TDAH: entenda o que é e como pode ser tratado

Felizmente, nos últimos tempos têm se falado cada vez mais sobre os distúrbios de atenção e

Felizmente, nos últimos tempos têm se falado cada vez mais sobre os distúrbios de atenção e assuntos afins. Mesmo assim, muitas pessoas ainda não sabem o que é TDAH, por exemplo.

Disseminar esses conceitos é importante para aproximar as pessoas da questão e ajudar aquelas que sofrem com o problema — sem saber, muitas vezes, que são portadoras desse tipo de transtorno.

E você, conhece bem esse assunto? Leia o post a seguir para entender melhor o que é TDAH e tirar suas principais dúvidas!

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O que é TDAH?

O termo TDAH significa Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, mas também é conhecido como DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Trata-se de um tipo de transtorno neurobiológico crônico que atinge algumas partes do cérebro e gera sintomas como desatenção, inquietude, entre outros.

De acordo com a ABDA (Associação Brasileira do Déficit de Atenção), cerca de 3% a 5% da população infantil sofre de TDAH em diferentes regiões do mundo. Já entre os adultos, a estimativa é de 2,5%, aproximadamente metade de casos em relação ao que se observa em crianças.

Em geral, o problema é detectado na infância e pode acompanhar o paciente por toda a sua vida. A vida escolar da criança costuma ser diretamente afetada, visto que os sintomas começam a ser ainda mais perceptíveis no desenvolvimento dentro do processo de aprendizagem.

Portanto, seu diagnóstico nessa fase de vida é essencial para que o tratamento ajude a controlar melhor as reações comportamentais de cada um, de forma que a pessoa consiga levar uma vida normal e desempenhar suas atividades adequadamente.

Quais são os principais sintomas do TDAH?

Embora cada pessoa possa apresentar um quadro diferente do transtorno, existem alguns sintomas comuns aos portadores de TDAH — lembrando de que é preciso identificar um padrão persistente deles e não considerar fatos isolados, como crises de ansiedade.

De forma geral, são sinais que envolvem, por mais de 6 meses, comportamentos de desatenção e hiperatividade-impulsividade, como:

  • esquecimentos frequentes no dia a dia;
  • grande dificuldade em se manter atento a tarefas e atividades lúdicas;
  • desorganização;
  • perder objetos necessários com frequência;
  • inquietude e agitação incontroláveis;
  • agressividade e irritabilidade
  • costume de interromper conversas e atividades dos outros;
  • falar demais e/ou sem saber esperar sua vez;
  • dificuldade de seguir instruções até o fim.

Enfim, esses são apenas alguns dos principais sintomas que devem ser avaliados pelos profissionais para caracterizar ou não o transtorno, evidenciando, sobretudo, que eles interferem significativamente na rotina da pessoa.

Quais são as suas principais causas?

O TDAH é multifatorial e ainda precisa ser melhor compreendido. Existem estudos científicos sobre o assunto que indicam a presença de alterações na região frontal do cérebro dos portadores de TDAH, o que, consequentemente, afeta suas conexões com outras áreas.

A causa tem alguma ligação com a hereditariedade, ou seja, a carga genética herdada dos pais. Acredita-se que os genes formem uma predisposição ao problema, já que foi constatada uma tendência de pessoas que tem algum caso na família também apresentarem o transtorno.

Embora não exista um gene específico que determine o TDAH, a presença de algumas características genéticas poderiam fazer com que certos indivíduos sejam mais predispostos a apresentarem o transtorno.

As condições ambientais de uma gravidez também podem ser capazes de gerar efeitos na formação cerebral do bebê, até mesmo influenciando as chances de ele apresentar algum nível de TDAH. Logo, questões como sofrimento fetal e a ingestão de substâncias nocivas (como álcool) são estudadas como possíveis causas.

Como é possível diagnosticar o problema?

O diagnóstico completo deve ser sempre realizado por um profissional especializado na área, como um psicólogo, neurologista, neuropediatra ou psiquiatra. Por meio da observação do paciente e de uma série de perguntas (processo conhecido como anamnese), o médico será capaz de dar o seu veredito.

É preciso tomar muito cuidado com avaliações realizadas por profissionais que não são especialistas no assunto, pois os sintomas podem ser muito semelhantes a outros tipos de distúrbios.

Normalmente, o ambiente escolar conta com pessoas familiarizadas com o tema — como professores e pedagogos — e que são capazes de fornecer orientação a fim de diagnosticar alguns casos.

Entretanto, um tratamento eficaz e seguro requer um diagnóstico preciso, que deve ser dado pelo profissional de saúde especialista (de preferência com experiência na área, vale verificar com o plano de saúde). Lembre-se também de que somente profissionais médicos podem avaliar a necessidade e prescrever o tratamento medicamentoso mais adequado para cada um.

Quais tipos de tratamentos são indicados?

Por ser um transtorno e não uma doença, não é possível dizer que o TDAH apresenta algum tipo de tratamento que poderá curar de vez o paciente. O que geralmente acontece é que um conjunto de alternativas multidisciplinares é capaz de controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida da pessoa.

Além dos medicamentos, existem os tratamentos complementares (como terapia ocupacional, psicoterapia, terapia psicomotora etc) que costumam apresentar bons resultados na parte comportamental. A meditação é outro exemplo de técnica que pode trazer diversos benefícios.

Nos casos infantis, o auxílio da escola costuma fazer a diferença no tratamento, oferecendo adaptações nos métodos de aprendizagem para ajudar os portadores do transtorno a superarem suas dificuldades. Logo, esse também deve ser um ponto de atenção dos pais ao escolherem uma instituição de ensino.

De qualquer forma, é fundamental jamais negligenciar a questão para que o desenvolvimento da criança não seja prejudicado, com a probabilidade de se tornarem adultos com sérias dificuldades pessoais e profissionais.

Inclusive, existem estudos que associam esse tipo de distúrbio a maiores chances de situações consideradas negativas na vida adulta, como: abandono escolar, desemprego, dificuldade de encontrar um parceiro, divórcio, acidentes de trânsito, uso de drogas e alcoolismo, entre outros.

O mais importante é que o paciente consiga lidar bem com suas emoções e atividades a longo prazo. Portanto, o tratamento deve ser sempre individual e personalizado, reconhecendo as necessidades de cada um e contribuindo para o seu bem-estar ao longo da vida.

E aí, conseguiu entender melhor o que é TDAH e como pode ser tratado? Então que tal assinar a nossa newsletter para continuar recebendo outras informações e dicas sobre saúde e bem-estar da família?

 

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

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