Tudo o que você precisa saber sobre o diabetes

O número de pacientes diabéticos é crescente no Brasil. De acordo com a OMS, estima-se que 16 milhões de brasileiros estejam com essa doença, o que representa mais de 8% da população.

Esse número é preocupante não só pelo fato de o diabetes ser uma síndrome metabólica por si só, mas principalmente por estar associado a diversas outras doenças, como hipertensão arterial, obesidade e alterações no colesterol.

É essencial que exista uma conscientização da população a respeito do diabetes mellitus: suas causas, sintomas, diagnósticos e tratamentos.

Apenas dessa maneira conseguiremos minimizar os efeitos da doença, além de  reduzir o número de casos do tipo 2 — que afeta cerca de 90% dos indivíduos diabéticos.

Se você deseja aprender mais sobre o diabetes, confira o nosso post de hoje!

O que é o diabetes?

Para entendermos o que é o diabetes, é preciso ter em mente o significado de dois conceitos que definem essa doença:

1. Insulina

A insulina é um hormônio que tem a capacidade de alterar o equilíbrio metabólico por meio da regulação dos níveis de glicose. Essa função é essencial, uma vez que o nível de glicose muito baixo ou muito alto pode trazer sérias complicações à saúde.

De forma sucinta, esse hormônio faz com que os tecidos transportem o açúcar do sangue para o interior das células, reduzindo a taxa de glicose no sangue e protegendo as células de alguns danos. Além disso, a insulina também faz parte do processo de armazenamento de gordura nas células adiposas e da síntese de algumas substâncias, como o glicogênio.

2. Síndrome metabólica

Entende-se por síndrome metabólica um conjunto de doenças relacionadas à resistência ao hormônio insulina. O corpo, por não conseguir controlar o funcionamento insulínico, apresenta problemas no metabolismo de colesterol, glicose, pressão arterial, triglicerídeos, entre outros.

Diante desses conceitos, podemos, então, definir o diabetes como uma síndrome metabólica caracterizada pela não produção de insulina no corpo ou pela ineficiência na ação desse hormônio no processo de controle da taxa de glicose no sangue.

Assim, um indivíduo diabético tende a ter altos níveis glicêmicos (hiperglicemia), que, quando não controlados, podem afetar o funcionamento e lesar órgãos, nervos e vasos sanguíneos.

Quais são os diferentes tipos de diabetes?

Diabetes tipo 1

O diabetes tipo 1 acontece quando o pâncreas perde a sua capacidade de produzir insulina. Isso ocorre porque o sistema imunológico age contra o próprio corpo, destruindo as células pancreáticas responsáveis pelo fornecimento desse hormônio.

Esse tipo de diabetes afeta cerca de 5% a 10% dos pacientes diabéticos e, em geral, apresenta os seguintes sintomas: emagrecimento, sede excessiva, aumento da fome, cansaço e fraqueza, náusea, etc. Normalmente, esse tipo de diabetes aparece ainda na infância.

Diabetes tipo 2

O diabetes tipo 2 afeta cerca de 90% dos pacientes diabéticos, sendo o tipo mais comum da doença. Diferentemente do que acontece no tipo 1, no diabetes tipo 2 existe a produção de insulina pelo pâncreas, porém, ela é insuficiente, e o uso do hormônio é inadequado.

Geralmente, o tipo 2 do diabetes está relacionado ao aumento de peso, dificuldade de cicatrização de feridas, excesso de urina, infecções que surgem com mais frequência, alteração visual, entre outros.

Diabetes gestacional

Durante a gravidez, o metabolismo de hormônios da mulher sofre algumas alterações. Uma delas ocorre com o surgimento da placenta que, além de fornecer nutrientes para o bebê, também é responsável pela produção de hormônios que reduzem o funcionamento da insulina.

Diante desse quadro, o pâncreas procura compensar essa redução produzindo mais insulina, mas esse processo não ocorre em algumas mulheres e os níveis de glicose no sangue aumentam durante a gravidez, ocasionando um quadro de diabetes que pode, ou não, persistir até o parto.

Os sintomas mais comuns desse tipo de diabetes são a sede e a fome excessivas,  maior vontade de urinar e quadros de visão turva.

Pré-diabetes

O pré-diabetes acontece quando a glicemia de uma pessoa está mais alta do que o normal, mas ainda não é alta o suficiente para ser caracterizada como diabetes.

Nesse estágio, o paciente ainda tem a chance de evitar a doença mas, devido à falta de informação e cuidados preventivos, cerca de 50% dos pré-diabéticos desenvolvem a doença de fato. Por isso, indivíduos que fazem parte do grupo de risco — pessoas com sobrepeso, obesidade e alterações de pressão e colesterol — devem ficar atentas à glicemia, mesmo que ainda não sejam consideradas diabéticas.

Outros tipos de diabetes

Existem, ainda, tipos mais raros de diabetes que ocorrem devido a defeitos genéticos relacionados às células do pâncreas, à ação da insulina, a doenças (como pancreatites), a tumores pancreáticos e até mesmo devido ao uso de medicamentos, drogas ou outros produtos químicos.

Quais são os fatores de risco para o diabetes?

O diabetes tipo 1 está relacionado a fatores genéticos e, dessa forma, o risco da doença aumenta quando a mesma está presente no histórico familiar do paciente. Porém, ainda não existem estudos que comprovem as causas desse tipo de diabetes.

Quanto ao tipo mais comum, o tipo 2, alguns fatores de risco são:

  • alteração na pressão arterial.
  • sobrepeso e obesidade.
  • grande medida da circunferência abdominal.
  • síndrome dos ovários policísticos (para as mulheres).
  • apneia do sono.
  • transtornos psiquiátricos.
  • incidências da doença em familiares.
  • alterações no colesterol.
  • pré-diabetes.

Como o diabetes é diagnosticado?

Para diagnosticar o diabetes, três exames laboratoriais podem ser realizados:

Teste de tolerância à glicose (curva glicêmica)

Este exame mede a velocidade de absorção de glicose pelo corpo e é realizado em duas etapas: uma em jejum e a outra 2 horas após a ingestão de 75g de glicose.

Os valores de referência para exames de curva glicêmica são:

  • em jejum: a taxa de glicose no sangue deve estar abaixo de 100 mg/dl.
  • após 2 horas da ingestão de glicose: a taxa deve estar abaixo de 140 mg/dl.

Uma curva glicêmica superior a 200 mg/dl após duas horas da ingestão de glicose indica um quadro diabético, não sendo necessário repetir o exame.

Glicemia em jejum

O exame de glicemia em jejum pode diagnosticar a hipoglicemia ou a hiperglicemia por meio da análise das taxas de glicose no sangue no estado de jejum. Os valores de referência para esse exame são:

  • valores normais: entre 65 e 99 mg/dl;
  • anormais: entre 100 e 125 mg/dl;
  • indicadores de diabetes: acima de 126 mg/dl.

Para diagnosticar a diabetes são necessários dois exames com valores superiores a 126mg/dl.

Hemoglobina glicada

A hemoglobina é uma proteína responsável pelo transporte de oxigênio. A fração dessa proteína que se liga à glicose é conhecida por hemoglobina glicada. Ou seja, uma alta taxa de hemoglobina glicada pode indicar, também, uma alta glicemia.

Os resultados considerados referência para esse exame são:

  • normal para pessoas sadias: entre 4,5% e 5,7%.
  • normal para pessoas já diagnosticadas diabéticas: abaixo de 7%.
  • indicadores de anormalidade: entre 5,7% e 6,4%.
  • indicadores fortes de diabetes: acima de 6,5%.

A dosagem de hemoglobina glicada também é um bom exame para controle da doença, visto que seus valores indicam os níveis de glicemia nos últimos 3 meses.

É importante ressaltar que valores isolados de exames não são suficientes para o diagnóstico definitivo do diabetes. Para a confirmação da doença, é necessário o parecer de um médico. Ele é o único profissional capaz de analisar os resultados desses exames associados a outros fatores genéticos, familiares, presença ou não de sintomas, etc.

O que fazer para tratar ou controlar o diabetes?

Tratar o diabetes significa controlar a glicose no sangue, evitando quadros de hiperglicemia. Para isso, existem alguns procedimentos comuns e que variam de acordo com o tipo de diabetes do paciente.

Diabetes tipo 1

Aplicação de insulina

Como dito, no diabetes tipo 1, não existe a produção de insulina. Dessa forma, o tratamento consiste na aplicação do hormônio diretamente no corpo. Por ser realizado com uma agulha, é recomendado que a aplicação seja feita em diferentes locais do corpo, para evitar que a pele fique machucada. Em geral, os locais mais indicados são abdômen, coxa, braços, glúteos e cintura.

O tipo de agulha, a espessura da mesma, o ângulo de aplicação e outros fatores vão variar de acordo com as características individuais de cada pessoa como, por exemplo, a quantidade de gordura corporal.

O método de aplicação direta é escolhido porque preserva a estrutura do hormônio, que, se fosse ingerido por via oral, poderia ser digerido no estômago, perdendo a sua função.

Diabetes tipo 2

Uso de medicamentos

No caso do tipo 2, um dos tratamentos utilizados é o medicamento que busca controlar os níveis de insulina e, assim, regularizar a taxa de açúcar circulante.

Entre os medicamentos comumente utilizados para o tratamento dessa doença, estão aqueles compostos, por exemplo, por metformina e glibenclamida.

O uso de medicamentos para diabetes, assim como para outras doenças, não deve ser feito sem a orientação médica. O diabetes está associado a diversas complicações de saúde, e uma medição errada pode provocar ainda mais danos ao organismo de um paciente doente. Isso porque alguns remédios que controlam a glicemia são proibidos para pessoas com determinadas doenças de base. Desse modo, o tratamento escolhido é feito de forma individualizada.

Diabetes gestacional

Controle da saúde do bebê

As gestantes devem acompanhar o crescimento e desenvolvimento do bebê com a orientação médica para que, diante de qualquer anormalidade, possam ser tomadas medidas que garantam a saúde da criança.

Uso de medicamentos e aplicação de insulina

Em alguns casos, o médico pode recomendar que a gestante faça aplicações de insulina ou uso de medicamentos que controlem a taxa de glicose sanguínea. É importante saber que, durante a gravidez, poucos remédios para diabetes são permitidos. Desse modo, deve-se verificar com o médico qual o melhor esquema de tratamento.

Medidas comuns aos tipos de diabetes

Apesar de os diferentes tipos de diabetes se manifestarem devido a condições distintas, algumas medidas de tratamento são comuns a eles:

Cuidados com a alimentação

A alimentação saudável, baseada em alimentos naturais e ricos em nutrientes, não é uma recomendação exclusiva para os diabéticos, porém, esses indivíduos devem utilizar a nutrição como forma de auxiliar o tratamento da doença.

Como as características mais marcantes do diabetes são o mau funcionamento da insulina e as altas taxas de açúcar no sangue, uma das indicações para os diabéticos é o consumo consciente de carboidratos.

Isso acontece porque os carboidratos são alimentos que, quando ingeridos, fornecem glicose para a obtenção de energia. Os carboidratos, então, fazem com que a insulina seja requisitada pelo organismo e, em pacientes com diabetes, esse processo pode acontecer com dificuldade.

Isso, porém, não significa que as pessoas com diabetes não possam consumir pães, massas, arroz, milho e outros alimentos que são fonte de carboidratos. O consumo deve acontecer, mas de forma controlada. Além disso, deve-se dar preferência para os carboidratos integrais, visto que sua absorção pelo organismo é feita de forma mais lenta, o que não ocasiona picos altos de glicemia.

Outra importante indicação é evitar o consumo de açúcar. Desse modo, os diabéticos devem substituir seu uso por adoçantes próprios em qualquer líquido ou alimento, como bolos, sucos e café.

E assim como não se pode fazer uso de medicamentos sem prescrição médica, uma dieta com características de tratamento deve sempre ser prescrita por um profissional, neste caso, o nutricionista.

Prática de exercícios físicos

A prática de exercícios físicos também é muito importante no tratamento do diabetes. Quando nos exercitamos, o corpo utiliza, entre outras coisas, a glicose como fonte de obtenção de energia, reduzindo, assim, a taxa glicêmica.

Além disso, exercícios físicos aliados a uma alimentação de qualidade promovem o emagrecimento, melhorando a composição corporal e minimizando diversos sintomas associados às síndromes metabólicas.

Monitoramento da glicemia

É importante ter certeza de que os níveis de glicose não estão descontrolados durante o dia a dia. Isso porque, na maioria das vezes, a pessoa não possui sintomas que revelam a oscilação da glicemia.

Para isso, utiliza-se um aparelho chamado glicosímetro. De forma geral, esse aparelho mede a taxa de açúcar no sangue por meio de uma pequena gota feita com uma agulha presente no glicosímetro.

Para a utilização desses aparelhos, é importante que um médico prescreva a rotina de uso, bem como as taxas, que deverão ser consideradas normais ou anormais.

Cuidados gerais

Outros cuidados relacionados à saúde geral do corpo devem ser tomados pelos diabéticos:

Quais são as complicações associadas ao diabetes?

Assim como em outras doenças, o diabetes, quando não tratado, pode resultar em complicações sérias que afetam a saúde do nosso corpo.

Cetoacidose diabética

Quando a insulina está em falta, o processo de síntese energética pode ser prejudicado. Com isso, as células, muitas vezes, precisam utilizar a gordura para obter energia. Quando essa energia não é suficiente, acontece liberação de ácidos pelo corpo.

Os sintomas da cetoacidose diabética incluem a presença de cetonas na urina, mau hálito, confusão mental, boca e pele secas, vontade constante de urinar, náuseas, entre outros.

Essa condição ocorre com mais frequência nos pacientes do tipo 1, mas também pode acontecer em casos de diabetes tipo 2. As principais causas desse quadro estão relacionadas à negligência com relação às medidas do tratamento, como a não aplicação de insulina, a falta de controle da alimentação e o uso errado de medicamentos.

Doenças renais 

O sangue é constantemente filtrado pelos nossos rins, que eliminam as substâncias que não serão utilizadas por meio da urina. Quando apresentamos o nível de açúcar circulante muito alto, os rins entendem que a filtragem do sangue deve ser feita de forma mais efetiva e acabam sobrecarregados. Além disso, a alta glicemia lesa as células do trato renal.

Com isso, a filtragem renal é comprometida, e os indivíduos que apresentam essa complicação podem perder determinadas proteínas importantes pela urina. Os sintomas, geralmente, são inchaço, fraqueza, alterações no apetite e dificuldade de concentração.

Além de serem sintomas comuns a outras doenças e situações normais do dia a dia e, com isso, fáceis de ser confundidos, eles costumam aparecer apenas quando a situação já está grave. Por isso, é recomendado aos diabéticos realizar exames preventivos para detectar a presença ou não dessas proteínas na urina.

Complicações nos membros inferiores

Para quem tem diabetes, o cuidado com os pés é essencial. Devido a problemas nos nervos e à má circulação, infecções nas extremidades do corpo podem ser agravadas em pacientes diabéticos, causando formigamentos, fraqueza, falta de sensibilidade e machucados mais graves nos pés.

É comum que a pele dos pés fique ressecada e que exista a presença de calos e rachaduras devido ao mau funcionamento dos nervos que controlam a produção de óleos e umidade no corpo.

Problemas nos olhos

Os diabéticos estão mais propensos a sofrer complicações nos olhos, como o glaucoma, a catarata e a retinopatia.

Isso ocorre por diversos fatores. Um deles é o fato de os vasos sanguíneos responsáveis pela irrigação da retina ocular sofrerem danos devido às alterações de glicose. Outro fator é a alteração de pressão, que torna o sistema de drenagem dos olhos mais lento.

Neuropatia

A neuropatia diabética é uma das complicações mais graves da doença e é responsável por cerca de dois terços dos casos de amputação não ocasionados por acidentes e outros fatores externos.

É causada pelo alto nível de glicose, obesidade e outros fatores associados ao diabetes, que prejudicam o fluxo sanguíneo para as regiões periféricas e danificam o funcionamento dos nervos. Normalmente, seus sintomas são dores contínuas nas extremidades do corpo, sensação de formigamento, sensação de queimação, dores excessivas em situações simples, como a picada de uma agulha, entre outros.

É importante destacar que todas essas complicações podem ser evitadas com atitudes simples e que o paciente diabético pode levar uma vida normal.

O controle da glicemia, com indicação médica, reduz de forma eficaz a probabilidade do aparecimento de qualquer dessas doenças.

É possível reverter o diabetes?

O diabetes tipo 2 está fortemente ligado aos hábitos de vida e condições corporais das pessoas, sendo assim, quando tratado de forma correta, ele pode ser controlado. Porém, de acordo com os médicos, esse controle não significa cura, uma vez que, com a retomada dos fatores de risco, o diabetes tende a retornar.

O paciente deve buscar reduzir todos os fatores e manter a doença sob controle, evitando todas as complicações e levando uma vida normal e saudável.

Além disso, o diabético deve ter em mente que esses cuidados devem acontecer por toda a vida. Outro assunto importante com relação à cura do diabetes é o perigo relacionado às dietas extremas e muito restritivas. Por estar relacionada ao excesso de gordura corporal, a doença costuma ser controlada quando o paciente que tinha sobrepeso emagrece. Dessa forma, é comum que diabéticos tentem emagrecer de forma rápida e milagrosa e adotem dietas radicais, com baixíssimo consumo calórico e restrição total do consumo de um macronutriente, como o carboidrato.

Essas dietas, apesar de proporcionarem um emagrecimento rápido nos primeiros dias, podem ser prejudiciais à saúde, especialmente para indivíduos que já apresentam uma complicação crônica, como o diabetes. Lembre-se de que a melhor maneira de emagrecer é por meio de uma reeducação alimentar.

Como é possível evitar o diabetes?

Diferentemente do diabetes tipo 1, o diabetes tipo 2 está relacionado não só a fatores genéticos, mas também a fatores como obesidade, sedentarismo e maus hábitos. Por isso, uma vida saudável diminui as chances do indivíduo desenvolver a doença durante a vida.

Medidas importantes para o tratamento dos doentes, quando tomadas por indivíduos saudáveis, auxiliam também na prevenção do diabetes:

  • levar uma vida ativa, evitando o sedentarismo com atitudes simples como andar, subir escadas, etc.
  • praticar exercícios físicos de forma regular.
  • alimentar-se de forma saudável, evitando frituras, gorduras hidrogenadas, carboidratos em excesso e açúcares.
  • manter uma boa composição corporal, diminuindo o excesso de gordura.
  • controlar o estresse.
  • consumir álcool de maneira moderada e não fumar.
  • fazer exames preventivos.

3 mitos sobre o diabetes

Com o rápido crescimento do número de casos de diabetes no Brasil, surgem alguns mitos a respeito da doença. Confira aqui alguns deles:

1. Diabéticos devem consumir muitas frutas

Pelo fato de as frutas serem alimentos saudáveis, muitas pessoas imaginam que devem ser consumidas em grande quantidade por aqueles que precisam seguir uma alimentação controlada.

A verdade é que, por mais saudáveis que as frutas sejam, elas são ricas em frutose — um tipo de carboidrato — e geram a necessidade do uso de insulina pelo corpo.

Sendo assim, devem ser consumidas, mas dentro de um plano alimentar que esteja de acordo com as necessidades e limitações do organismo de cada paciente.

2. Diabéticos não podem comer doces

Por serem ricos em açúcares, muitas pessoas acreditam que os doces sejam totalmente proibidos para os diabéticos. Isso, porém, não é verdade. Eles devem ser evitados, principalmente aqueles altamente industrializados e sem valor nutricional, mas, assim como qualquer outro alimento, poderão ser consumidos dentro de um contexto de equilíbrio e que respeite as individualidades do diabético.

3. Diabetes é uma doença simples

Pela possibilidade de controle dos sintomas e complicações do diabetes, muitas pessoas têm a falsa sensação de que a doença não é séria. Esse tipo de pensamento, no entanto, está errado. O diabetes é uma doença que, devido aos altos níveis de glicemia no sangue, pode causar amputação de membros, coma e até mesmo a morte.

É importante entendermos que o diabetes é uma doença crônica que merece a nossa atenção e cuidado. Na maior parte dos casos — de tipo 2 — ela pode ser controlada com medidas simples, como emagrecimento, boa alimentação e prática de atividades físicas.

Nos casos relacionados a fatores genéticos, em que a doença não pode ser controlada apenas por meio de hábitos saudáveis, os pacientes contam com medicamentos e medidas como aplicação de insulina para que possam ter mais qualidade de vida.

De forma geral, cuidar da doença com seriedade, normalizando os níveis de glicose no sangue, possibilita que os indivíduos com diabetes levem uma vida normal, saudável e livre das complicações mais sérias associadas a essa enfermidade.

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

2 Comentários

  1. Tânia Maria Lacerda façanha

    Sou diabética, sou pertença como a diabetes ja sou cardíaca e eu tenho medo não procuro saber de nada como tudo e com esse conteúdo vou tirá vários conhecimentos.

    Responder

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