade do zumbido e da etiologia, são prescritas soluções otológicas ou medicamentos que agem no sistema nervoso central, como antidepressivos, anticonvulsivante etc.

Ressalta-se que o uso desses medicamentos deve ser prescrito pelo médico e orientado pelo farmacêutico, para evitar a automedicação irresponsável.

Quais são as estratégias não medicamentosas para o problema?

Considerando que o zumbido pode ser persistente e sem causa aparente significativa, algumas terapias acústicas são recomendadas para desenvolver a habituação.

Isso significa que o indivíduo conviverá com o problema, mas ele não será percebido frequentemente. Em virtude disso, são utilizadas técnicas de relaxamento, musicoterapia, acupuntura etc.

Outras ferramentas também têm sido analisadas, como meditação e yoga, especialmente naqueles indivíduos que já possuem uma carga emocional relacionada ao estresse e a depressão.

Também é sempre recomendável manter uma alimentação saudável e balanceada, evitando o excesso de sódio e equilibrando o consumo de carboidratos.

Como amenizar ou evitar o zumbido no ouvido?

O desenvolvimento do zumbido pode estar relacionado a fatores neurológicos ou comportamentais. Para os primeiros, não existe prevenção. Entretanto, para os zumbidos adquiridos no ambiente, é possível evitar a sua exacerbação.

Dessa forma, é aconselhável utilizar protetores de ouvido em ambientes muito barulhentos e se ausentar por 10 minutos desses locais.

Também é recomendável o uso de fones no formato de concha, pois eles protegem melhor o ouvido.

Além disso, é fundamental beber muita água para facilitar a excreção de toxinas, evitar doces, bebidas alcoólicas, cigarro e consumir cafeinados de forma moderada.

O zumbido no ouvido é um sintoma que afeta significativamente a qualidade de vida dos indivíduos. As causas são diversas e as consequências variam entre a incapacidade de discriminar sons até a contribuição para a surdez irreversível.

Por isso, é fundamental recorrer à ajuda médica sempre que necessário e buscar alternativas para amenizar ou evitar o problema.

E você, ainda tem dúvidas sobre zumbido no ouvido? Deseja aprender mais sobre saúde? Então, leia também o nosso conteúdo que aborda as causas e os sintomas da labirintite!

 

Powered by Rock Convert

Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *