Tratamento e prevenção de verminoses: o que você precisa saber?

Dispersos em diversos meios — como a água, a terra e o ar — existem inúmeros organismos e micro-organismos que podem se alojar no corpo humano. Um exemplo dessas formas de vida são os vermes parasitas, causadores das verminoses.

O quadro de saúde das pessoas portadoras de verminoses costuma variar desde sintomas leves e moderados até consequências mais graves, que inclusive podem levar à morte do indivíduo. Por isso, a prevenção se faz essencial.

Você conhece tudo o que precisa sobre essas infestações por parasitas? Sabe como proteger a si mesmo e à sua família? Então continue lendo este artigo e confira informações importantes sobre o assunto.

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O que são as verminoses?

As verminoses são doenças provocadas por vermes parasitas que se alojam no organismo das pessoas. Existem diferentes espécies de vermes que provocam esses problemas — e eles, geralmente, se alojam no intestino. Entretanto, alguns também podem infestar os pulmões, o fígado e até mesmo o cérebro.

Essas doenças podem ocorrer em pessoas de todas as idades e de ambos os sexos. Os vermes parasitas não escolhem o corpo do seu hospedeiro em razão de características específicas. Por isso, a prevenção é fundamental em todas as idades.

Alguns exemplos de organismos parasitas que podem infestar os seres humanos:

  • lombriga (Ascaris lumbricoides): provoca a ascaridíase;
  • ancilostoma (Ancylostoma duodenale): gera o amarelão ou ancilostomíase;
  • oxiúro (Enterobius vermicularis): causa a oxiurose ou enterobiose;
  • tênia (Taenia saginata e Taenia solium): provoca a teníase e a cisticercose.

A infestação por esses e outros vermes causadores de verminoses pode acontecer de diversas maneiras, como você verá a seguir e, por isso, é importante estar atento.

Como esse problema é adquirido?

As verminoses são doenças que costumam ser associadas, na maioria das vezes, às pessoas que pertencem às classes sociais mais baixas, mas podem ocorrer em todos os indivíduos. Isso porque, geralmente, o contágio ocorre em função da ingestão ou aspiração dos ovos desses animais, ou até pelo contato com as larvas, comumente presentes em dejetos humanos ou de animais.

Ou seja, quando um indivíduo infestado faz as suas necessidades fisiológicas, ele libera também os ovos e as larvas dos parasitas, que sobrevivem tanto na terra como na água e se instalam quando encontram um novo hospedeiro.

Assim, as faltas de saneamento básico e de higiene são dois grandes causadores das verminoses. Isso porque essas pessoas não têm acesso à água tratada e não é feita a coleta e tratamento do esgoto. Assim, elas acabam entrando em contato com impurezas e podem adoecer.

Entretanto, os ovos desses parasitas também podem ser ingeridos por meio de alimentos consumidos crus, como as hortaliças. Quando não higienizadas de forma adequada, os ovos sobrevivem e são consumidos durante a refeição.

Da mesma forma, se a água ingerida pelas pessoas não estiver devidamente tratada, seu consumo também pode ocasionar o contágio por parasitas. E por essa razão é que, independentemente da classe social ou do meio em que pessoa vive (rural ou urbano), ela pode ser infestada por vermes.

Pequenos ferimentos na pele também são uma porta aberta para os parasitas causadores de verminoses. Alguns são tão pequenos que penetram na epiderme, mesmo ela não estando ferida, como é o caso do bicho-geográfico ou larva migrans (Ancylostoma brasiliense ou Ancylostoma caninum).

Em razão de as formas de contágio serem tão variadas é que se torna fundamental saber como se prevenir da melhor forma possível. Afinal, as verminoses não são apenas um desconforto para a pessoa infestada, mas representam uma ameça à vida desse indivíduo.

Quais são os seus sintomas?

Os sintomas das verminoses podem variar muito, pois eles se manifestam de acordo com o tipo de parasita contraído e as reações que ele provoca no organismo. De qualquer forma, podemos apontar alguns sinais que, geralmente, surgem nas verminoses mais recorrentes:

  • dores abdominais;
  • náuseas e/ou vômitos;
  • diarreia;
  • falta de apetite;
  • perda de peso;
  • anemia;
  • problemas respiratórios;
  • obstrução intestinal;
  • tosse;
  • febre;
  • e fraqueza.

Em casos específicos para certas verminoses, temos ainda a presença de sangue nas fezes, a alteração da cor da pele (amarelão), inchaços dos membros inferiores (elefantíase), coceira na pele e “desenhos sob ela” (bicho-geográfico), além de comprometimento cerebral.

Os sintomas também variam em função do estágio ou grau de infestação. Isso porque alguns vermes podem migrar para o pulmão e para o fígado e geram ali outros problemas, como a pneumonia-verminótica.

Na fase adulta dos parasitas, os sintomas se diferenciam da etapa inicial da contaminação. Quando os vermes estão adultos, a pessoa passa a ser transmissora da doença, já que começa a eliminar os ovos do parasita em suas fezes.

Como as verminoses são tratadas?

Para iniciar o tratamento das verminoses, é preciso obter um diagnóstico. Por meio de exames, geralmente de fezes, o médico identifica o parasita para, então, tratar o paciente de forma adequada. Em alguns casos, pode ser realizado um exame de sangue — que vai determinar a extensão do problema.

Então, o paciente é tratado com vermífugos, substâncias que atuam como antiparasitários e combatem os vermes. Assim, a infestação é controlada e os parasitas eliminados do organismo de forma natural.

O tratamento não é complicado quando a infestação não provocou danos maiores ao indivíduo. Entretanto, nos casos de consequências mais expressivas, como anemias ou complicações cerebrais, o especialista avaliará o quadro do paciente para adotar outros tratamentos.

O que fazer para evitar o contágio?

Como você viu, a melhor alternativa é trabalhar a prevenção dos casos de verminoses. E como elas podem afetar todas as pessoas em qualquer lugar do mundo, é importante adotar hábitos e medidas, como:

  • lavar bem as mãos e mantê-las limpas, especialmente antes de manusear alimentos e após usar o banheiro;
  • higienizar muito bem os alimentos, especialmente aqueles que são consumidos crus;
  • ferver, filtrar ou clorar a água para ingestão e preparo das refeições;
  • andar sempre calçado em locais cuja higiene é duvidosa;
  • higienizar muito bem as superfícies e os utensílios utilizados no preparo das refeições;
  • evitar comer alimentos crus, tendo o cuidado de sempre cozinhar bem a carne de gado, porco ou peixe;
  • higienizar os alimentos antes de guardá-los na geladeira;
  • organizar a geladeira para evitar que alimentos crus tenham contato com aqueles prontos;
  • evitar nadar em rios, córregos ou lagoas que recebam despejo de esgoto;
  • evitar o contato com a água de enchentes;
  • evitar o compartilhamento de itens de uso pessoal (escova de dente, toalhas);
  • ​lavar a escova de dente antes do uso e guardá-la em um armário fechado;
  • evitar tocar a boca, os olhos ou o nariz;
  • evitar o hábito de roer unhas e mantê-las bem aparadas;
  • lavar as toalhas e roupas de cama semanalmente;
  • higienizar muito bem a casa, em especial o banheiro.

As infestações por vermes parasitas podem trazer problemas mais sérios do que desconfortos intestinais. E embora elas tenham tratamento, a melhor maneira de evitar que o ciclo se mantenha é fazendo a prevenção.

Por isso, adote os cuidados sugeridos neste artigo e faça o controle preventivo da infestação por meio da ingestão periódica de vermífugos. Consulte o seu médico de confiança para que ele receite o medicamento adequado a fim de realizar o controle das verminoses, protegendo você e sua família de complicações maiores.

Ainda tem alguma dúvida sobre as verminoses e quer outras dicas de prevenção? Então deixe seu comentário!

 

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

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