Saiba quais são os sintomas da má circulação nas pernas

Sabe aquela dor nas pernas ou aqueles vasinhos azulados e doloridos que você sempre ignora? Talvez esses sintomas não sejam tão inofensivos quanto você pensa e mereçem a sua atenção o mais rápido possível, afinal não somos nada sem pernas saudáveis.

No post de hoje, vamos falar um pouco mais sobre má circulação nos membros inferiores, suas possíveis complicações e quais os cuidados necessários. Confira!

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O que é a má circulação nas pernas?

É caracterizada pela dificuldade de passagem do sangue, seja pelas artérias — doença arterial periférica — ou veias — insuficiência venosa crônica. As causas dessas doenças são multifatoriais e estão ligadas a hábitos de vida e fatores genéticos que podem impedir o suprimento sanguíneo adequado em direção às extremidades ou de volta ao coração.

Doença arterial periférica

A doença arterial periférica (DAP) consiste na dificuldade do sangue em chegar aos membros inferiores por meio das artérias. Na maioria dos casos, essa doença é causada por aterosclerose, isto é, quando placas de gordura ou tecido fibroso causam o estreitamento ou oclusão das artérias que irrigam as extremidades do corpo.

Quais são os sintomas da DAP?

Em situações nas quais os músculos necessitam de maior aporte de oxigênio ou nutrientes, como durante uma caminhada mais longa ou mais rápida, a estenose arterial impede a chegada do fluxo sanguíneo necessário, o que provoca dor. Esse sintoma é cientificamente conhecido como claudicação intermitente e, em geral, cessa com o repouso.

Os grupos musculares mais afetados são os das panturrilhas, glúteos e coxas. Nos homens, obstruções na região da pelve podem provocar também incapacidade de conduzir o ato sexual até o final. Essa dor intensa durante esforços físicos moderados tende a piorar nas épocas mais frias do ano, já que a vasoconstrição causada pela queda da temperatura também é um obstáculo à passagem do sangue.

Enfim, quando ocorre uma isquemia — carência de oxigenação e de substâncias essenciais para nossas células, como vitaminas e minerais — mais prolongada, podem aparecer sinais como: cãibra, rachaduras no calcanhar, pele quebradiça, fria, seca ou escamosa. Em estágios muito crônicos da doença, o aparecimento de necrose ou úlcera, sobretudo nos dedos dos pés, indica que há risco de perda do membro.

Insuficiência venosa crônica (IVC)

Nesse caso, a dificuldade não está no suprimento sanguíneo das extremidades, mas em levar o sangue, carregado de subprodutos tóxicos, de volta ao coração para que ele possa ser bombeado para os pulmões e reoxigenado por lá. Devido a uma insuficiência de suas válvulas, as veias não conseguem mandá-lo contra a ação da gravidade e, por isso, uma parte do plasma fica retida nos membros inferiores.

Quais são os sintomas da IVC?

A sensação de pernas cansadas e pesadas, a impressão de que mais um passo será insuportável e a necessidade de sentar-se urgentemente são sintomas da insuficiência venosa. A coceira, a sensação de formigamento e as alterações de sensibilidade na pele também são típicas dessa doença. Isso acontece porque, devido a uma sobrecarga do sistema venoso, há um acúmulo patológico de líquido na parte inferior do membro, provocando o inchaço e a deformação dos vasos.

Com o aumento da pressão, pode haver a compressão de terminações nervosas ou escurecimento, descamação e ressecamento da pele, geralmente acompanhado de dor, queimação, inchaço ou de feridas que demoram a cicatrizar. O sintoma mais clássico, no entanto, é o aparecimento das varizes, veias dilatadas, que passam a aparecer através da derme de maneira mais azulada e saliente.

Esse processo é influenciado por variações hormonais, por características genéticas e também pelos hábitos de vida do paciente, sendo as mulheres mais acometidas. Assim, os fatores de risco são: a obesidade, o sedentarismo, o número de gestações, o tabagismo, o uso de anticoncepcionais orais e o tempo que o indivíduo passa em pé.

O que pode causar ou agravar a má circulação nas pernas?

Pessoas sedentárias, com maus hábitos — como o alcoolismo e o tabagismo —, hipertensas ou com histórico de doenças circulatórias na família têm maior propensão à má circulação arterial.

Por outro lado, a insuficiência venosa ocorre principalmente em mulheres, sendo muito relacionada à idade, aos fatores hormonais, ao excesso de peso e à postura inadequada. O uso de anticoncepcionais também está associado a essa disfunção, devido às alterações de pressão e pela influência pró-trombótica do estrogênio.

Existem cuidados para não agravar a situação?

Pratique exercícios

A movimentação das pernas é fundamental para potencializar o retorno venoso. Procure praticar atividades físicas regulares como caminhadas, passeios de bicicleta e natação, que são altamente recomendadas por estimularem a circulação nas extremidades. Se não for possível exercitar-se regularmente, evitar ficar na mesma posição e levantar-se de hora em hora ajudam a prevenir a doença.

Cuide da sua alimentação

Aumentar o consumo de vitamina C e alimentos antioxidantes auxilia na diminuição das toxinas a serem descartadas pelo organismo. Procure também vigiar o sobrepeso, que é um dos principais fatores de risco para a sobrecarga dos membros inferiores. A diminuição do consumo de sal e um plano alimentar equilibrado serão seus aliados na prevenção e no combate à má circulação.

Evite roupas muito justas

Substituir calças muito justas por roupas mais folgadas é uma atitude simples e muito eficaz. Ao pressionar pontos dos membros inferiores arbitrariamente, a vestimenta apertada pode dificultar a passagem do sangue nas pernas.

Consulte um médico especialista

Se o problema for referente ao retorno sanguíneo, os pacientes podem elevar as pernas com almofadas ao final do dia ou dormir com esses membros mais altos em relação ao corpo. Se a dificuldade for relacionada à chegada do sangue às extremidades, no entanto, levantar as pernas não trará benefícios.

Por isso, é muito importante consultar um angiologista, médico especialista no sistema circulatório, a fim de, realizar um diagnóstico preciso e garantir que a terapêutica adotada seja a melhor para você.

Como o problema deve ser tratado?

O angiologista deverá classificar o estágio da doença e se há indicação cirúrgica ou medicamentosa. De forma geral, o tratamento das doenças relativas à circulação inclui mudança de hábitos diários, como:

  • parar de fumar;
  • adesão a uma dieta saudável;
  • prática regular de atividades físicas;
  • controle da pressão e da diabetes.

E se eu não tratar?

O não tratamento da doença arterial periférica pode levar ao agravo do quadro, isto é, dores ainda mais intensas, ulcerações, necrose de tecidos e perda do membro em questão. Quanto às varizes, a negligência durante o estágio inicial do problema tem como complicação o desenvolvimento de trombose, ou seja, a formação de um coágulo que pode atingir vasos nobres do corpo e levar o paciente a óbito.

Percebeu como a má circulação nas pernas dá pequenos sinais desde o início e o quão grave ela pode se tornar? Se você ainda possui alguma dúvida sobre as doenças do aparelho circulatório, deixe aqui o seu comentário ou compartilhe sua experiência!

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

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