Será que o pulmão de um ex-fumante se regenera?

Fumar é um vício que pode levar à morte. Isso porque esse hábito está relacionado com cerca de 50 doenças, incluindo o câncer de pulmão.

Mas também é fato que muita gente deseja abandonar esse vício, e então, fica a pergunta: será que o pulmão de ex-fumante se regenera e a pessoa fica livre de males e sequelas do cigarro?

Para responder essa pergunta precisamos entender mais a fundo os danos que o tabaco provoca no pulmão. Também como se dá o processo de recuperação da pessoa que deixa de fumar.

E para que você compreenda isso e descubra se é possível se ver livre das doenças causadas pelo cigarro, preparamos este artigo. Leia com atenção e descubra se um ex-fumante pode voltar a ter pulmões saudáveis como pessoas que nunca fumaram.

Os prejuízos do hábito de fumar

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) a cada ano mais de 7 milhões de pessoas morrem no mundo em decorrência de problemas ocasionados pelo tabaco.

De acordo com um estudo realizado pela Fiocruz, no Brasil esse número chega a 156.216 por ano, que representa assustadoras 428 mortes por dia relacionadas ao cigarro.

E os impactos disso são sentidos também na economia, porque a despesa dos governos e das famílias com o cigarro, entre tratamentos de saúde e perda de produtividade, gira em torno de 1,4 trilhão de dólares.

Como se não bastasse, o cigarro contém mais de 7.000 substâncias tóxicas, que poluem o ar e ainda adoecem o fumante e os não fumantes, que também ingerem essas toxinas dispersas na atmosfera, que contribuem com o efeito estufa.

Os impactos ainda se estendem para a limpeza pública, geração de resíduos, o aumento da pobreza, perda da produtividade laboral, mortalidade infantil, entre outros. E claro, não podemos esquecer o tema deste artigo: o pulmão do fumante.

Danos que o hábito de fumar causa aos pulmões

A fumaça do cigarro gera fuligem como a de um incêndio. Quando o fumante traga o cigarro ele está levando para dentro de seus pulmões toda essa fuligem, e ela não é expelida. Esses resíduos ficam presos aos tecidos do pulmão e ali se acumulam.

Além da fuligem, temos o calor da fumaça do cigarro. Embora a pessoas não percebam, ela tem uma temperatura de cerca de 200° C. Quando atinge o pulmão, provoca queimaduras em seus tecidos, ressecando-os.

Com o hábito constante de fumar, o pulmão vai perdendo a capacidade que possui de eliminar as secreções, que são produzidas para se livrar da fuligem. Por isso os fumantes tossem, afinal, desenvolvem a bronquite na tentativa forçada que o pulmão manifesta para expelir a secreção.

A elasticidade dos tecidos também é comprometida, e com o tempo, as doenças aparecem, porque as defesas do pulmão não conseguem proteger o órgão contra as toxinas que o estão agredindo. Algumas lesões e doenças pulmonares associadas ao cigarro são:

  • câncer;
  • crises asmáticas;
  • pneumonias e outras infecções de vias aéreas;
  • doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), como enfisema pulmonar e bronquite crônica.

Todas elas tendem a se agravar com o tempo, conforme o pulmão sofre mais agressões em função da fuligem, do calor e das toxinas. Mas e se o vício for interrompido? Será que o pulmão de um ex-fumante é capaz de se regenerar? Veja a seguir.

O pulmão de um ex-fumante

Como dito, o cigarro provoca diversos danos aos tecidos do pulmão, e o grande problema é que esses tecidos não se regeneram totalmente. A fuligem que se acumula no órgão não pode ser retirada dali, e as lesões provocadas não se recuperam.

Ou seja, uma vez o pulmão lesionado pelo fumo, ele permanecerá assim. Porém, isso também não significa que o pulmão de ex-fumante será igual a quando ele fumava. Isso por que, uma vez abandonado o vício do cigarro, o pulmão volta a ativar suas defesas.

Lembra-se que dissemos que o grande problema é que o uso constante do cigarro faz com que o pulmão não consiga se defender das toxinas? Pois quando a pessoa deixa de fumar ele recobra essa capacidade e volta a se proteger sozinho.

Como não há mais o excesso de toxinas, e nem o calor da fumaça, sendo levados para dentro dele, então ele consegue mais uma vez trabalhar para expelir as secreções, retomando os seus movimentos normais.

Além disso, o pulmão é um órgão muito resistente, que possui grande extensão. Por isso, mesmo que ele tenha sido amplamente lesionado é capaz de trabalhar satisfatoriamente. Porém, é preciso que a pessoa pare de fumar para que ele possa trabalhar de forma adequada.

Assim que o indivíduo deixa de fumar ele começa a sentir melhoras em sua respiração. Embora as lesões não se recuperem totalmente, o pulmão consegue recompor algumas de suas partes, como os bronquíolos e os cílios, que expelem as secreções produzidas ali.

Então, o pulmão de ex-fumante se recupera parcialmente, porque a pessoa deixa de intoxicar os tecidos com a fumaça e a fuligem, dá tempo para o pulmão se recuperar e voltar a ativar suas defesas naturais.

A partir daí, a pessoa volta a respirar muito bem, consegue ter disposição, fôlego e leva uma vida normal como qualquer outra. Podem ficar ainda sequelas do período em que fumava, porém, nenhum mal expressivo como quando o vício se sustentava.

A recuperação de um ex-fumante

Algo muito importante que precisamos debater é sobre a grande dificuldade que as pessoas podem sentir para deixar de fumar. Embora seja um produto lícito, o cigarro é uma droga viciante, e a dependência que ela causa é mais expressiva do que a do crack.

Isso significa que é mais fácil para alguém deixar o vício desse entorpecente do que outro deixar de fumar. Por isso, esse tema é tão importante e requer atenção. Afinal, o tabagismo é uma doença que precisa de tratamento para que o indivíduo se veja livre do cigarro.

Trata-se de mudanças diversas em sua vida para que seja possível o organismo e a mente não precisarem mais da nicotina. E muitas vezes, o fumante precisa da ajuda de uma equipe multidisciplinar para deixar o vício.

Nem sempre trata-se apenas de força de vontade. A pessoa pode desejar parar de fumar, mas assim mesmo não conseguir. Por isso, ela precisa de apoio e ajuda profissional também, incentivos que possam lhe ajudar e ainda mudar seu próprios hábitos, para conseguir estabelecer uma nova rotina, sem o cigarro.

O pulmão de ex-fumante nunca será saudável como o de não fumantes, porém, é possível ter qualidade de vida e evitar as doenças causadas pelo cigarro. O ideal seria não começar a fumar, mas sempre é tempo de parar e deixar o corpo se recuperar das agressões sofridas.

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

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