Setembro verde: como realizar a doação de órgãos

Ouvimos muitas pessoas reclamando sobre o nosso sistema de saúde e as condições que o governo oferece para a população em termos de prevenção e tratamento de doenças, mas nem sempre todos fazem a sua parte. E é exatamente por isso que existem campanhas de conscientização, sendo o setembro verde uma das mais importantes.

Você, por exemplo, sabe ao certo como fazer para se tornar um doador ou para realizar a doação de órgãos? Esse é um tema imprescindível e, neste exato momento, existe uma imensa fila de pacientes esperando um transplante. Quer aprender um pouco mais sobre isso? Então não deixe de checar o conteúdo a seguir!

O que é setembro verde?

Você provavelmente já ouviu falar sobre o setembro verde ou leu sobre o tema na internet, mas é bem possível que não conheça ao certo o seu significado. A iniciativa faz parte da Campanha Nacional de Doação de Órgãos em referência ao dia nacional a esse ato de solidariedade, que acontece todos os anos em 27 de setembro. O objetivo é alertar e conscientizar a população brasileira sobre a verdadeira importância que a doação de órgãos possui.

Os dados sobre transplantes no Brasil não são satisfatórios e os números passam longe de atender à quantidade de pessoas que precisam desse tipo de cirurgia, aumentando a fila e o desespero de famílias e vidas que podem ser salvas com o procedimento.

A Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) estima que, no Brasil, a cada 8 potenciais doadores, apenas 1 é notificado. Enquanto isso, a lista de espera continua crescendo.

Qual a importância de doar órgãos?

Existem diversas patologias que não possuem cura efetiva, a não ser pelo transplante de órgãos. Por isso, decidir se tornar um doador é uma atitude altruísta, que contribui para reduzir o sofrimento de muitas famílias e evitar mortes desnecessárias de pessoas que podem viver anos ou até mesmo décadas a mais com o órgão novo.

O pior de tudo é que, na maioria das vezes, as famílias recusam a doação por desconhecimento do tema. Nesse contexto, uma das metas da campanha do setembro verde é justamente mostrar aos brasileiros a importância de comunicar aos familiares a sua vontade.

Esse gesto pode mudar essa triste realidade e, pelo menos, diminuir a ansiedade da espera dos pacientes na fila — alguns que apresentam a saúde tão comprometida que, muitas vezes, sequer conseguem aguardar muito tempo.

Como fazer para se tornar um doador de órgãos?

Ser um doador de órgãos é mais simples do que você pensa. Nos dias de hoje, em terras brasileiras, não existe um documento oficial para o porte do doador e não é necessário deixar algo por escrito. O fundamental mesmo é comunicar a sua família sobre o seu desejo da doação, pois isso só é feito com a expressa autorização dos familiares mais próximos.

O tema da campanha é justamente esse: “Minha família já sabe! Sou doador de órgãos”. Essa é uma maneira de desmistificar a doação e, em caso de uma eventual morte cerebral, fazer uma grande ação em prol da vida.

Quais são as regras para doar os órgãos?

Como é um tema delicado, existem regras bem claras para que a doação seja realizada. De acordo com o Ministério da Saúde, para doar os seus órgãos após a morte, é imprescindível possuir a identificação e o respectivo registro hospitalar, bem como ter a causa do coma já estabelecida e reconhecida.

O possível doador deve ter sofrido morte encefálica e não pode estar sob o efeito de nenhuma droga depressora do sistema nervoso central, não deve apresentar hipotensão, nem hipotermia.

É imprescindível que sejam realizados dois exames neurológicos para avaliar o estado do tronco cerebral, feitos por dois médicos que não façam parte das equipes de captação ou de transplante. Também é fundamental ter um exame complementar que ratifique a morte cerebral (ausência de perfusão sanguínea, atividade metabólica ou atividade elétrica).

Vale destacar que, uma vez comprovada a morte encefálica como regulamentado pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), a parada cardíaca e o colapso orgânico ocorreriam em questão de tempo, pois mesmo com a ajuda de aparelhos não seria possível manter o paciente.

Em seguida, o óbito é notificado à Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO) e à família do possível doador, que é orientada e recebe total poder de decisão.

Quais órgãos podem ser doados?

É preciso compreender que nem todos os órgãos podem ser doados mesmo com o doador falecido. É possível, por exemplo, doar as córneas e o coração, que são dois itens de extrema necessidade nos bancos de doadores do Brasil. 

Pulmões e rins também entram nessa lista, bem como o fígado e o pâncreas. Até mesmo medula óssea, veia safena, ossos, pele, tendões, cartilagens e válvulas cardíacas podem ser aproveitados. Contudo, vale ressaltar para a família que o corpo do doador falecido é totalmente recomposto e pode ser devidamente velado, sem custos funerários adicionais e sem trazer sofrimento adicional às pessoas mais próximas.

Quem recebe os órgãos?

Existe uma fila unificada de transplantes, que é rigorosamente controlada no Brasil. Os órgãos doados vão exclusivamente para pacientes que necessitam de um transplante e estão nessa relação por ordem de prioridade, que é definida e organizada pelas Centrais de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada Estado e regida pelo Ministério Público.

Existem doadores vivos?

É bastante comum relacionar a doação de órgãos ao falecimento do doador, mas o setembro verde também serve para elucidar essa questão. Um doador vivo pode — e deve, caso seja possível — ajudar outra pessoa.

É viável, por exemplo, doar um dos rins (pois funções renais podem ser feitas de maneira normal por um único rim sem grandes prejuízos para os doadores), parte do fígado, do pulmão e da medula óssea. 

Nesses casos, de acordo com a legislação vigente, podem ser doadores parentes até quarto grau ou cônjuges. Pessoas que não possuem grau de parentesco, por sua vez, só podem fazer isso por meio de uma autorização judicial.

E você, gostou de entender sobre a importância do setembro verde? Então deixe o seu comentário e compartilhe conosco a sua opinião! 

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

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