Prevenção do HPV: saiba como evitar a contaminação!

A inclusão da vacina para meninos de 12 e 13 anos no Calendário Nacional de Imunização da rede pública de saúde (SUS) amplia a gama de mecanismos de prevenção do HPV, o Human Papilomavirus, doença que pode provocar o surgimento de diversos tipos de câncer, dentre os mais comuns sendo o de ânus e o de colo de útero.

Para se ter ideia, o vírus do HPV afeta mais de 80% da população sexualmente ativa em algum momento da vida, sobretudo as mulheres. Mesmo com a incidência no sexo feminino sendo maior e mais comum, esses são considerados os casos mais graves. Contudo, menos de 5% das ocorrências dessa patologia chegam a evoluir para algum tipo de câncer.

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A doença

O Papilomavirus humano, popularmente conhecido como HPV, é uma doença sexualmente transmissível (DST), em que o vírus pode se manifestar no corpo provocando lesões na pele e em mucosas de homens e mulheres, atingindo principalmente jovens de até 25 anos.

Embora existam mais de 150 tipos variados do vírus, cerca de 30 a 40 deles podem afetar as áreas genitais de ambos os sexos. Os subtipos HPV-6 e HPV-11 são os maiores responsáveis pelo surgimento do condiloma acuminado, também chamado de verrugas genitais ou crista-de-galo, com aparência de couve-flor, sintomas esses de baixo risco.

Em contrapartida, os subtipos HPV-16 e HPV-18 são potencialmente perigosos, classificados como de alto risco, pois provocam a maioria dos casos (70%) de câncer no colo do útero, doença que pode levar à morte, considerada a quarta maior causa dos óbitos femininos no Brasil.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA) 291 milhões de mulheres espalhadas pelo mundo são portadoras de HPV, sendo 32% delas infectadas com os subtipos 16, 18 ou ambos.

Prevenção do HPV

O contato sexual é a principal forma de contágio do HPV, inclusive o sexo oral. Como muitas pessoas possuem o vírus e não sabem, a melhor maneira de fazer a prevenção é utilizar preservativos durante as relações sexuais. No entanto, o preservativo pode não cobrir áreas que possuem verrugas, como a base do pênis, e transmitir a doença da mesma forma.

Nesse aspecto, a camisinha feminina é mais segura que a masculina, visto que protege toda a região do períneo do contato com o parceiro.

O HPV contamina cerca de 65% das mulheres logo em sua primeira relação sexual exposta à doença, mas 90% delas conseguem combater o vírus em até dois anos, espontaneamente ou com a ajuda de tratamento, sendo apenas 4% dos casos progredidos em câncer de colo de útero. 

Por ser altamente contagioso não é necessária a penetração para ocorrer a transmissão da carga viral, podendo ocorrer também durante a masturbação. Por isso, além do uso da camisinha, tome bastante cuidado também ao se relacionar com parceiros desconhecidos e evite a relação com pessoas que possuem lesões genitais suspeitas.

Vacinação como método de combate

Desde 2014 a Campanha de Vacinação contra HPV faz parte do Calendário Nacional de Imunização oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o público feminino na faixa etária dos 9 aos 13 anos. Em janeiro de 2017 a campanha foi ampliada e a vacina passou a ser disponibilizada também para meninos de 12 a 13 anos. Até 2020 essa faixa etária será gradativamente estendida, passando a atender meninos desde os nove anos e meninas até os 14.

Com a inclusão da vacina quadrivalente infantojuvenil masculina na rede pública de saúde, o Brasil se tornou o sétimo do mundo e o primeiro da América Latina a oferecer este tipo de tratamento preventivo, que oferece proteção contra os quatro principais subtipos do HPV (6, 11, 16 e 18), responsáveis por 98% dos casos da doença.

De acordo com especialistas, duas doses da vacina, com intervalo de seis meses, bastam para imunizar ambos os públicos. No caso de pessoas que convivem com o HIV a faixa etária de imunização é bem maior, dos 9 aos 26 anos, e são necessárias três doses, com intervalos de 2 e 6 meses após a primeira.

Outra forma de prevenção da doença e suas possíveis complicações é a realização anual do exame preventivo de Papanicolau ou citopatológico em mulheres entre 25 e 64 anos para detectar algum tipo de alteração ou lesão precursora de câncer, possibilitando prevenir a evolução da doença. Para os homens, o mais recomendado é o autoexame periódico para observar a presença de lesões na região genital.

Sintomas do HPV

Geralmente são invisíveis a olho nu. Em sua fase inicial, o HPV provoca lesões e o surgimento de verrugas na região genital e pubiana. Nas mulheres aparecem na vagina, no ânus e na vulva. Nos homens o local mais comum é na glande do pênis, bolsa escrotal e também no ânus.

Essas lesões também podem surgir na boca, tanto nos lábios como na parte interna dela, e na garganta, devido ao sexo oral em alguém contaminado. Em muitos casos a doença é assintomática e sequer se manifesta, por outro lado, ela pode evoluir para graves complicações, como tumores malignos no colo do útero, ânus, pênis, vulva, vagina, boca e garganta (orofaringe). 

Formas de tratamento

Embora o HPV possa desencadear consequências graves, a doença tem cura. Inicialmente, ao notar qualquer alteração na região genital, procure um médico ginecologista ou urologista o mais rápido possível para indicar o tratamento mais adequado.

Essa doença pode ser tratada de diversas maneiras, que variam de acordo com cada caso. As verrugas, geralmente, são eliminadas através de cauterização a laser, química ou elétrica, mas também pode ser recomendado o uso de cremes dermatológicos ou medicamentos orais para auxiliar o sistema imunológico a combater o vírus. A precocidade na descoberta da doença é fundamental para aumentar as chances de cura, sem que ela evolua para algo mais grave e perigoso.

O tabagismo, o consumo excessivo de álcool, o número elevado de parceiros sexuais e de gestações, o uso de pílula anticoncepcional ou de imunossupressores também são considerados fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de colo de útero em mulheres portadoras do HPV, sobretudo naquelas com mais de 30 anos, faixa etária na qual a persistência da doença é mais frequente.

Agora que você já sabe tudo sobre a prevenção do HPV, fique atento aos sintomas desta doença sexualmente transmissível, não abra mão do uso de preservativos durante as relações sexuais, realize exames periódicos e, se for o caso, vacine seus filhos contra a doença.

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

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