Você sabia que existem doenças provocadas pelo uso excessivo da Internet?

A evolução tecnológica veio para mudar nosso mundo e a maneira como vivemos. Estamos todos conectados quase o tempo todo, uns mais do que outros, mas uma coisa é certa: em algum momento, fazemos uso excessivo da Internet.

Essa ocorrência temporária pode demorar a mostrar efeitos colaterais mas, para aqueles que não conseguem ficar sem seu smartphone, uma luz de alerta se acende. 

Especialmente para pais com rotina apertada e, obviamente, sem condições de acompanharem os filhos grande parte do tempo, o melhor caminho é o diálogo.

Ao mostrar que a exposição exagerada à Internet e aos aplicativos — computadores e smartphones — comprometerá a saúde, você conscientizará adolescentes e crianças do perigo ao qual estão sujeitos.

Mais do que temores, o uso excessivo de internet pode, comprovadamente, provocar doenças. Vejamos quais são as 6 mais preocupantes.

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1. “Nomophobia” — “No mobile” phobia

Essa fobia de nome estranho significa a carência da posse de um dispositivo ou mesmo do acesso à Internet. Algumas pessoas são enfáticas ao declararem que, literalmente, não conseguem ficar 24 horas sem seu smartphone, por exemplo.

A dependência dos dispositivos e do acesso à Internet só é percebida quando os perdemos, ainda que temporariamente. Já é tão automático recorrer à web para buscar respostas a inúmeras questões, desde onde encontrar a agência bancária mais próxima, o trajeto mais livre e rápido para determinado local ou até aquele artigo científico sobre um assunto específico.

Pesquisadores descobriram que os cérebros de pessoas declaradamente “nomofóbicas” sofrem efeitos similares aos cérebros de dependentes químicos.

A revista Scientific American publicou um artigo sobre o tema, demonstrando a preocupação da comunidade científica internacional sobre os riscos causados pelo uso excessivo da Internet.

2. O efeito “buscador”

Já aconteceu de, ao escrever em uma folha de papel, esperar que a palavra fosse automaticamente completada, como acontece quando digitamos em um dispositivo dotado de corretor automático? Se a sua resposta foi afirmativa, saiba que você não está sozinho.

Esse e outros fenômenos são muito comuns em usuários com atividade intensa na rede. Mas o efeito colateral do uso excessivo de Internet que preocupa profissionais da área médica e científica é o chamado “efeito buscador”.

Como nos acostumamos a encontrar respostas para tudo pela Internet, esse hábito transmite uma perigosa mensagem ao cérebro, que seria “não existe a necessidade de memorizar qualquer informação, pois ela estará disponível no buscador quando eu precisar”.

É sabido que o hipocampo, área do cérebro responsável pela memória, reage positivamente a novas informações e estímulos, criando novas conexões. Essa atividade do hipocampo amplia a capacidade de armazenamento da memória, assim como a velocidade de acesso às informações armazenadas. Se não exercitamos a memória, a tendência é que ela se atrofie e fique a cada dia mais lenta.

Nossa memória sofre com essa preguiça mental, assim como nosso corpo sofre pela atrofia e sedentarismo quando negligenciamos as atividades físicas. Se, contudo, adotarmos com regularidade uma caminhada ou corrida, logo sentiremos os benefícios no corpo.

Assim também, quando reduzimos a intensidade de utilização da Internet e exercitamos as faculdades naturais, desenvolvemos nosso raciocínio e memória, diminuindo a dependência do mundo virtual.

3. Depressão

Algumas situações podem funcionar como gatilhos para ansiedade e depressão. Desgosto profundo, solidão extrema, pressões por resultados e cobranças constantes são alguns exemplos.

Imagine essas situações no ambiente virtual. Ao percorrer redes sociais e perceber situações nas quais poderíamos estar inseridos, mas não estamos, nos tornamos alvos fáceis para sensações de abandono e solidão.

E os compartilhamentos que expõem a pessoa de alguma maneira? Agora imagine essas situações bombardeando as mentes de nossos adolescentes e crianças, dia após dia, semana após semana.

Sensações de incapacidade, injustiça, rejeição e abandono podem ser consideradas causas para tantos abusos e excessos cometidos no ambiente físico e retratados no ambiente virtual, ganhando proporções inimagináveis.

Foi a conclusão de um estudo da Academia Americana de Pediatria, que encontrou conexões entre essa exposição exagerada e casos de bullying.

4. Problemas de visão

A proximidade excessiva, assim como a exposição demasiada à luz desses dispositivos, pode ocasionar problemas de visão em crianças, adolescentes e adultos.

Visão embaçada, dores de cabeça frequentes e até dores nos ombros podem ser sintomas decorrentes da exposição demasiada a computadores, notebooks, tablets e smartphones.

Problemas de postura podem agravar e acelerar o surgimento desses sintomas. Como grande parte da população sofre com postura inadequada, é possível imaginar a dimensão desses problemas.

Além dos problemas de visão, a postura inadequada também pode causar dores de coluna, as quais, mesmo não sendo consideradas doenças, mas sintomas pontuais, incomodam e podem levar a complicações.

5. Cibercondria ou hipocondria digital

Uma explicação básica sobre essa condição seria uma tendência a acreditar que você teria sintomas de doenças sobre as quais leu ou recebeu informações, por meio digital.

A quantidade de informações, mensagens e conteúdo que recebemos diariamente pode nos afetar até mesmo de forma inconsciente.

Todo excesso é prejudicial, inclusive de informação. Vale lembrar que um check-up anual já é o suficiente para prevenir contra doenças e imprevistos. Mas, a prevenção mais eficaz, é fugir do sedentarismo, ter uma boa alimentação e se manter hidratado.

Aliás, a alimentação pode ser a resposta para a maioria das doenças. Boa alimentação faz bem ao coração, evita o excesso de peso, traz disposição e melhora o funcionamento do cérebro.

6. Sedentarismo e obesidade

Difícil dissociar obesidade e sedentarismo. Quanto mais sedentário o sujeito for, menos gordura ele queimará. Com excesso de gordura, terá menos disposição para atividade física, formando um ciclo vicioso e perigoso.

Obviamente a tecnologia nos traz facilidades – e isso é ótimo! A comodidade do controle remoto é excelente para nossas vidas modernas. Mas, se não soubermos usar e administrar as facilidades e o conforto que temos, isso pode se virar contra nós.

Obesidade é considerada uma doença, mas a boa notícia é que tem cura. Conhecimento sobre o assunto e disposição para o tratamento formam um excelente começo. 

O fato é que precisamos estar atentos para quanto e como utilizamos a web, por meio de seus diversos dispositivos. Comece listando tarefas que podem ser realizadas sem a necessidade ou dependência de Internet ou smartphone, e replique essa prática para toda a família.

Falando em família, ela é um excelente motivo para reduzir a utilização dos dispositivos. Passe mais tempo com sua família. Converse mais, ria mais, provoque situações de convívio e troque o uso excessivo de Internet pelo abuso da convivência com aqueles que você ama.

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

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