Quando fazer a mamografia e qual a sua importância para a saúde?

A mamografia é um exame que permite detectar possíveis casos de câncer de mama. Ainda há muita desinformação a respeito desse assunto, o que gera dúvidas, como por exemplo, sobre quando fazer a mamografia e, até mesmo, quais são os grupos de risco da doença.

Pensando nisso, hoje trouxemos informações muito importantes sobre o assunto, confira!

Quando fazer a mamografia?

De acordo com o Ministério da Saúde, a realização da mamografia deve ocorrer periodicamente a partir dos 50 anos. No entanto, algumas opiniões controversas levantaram uma polêmica sobre o assunto, já que alguns casos de câncer têm sido detectados antes dessa idade.

De acordo com o levantamento realizado pelo hospital A.C. Camargo Center, nessas situações, os tumores não teriam sido descobertos com a precocidade necessária caso as recomendações tivessem sido seguidas.

Ainda de acordo com o levantamento, o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento, indicando que 96,1% das mulheres sobreviveram após cinco anos da descoberta da doença no estágio 1. Esse número cai para 30,3% no estágio 4, o mais avançado.

A Sociedade Brasileira de Mastologia diz que 40 anos é a idade ideal para iniciar a realização desse tipo de exame.

Pacientes com histórico da doença na família, principalmente quando são parentes de primeiro grau, que tenham recebido o diagnóstico antes dos 50 anos, devem passar por avaliação médica a partir dos 35 anos.

Nesses casos possivelmente serão solicitados outros exames além da mamografia para completar o diagnóstico, como ultrassom e ressonância magnética. Isso porque o câncer é uma doença que se torna mais comum com o avançar da idade e, assim, a presença de casos precoces numa mesma família acende o sinal vermelho de que o câncer teve origem por fatores genéticos hereditários.

Eu preciso repetir esse exame com frequência?

Algumas mulheres acreditam que, por terem feito o exame uma vez, não necessitam repeti-lo. Isso é um engano, já que a recomendação é que esses exames sejam repetidos anualmente em mulheres com 40 anos ou mais e em mulheres com 35 anos, e que sejam consideradas no grupo de risco elevado.

Já a partir dos 70 anos, é o médico quem decidirá a frequência necessária do exame.

Como o exame é realizado? Sentirei dor?

O aparelho que realiza o exame é chamado de mamógrafo e é considerado uma variante do aparelho de radiografia. O procedimento é feito do modo convencional ou digital, sendo que o digital permite um tempo menor de exposição à radiação e permite aumentar, clarear, escurecer ou diminuir a imagem.

Isso faz com que a técnica consiga detectar nódulos de forma mais eficiente. Além disso, ele também permite que seja feita uma punção por agulha para retirar material para biópsia.

Pacientes que tenham próteses de silicone também são permitidas para fazer o exame, mas o técnico precisa ser avisado para que o procedimento seja realizado da maneira adequada. Há ainda quem prefira optar por ultrassonografia ou ressonância magnética.

O exame é realizado com a paciente sem roupa da cintura para cima, em pé, diante do aparelho. As mamas são comprimidas horizontal e verticalmente.

É importante que a paciente não tenha utilizado perfume, talco, creme e desodorante, pois eles deixam resíduos que atrapalham a obtenção de imagens claras.

Cada mulher possui uma sensibilidade diferente na região, o que explica o motivo de algumas queixarem-se mais de dor, enquanto outras relatam apenas um leve desconforto. O fato é que, por comprimir as mamas, a mamografia pode sim causar dor e incômodo.

No entanto, algumas atitudes ajudam a reduzir essa dor ou incômodo, como por exemplo, agendar o exame para após o período menstrual. Também é possível usar um anti-inflamatório ou um analgésico cerca de duas horas antes do exame.

Há possibilidade de falsos positivos?

Sim, se você não sabe, os falsos positivos são aqueles casos que aparentam ser positivos, mas que, depois, de exames mais específicos, descobre-se que a pessoa não tem a doença. Esse é um dos motivos para que a faixa etária tenha sido definida, a princípio, em 50 anos. A realização de mamografias para fins de rastreamento é controversa, já que há o risco do falso positivo — que é quando o exame inicial aponta a presença de uma lesão, mas que posteriormente é confirmada como não sendo maligna.

A Sociedade Brasileira de Medicina da Família e Comunidade afirma que o falso positivo pode causar danos como estresse, ansiedade e realização de procedimentos desnecessários.

No entanto, ainda que a suspeita seja descartada depois, o exame possibilita que em alguns casos a mulher descubra mais cedo a doença e tenha mais oportunidades de se curar, o que acaba sendo uma grande vantagem. Como não há um consenso, é sempre melhor seguir a via mais segura, ou seja, realizar periodicamente o exame. Afinal, muitas mulheres já foram salvas por diagnóstico precoce.

O autoexame pode substituir a mamografia?

De forma alguma. Embora o autoexame seja muito importante, ele não deve ser usado como pretexto para a não realização da mamografia, afinal, o exame permite identificar lesões mamárias de tamanhos muito pequenos, que não seriam detectadas apenas por meio do toque.

Para se ter uma noção, acredita-se que a mamografia detecte uma tumoração até dois anos antes que ela seja identificável por meio do autoexame. Portanto, ainda que você tenha uma agenda cheia, separe um tempo para fazer a mamografia, que é bem rápida.

O que fazer se o exame der positivo?

Muitas mulheres têm medo de ir ao médico realizar o exame e descobrir que têm câncer de mama. Entretanto, o diagnóstico precoce é realmente muito importante para aumentar as chances de cura sem a necessidade de diversas intervenções.

Tanto que identificar o problema no estágio inicial pode evitar, até mesmo, a retirada da mama.

Existem três tipos de tratamento: cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Cada caso é avaliado separadamente para saber qual será o mais adequado ou até uma combinação deles. Isso dependerá muito do câncer, do tamanho, estágio e outras características.

Devo me preocupar ainda que não esteja no grupo de risco?

É fato que pessoas com casos de câncer de mama na família correm mais riscos, no entanto, mesmo mulheres que não se incluem nesse grupo são passíveis de ter a doença. Isso independe inclusive dos hábitos, como a prática de esportes e alimentação.

Ainda que seja sempre necessário frisar que manter uma vida saudável contribui de fato para evitar diversas doenças, o câncer pode se manifestar em qualquer pessoa.

Por isso, é primordial divulgar informações para que todas saibam quando fazer a mamografia e porque ela é tão importante. Conscientize todos que conhece e nunca deixe de lado a realização dos exames que seu médico pedir.

E então, você já fez a mamografia? Ficou com alguma dúvida? Conta para a gente nos comentários!

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

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