Transtorno bipolar: o que é?

Oscilações de humor podem ser algo mais sério do que apenas reações de uma pessoa birrenta, dramática ou “de lua”. Talvez as mudanças repentinas signifiquem transtorno bipolar, ou seja, uma doença que alterna o temperamento entre momentos de muita euforia e períodos de depressão.

Essas alterações acontecem de maneira muito rápida e com grande variação de intensidade, sem qualquer aviso prévio para as pessoas que estão em volta. Já a sua frequência vai variar de acordo com o doente, sendo muito ou pouco usual dependendo da progressão da psicose.

O distúrbio causa ciclos de alternância entre ansiedade, depressão e euforia extrema. O descontrole das emoções e a confusão de sentimentos causam muito sofrimento, chegando a desestabilizar a estrutura familiar.

Isso se deve à dificuldade de identificar a doença, que aumenta a quantidade das crises com o passar do tempo. Isso influencia diretamente na vida afetiva, profissional e em qualquer tipo de relacionamento interpessoal do doente.

Nem sempre a própria pessoa consegue identificar suas mudanças de humor repentinas e, por isso, o auxílio de familiares e amigos próximos é fundamental para ajudar no diagnóstico da doença.

Quer saber mais sobre o transtorno bipolar? Então confira o nosso post de hoje!

Como identificar o transtorno bipolar?

Por causar alternância de humor de maneira drástica, a doença não é tão simples de ser notada, senão pela repetição das crises. No caso do transtorno bipolar, existem, pelo menos, 4 tipos de manifestações:

  1. tipo I: o paciente apresenta períodos de depressão profunda e pelo menos 1 episódio maníaco;
  2. tipo II: o paciente apresenta períodos de impulsividades e de energia, entretanto, de menor intensidade e alternados com episódios de depressão;
  3. não especificado ou misto: quando o paciente sugere sintomas do transtorno bipolar, mas não demonstra tempo suficiente nas oscilações para caracterizar a doença;
  4. ciclotímico: a chamada ciclotimia, que envolve mudanças de humor sem muita gravidade. O paciente manifesta episódios de hipomania alternados com inúmeros episódios de depressão leve, correndo o risco de ser diagnosticado de maneira incorreta, apenas com depressão.

Os sintomas da bipolaridade podem variar de acordo com a pessoa e o tipo da doença, alternando entre picos de depressão ou de mania, que são chamados de fase maníaca ou depressiva. Confira alguns sintomas de cada uma delas!

Fase Maníaca

  • distração;
  • pouco autocontrole;
  • poucas horas de sono;
  • compulsão alimentar;
  • relações sexuais frequentes com parceiros diferentes;
  • consumismo;
  • pensamentos acelerados;
  • hiperatividade;
  • comunicação oral excessiva;
  • autoestima elevada;
  • agitação;
  • irritação excessiva.

Fase Depressiva

  • desânimo;
  • tristeza diária;
  • dificuldade de concentração;
  • dificuldade de memorizar;
  • indecisão demasiada;
  • ganho de peso;
  • compulsão alimentar;
  • fadiga e cansaço exagerado;
  • baixa autoestima;
  • perda de interesse em atividades corriqueiras;
  • pensamentos sobre suicídio;
  • falta ou excesso de sono;
  • afastamento do ciclo social.

O paciente em fase maníaca do transtorno bipolar pode manifestar os sintomas por alguns dias ou meses e, geralmente, são enquadrados no tipo I da doença. Embora o tipo II tenha sintomas bem similares, sua intensidade é menor.

No caso de uma fase depressiva, o risco de tentativas de suicídio aumenta, já que a pessoa tem 28 vezes mais a chance de cometê-lo — se comparada com indivíduos saudáveis. Na maioria dessas situações, o ato é incentivado por compulsões, como vício em álcool ou drogas.

No entanto, por se tratar de um distúrbio psiquiátrico, as fases podem ocorrer juntas, levando o paciente a um estado misto da doença.

Quais são as principais causas?

Ainda não há uma causa específica para o transtorno bipolar, mas alguns fatores podem gerar as oscilações de humor que caracterizam a doença, como:

  • fatores genéticos: diferenças físicas no cérebro do paciente e de seus parentes com histórico da doença;
  • neurotransmissores: desequilíbrio entre os neurotransmissores;
  • hormônios: desequilíbrio hormonal, como os casos de disfunções da tireoide (hipertireoidismo e hipotireoidismo);
  • fatores exógenos: estresse intenso, experiências traumáticas, remédios inibidores de apetite etc.

A doença pode ocorrer em ambos os sexos, sendo mais presente entre pessoas de 15 e 25 anos de idade.

Como tratar?

O primeiro passo é identificar os sintomas e procurar uma ajuda médica especializada, que solicitará uma série de exames para confirmar o diagnóstico por meio da eliminação de outras possíveis causas.

Os exames, geralmente, são testes físicos e laboratoriais. Logo após, o paciente é submetido a uma análise psicológica para que o médico observe o seu comportamento e suas mudanças de humor durante um determinado período. Depois da confirmação do diagnóstico, é preciso dar início ao tratamento.

A escolha do tratamento do transtorno afetivo bipolar ou doença maníaco-depressiva será feita a partir do tipo de patologia desenvolvida por cada paciente. Assim, é possível contar com auxílio de uma orientação psicoeducacional, tratamento medicamentoso, eletroconvulsoterapia (tratamentos antidepressivos e antimaníacos) e tratamentos psicológicos.

  • Orientação psicoeducacional: trata-se de uma orientação para o paciente e seus familiares sobre a doença, a fim de educá-los para manter a eficiência no tratamento. Ela mostra que o distúrbio será para a vida toda e precisará ser mantido sob controle, atendendo a necessidades de curto, médio e longo prazos para a manutenção de uma vida normal.
  • Tratamento medicamentoso: uso de estabilizadores de humor, tranquilizantes, antidepressivos, calmantes e antipsicóticos, de acordo com o estado de cada paciente.
  • Eletroconvulsoterapia (ECT): é indicado para casos extremos da mania e da depressão, sendo um dos tratamentos mais eficientes. Consiste em aplicações de pequenas correntes de energia como forma de prevenir a exaustão ou o suicídio.
  • Tratamento psicológico: por ser uma doença também de caráter psicológico e social, é preciso uma terapia que trabalhe a aceitação da doença, ofereça orientações e informações e resgate a motivação do paciente em viver. A psicoterapia pode ser trabalhada em conjunto com medicamentos. Há terapias cognitiva comportamental, psicopedagogia e familiar.

Como conviver com a bipolaridade?

Após seguir as orientações médicas e permanecer com o tratamento em dia, algumas ações comportamentais são fundamentais para manter o sucesso no controle da doença:

O transtorno bipolar é uma doença sem cura que deve ser controlada durante toda a vida para manter um convívio saudável com os demais. Embora possa parecer algo sem importância, ela pode ser fatal, tanto no estágio de depressão quanto de mania.

Portanto, o apoio familiar e o tratamento específico são fundamentais para garantir a saúde do paciente.

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

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