Tudo o que você precisa saber sobre ácido úrico

Muitas pessoas apresentam alterações na quantidade de ácido úrico no sangue, mas poucas entendem realmente o que é essa substância e os riscos que essas variações podem trazer ao bem-estar do organismo. Por isso, acabam não procurando o serviço médico quando necessário ou não realizam o tratamento de forma adequada.

Se você tem dúvidas sobre o ácido úrico, este post é para você! Aqui, vamos explicar tudo sobre essa substância, as doenças que ela pode provocar — como diagnosticá-las e como o tratamento delas costuma ser feito. Confira!

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O que é o ácido úrico?

O ácido úrico é uma substância naturalmente produzida pelo organismo como resultado da quebra das purinas, um tipo de molécula presente em diversos alimentos e usada na estrutura do DNA das células.

Essa quebra, realizada pela enzima xantina oxidase, ocorre em diversos órgãos, principalmente nos intestinos e no fígado. Faz com que o ácido úrico seja liberado na corrente sanguínea e, então, excretado pelos rins — na urina — ou pelo intestino — nas fezes.

O ácido úrico tem alguma função no organismo?

Não, já que o ácido úrico é apenas um “resto” do metabolismo. Entretanto, alterações nos níveis de ácido úrico no sangue podem provocar doenças ou indicarem que algo está errado no organismo.

O que faz com que os níveis de ácido úrico se alterem?

O ácido úrico aumenta no sangue quando a produção dessa substância aumenta ou quando sua excreção renal fica prejudicada, provocando um quadro de hiperuricemia. Já nos momentos em que a produção de ácido úrico é reduzida — ou sua excreção é maior do que o normal —, ocorre um quadro de hipouricemia, com níveis de ácido úrico bem baixos no sangue.

O que provoca o aumento do ácido úrico no sangue?

  • Uso de certos medicamentos (diuréticos tiazídicos, furosemida, barbitúricos, salicilatos);
  • insuficiência renal crônica ou falência renal;
  • destruição celular massiva devido a leucemia, anemias, quimioterapia e policitemia;
  • acidose láctica;
  • hipotireoidismo;
  • doenças da paratireoide;
  • acidose metabólica;
  • síndrome de down;
  • doença renal policística;
  • sarcoidose;
  • dieta rica em álcool ou proteínas.

O que provoca a redução do ácido úrico no sangue?

  • Medicamentos (salicilatos, alopurinol, estrogênios, fenotiazina, indometacina e corticotropina);
  • síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético (SIHAD) com hiponatremia;
  • doença de Wilson;
  • síndrome de Fanconi;
  • acromegalia;
  • doença celíaca;
  • perda de xantina na urina (xantinúria) com redução da produção de ácido úrico.

Como diagnosticar alterações no ácido úrico?

O diagnóstico de alterações no nível de ácido úrico no sangue é extremamente simples e demanda apenas a realização de um exame de sangue, com jejum prévio de 8 horas, mas o teste só é recomendado caso o médico suspeite de alguma alteração, não devendo ser realizado de rotina. Valores de ácido úrico abaixo de 2,5 mg são considerados baixos e acima de 6 mg — em mulheres — e de 7 mg — em homens —, altos.

Uma vez que a alteração é detectada, no entanto, pode ser necessário investigar a origem com outros exames mais complexos.

Por que essas alterações no ácido úrico podem ser perigosas para a saúde?

O ácido úrico é uma substância pouco solúvel no sangue e consegue se acumular na forma de cristais de urato com facilidade nos tecidos, sempre que ocorrem variações nos níveis sanguíneos, principalmente quando há um aumento brusco.

Uma vez presentes nos tecidos, os cristais induzem um processo inflamatório local que pode gerar dor, vermelhidão, inchaço e prejudicar o funcionamento daquele órgão — trata-se de uma doença denominada gota.

Quais são as consequências da gota?

As crises de gota mais famosas ocorrem quando os cristais de urato se acumulam nas articulações e geram uma reação inflamatória. Embora esse acúmulo possa ocorrer em todas as articulações do corpo, o mais comum é que o dedão do pé, o joelho e o cotovelo sejam os afetados com episódios de dores intensas, vermelhidão, inchaço e dificuldade para movimentação.

A deposição dos cristais na pele e em regiões próximas às articulações faz com que surjam, ainda, projeções deformantes chamadas de tofos gotosos, comuns nos cotovelos, nas mãos e nas orelhas.

A litíase renal (pedra nos rins) pode ocorrer quando há formação de cálculos de ácido úrico nos rins ou nos ureteres devido à alta concentração dessa substância na urina. Pode estar associada, ainda, a uma falência renal aguda (nefropatia úrica).

Além de não serem visíveis ao raio-X, os cálculos de urato podem também induzir a formação de pedras de oxalato de cálcio e, com a passagem deles pelo sistema urinário, o indivíduo pode apresentar crises de dor em cólica e perda de sangue pela urina (hematúria).

Alguns estudos recentes associaram, ainda, o aumento do ácido úrico a um maior risco de doenças cardiovasculares, como o infarto e o acidente vascular cerebral. Esse aumento ocorreria devido à indução de um processo inflamatório nas paredes dos vasos do coração e do cérebro, respectivamente.

Quem pode sofrer com a gota?

Qualquer pessoa pode apresentar elevações no nível de ácido úrico no sangue mas, alguns fatores de risco, aumentam a chance desse fenômeno ocorrer, como:

  • sexo masculino;
  • idade avançada;
  • menopausa;
  • histórico familiar positivo para gota ou elevação de ácido úrico;
  • consumo habitual de álcool;
  • estresse;
  • consumo excessivo de cafeína;
  • uso de contrastes iodados em exames radiológicos;
  • obesidade;
  • hipertensão arterial sistêmica;
  • diabetes;
  • dislipidemia.

Tenho ácido úrico alterado, mas nunca senti nada, preciso me preocupar?

Muitas pessoas apresentam valores naturalmente elevados — ou reduzidos — de ácido úrico no sangue sem qualquer consequência para o organismo. Estima-se, inclusive, que cerca de 10-15% da população com mais de 40 anos apresenta hiperuricemia assintomática.

Nesses casos, o mais importante é passar por uma avaliação médica para ter certeza de que essa alteração não foi provocada por alguma outra doença que precisa ser tratada.

Como prevenir e tratar alterações no ácido úrico?

  • Evitar estresse físico;
  • reduzir o consumo de alimentos ricos em purina (carne vermelha, peixes, frutos do mar e miúdos);
  • evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • aumentar o consumo de leite e derivados;
  • consumir mais de 2 litros de água por dia para ajudar na eliminação renal de ácido úrico;
  • utilizar medicações que inibem a produção de ácido úrico, como o alopurinol, ou que aumentam a sua excreção, como a probenecida e a sulfinpirazona, sob prescrição e acompanhamento médico;
  • controlar as crises de gota com o uso de anti-inflamatórios, colchicina ou corticoides, sob prescrição e acompanhamento médico;
  • consultar o médico antes de utilizar qualquer medicação.

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

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