Tumor no útero: entenda as diferenças entre mioma, cisto e pólipo

O útero é o órgão do corpo humano que permite às mulheres a possibilidade de estabelecerem uma gestação ao longo de sua idade fértil. Esse período é marcado por uma série de modificações hormonais que modulam esse órgão de acordo com as necessidades da fase do ciclo menstrual ou mesmo de uma gravidez.

Dentro ou fora da idade fértil, é muito importante que toda mulher esteja em dia com seus exames ginecológicos. Essa atenção é necessária por uma série de fatores que afetam a saúde e o bem estar feminino ao longo de toda a vida, dentre eles a avaliação da formação de um tumor no útero.

O tumor no útero consiste num crescimento celular desordenado, que pode ocorrer em função de diversos fatores. Dentre os tipos mais comuns de tumores nessa região do corpo, podemos destacar o mioma, o cisto e o pólipo.

Pensando nisso, separamos a seguir algumas das principais informações sobre o assunto. Confira e entenda as diferenças entre esses 3 tipos!

Mioma

O mioma é um tipo de tumor no útero, benigno, sólido, que se desenvolve em diferentes regiões do útero e, algumas vezes, fora dele. Esse tipo de tumor não é considerado um câncer, mas demanda atenção e cuidados médicos para garantir o bem estar da paciente.

Por ser frequentemente assintomático, o mioma muitas vezes é descoberto em consultas ginecológicas de rotina, surpreendendo médico e paciente. Porém, é possível que mulheres com miomas possam apresentar sintomas como dor pélvica, aumento do fluxo menstrual ou sangramento fora dele, aumento do volume abdominal, infertilidade, prisão de ventre e aumento da frequência de infecções urinárias.

Embora a causa exata da formação do mioma seja desconhecida, é possível dizer que existem alguns fatores de risco ou que aumentam a incidência desse tipo de tumor benigno. Estatisticamente, há uma maior incidência da formação de miomas em mulheres negras, embora esse tipo de condição atinja cerca de 30% a 60% qualquer mulher adulta em idade fértil.

O crescimento dessa massa tumoral é determinado pela ação hormonal do estrogênio, um importante hormônio feminino. Além disso, foi descoberto recentemente que a progesterona também apresenta esse efeito sobre o mioma.

O diagnóstico do mioma é realizado a partir de exames pélvicos e ultrassonografias endovaginais. Em alguns casos, o médico pode utilizar também a ressonância magnética ou mesmo requisitar uma análise do mioma a partir de uma biópsia.

Uma vez diagnosticado, o tratamento do mioma pode variar de caso a caso. A ocorrência desse tipo de tumor pode variar muito em tamanho, o que pode influenciar no tipo de abordagem escolhida pelo médico responsável pelo tratamento.

Em muitos casos, somente a utilização de medicação hormonal e anticoncepcionais orais já são suficientes para que o mioma regrida. Porém, algumas vezes é necessária uma remoção cirúrgica da massa e, em casos mais extremos, é preciso realizar também um procedimento de histerectomia, que é a retirada completa do útero. 

Cisto

Os cistos são formações que podem se manifestar tanto nos ovários quanto no útero. No caso do útero, esses cistos são chamados de Cistos de Naboth, uma vez que são formados a partir de secreções provindas das chamadas glândulas de Naboth, presentes na região do colo uterino.

O acúmulo dessas secreções acaba bloqueando o ducto de passagem da glândula, o que provoca a formação de nódulos arredondados, pequenos e lisos. Esses cistos podem se apresentar isoladamente ou mesmo em grupos na superfície da região do colo do útero. Há uma maior incidência da manifestação dos cistos de Naboth em mulheres adultas que estão em idade reprodutiva e, principalmente, aquelas que já tiveram filhos.

Os Cistos de Naboth não possuem qualquer manifestação sintomática, o que faz com que seu diagnóstico ocorra sempre em consultas ginecológicas de rotina. É válido dizer que a presença dos cistos pode indicar ainda a ocorrência de infeções ou irritações prévias no colo uterino.

O diagnóstico mais preciso da ocorrência desse tipo de cisto é realizado a partir de um exame chamado de colposcopia. Esse exame demanda a utilização de um aparelho denominado de colposcópio, que possui potentes lentes para permitir uma visualização mais clara da região observada pelo médico. 

A retirada desses cistos é realizada a partir de um procedimento de eletrocalterização, que é extremamente simples e realizado no próprio consultório médico. Assim, é sempre importante estar em dia com as visitas ao ginecologista, a fim de prevenir a ocorrência desse tipo de lesão.

Pólipo

Os pólipos são formados a partir do crescimento desordenado de um tecido com presença de uma projeção, a qual denominamos pedículo. Essa formação pode ocorrer tanto no endométrio, que é o tecido que reveste o útero internamente, como também no canal cervical. Vale lembrar que sua ocorrência nos dois casos pode ser única ou mesmo múltipla.

A grande maioria dos casos de pólipos uterinos têm caráter benigno, sendo que apenas 0,5% se apresentam como neoplasias malignas, como cânceres. Geralmente os pólipos são pequenos, mas podem também ocupar todo o volume da cavidade uterina ou mesmo atingir o colo uterino e o intróito vaginal.

A manifestação e o crescimento dos pólipos uterinos se dá principalmente pela ação hormonal, sobretudo do estrogênio. Assim, alterações nos níveis hormonais podem ser causas da formação de pólipos na região uterina.

Podemos destacar como os principais sintomas de mulheres acometidas por essa condição o aumento do fluxo do sangramento e alterações do ciclo menstrual, a ocorrência de sangramento após a realização de um esforço físico, dores e sangramento após relações sexuais e infertilidade.

O diagnóstico dos pólipos uterinos é realizado a partir de um importante exame ginecológico denominado histeroscopia. Nesse exame, é introduzida uma fibra óptica pelo canal vaginal, que permite ao especialista obter imagens de extrema qualidade para uma avaliação de qualidade da região.

É importante citar que o procedimento de histeroscopia pode ter um caráter tanto exploratório como terapêutico. Ou seja, no momento da conclusão do diagnóstico de pólipo endometrial ou cervical, é possível realizar a retirada dessas formações a partir do próprio exame de histeroscopia.

O exame é realizado em âmbito ambulatorial e também pode ser realizado para o diagnóstico e tratamento de outras enfermidades como, por exemplo, os Cistos de Naboth.

A presença de formações tumorais na região uterina tem uma incidência bastante relevante entre as mulheres brasileiras em idade fértil. Dessa forma, é extremamente importante manter as consultas ginecológicas sempre em dia, visto que, em muitos casos, condições sérias como a formação de um mioma podem se assintomáticas.

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

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