Tudo o que você precisa saber sobre as dores de cabeça

Dores de cabeça estão entre as queixas mais comuns nos consultórios médicos, podendo ser consequência de uma série de condições e doenças, das mais simples e benignas às mais complexas e graves. Assim, uma simples dor de cabeça pode ser indício de um dia cansativo no trabalho ou de uma doença ainda não diagnosticada.

Apesar desse espectro de possibilidades, cada tipo de incômodo tem uma apresentação típica, guiando o indivíduo para o seu médico, que descobrirá a causa do problema, a melhor solução para aquele tipo de dor e se é necessário pedir algum exame complementar.

Se você costuma ter dores de cabeça e quer entender um pouco mais sobre esse sintoma tão comum na vida de todas as pessoas, continue a ler o nosso post.

Vamos explicar o que é a dor de cabeça, o que costuma causar esse incômodo, quando é necessário procurar um médico, etc.

Confira!

O que é dor de cabeça?

Dentro do meio médico, a dor de cabeça recebe um nome especial: cefaleia. O termo dor de cabeça é usado para descrever uma sensação dolorosa em qualquer região da cabeça, abrangendo incômodos dos mais variados tipos, intensidades e durações.

Quem pode ter dor de cabeça?

Apesar de ser mais comum em mulheres do que em homens, as dores de cabeça afetam pessoas de ambos os sexos e todas as idades.

A Sociedade Brasileira de Cefaleia afirma que 95% da população terá dor de cabeça ao menos uma vez ao longo da vida. Além disso, 13 milhões de brasileiros estariam com cefaleia crônica, ou seja, apresentam dor de cabeça em 15 ou mais dias do mês, situação que impacta diretamente na qualidade de vida e limita as atividades diárias do indivíduo.

Por quais razões temos dores de cabeça?

As dores de cabeça podem surgir como uma doença por si só, sendo denominadas cefaleias primárias, ou podem ser consequência de alguma outra condição, inclusive relacionadas a outras partes do corpo, são as chamadas cefaleias secundárias.

Costumam aparecer quando há alguma alteração no fluxo de sangue para o cérebro ou na pressão intracraniana, mas cada tipo de dor ocorre por um processo diferente.

Quais são os principais tipos de dores de cabeça?

Existem centenas de tipos de dores de cabeça já descritos na literatura médica, mas cada um deles possui características especiais que ajudam o médico na hora do diagnóstico. É por isso que uma sinusite não costuma ser confundida com o quadro clínico de um acidente vascular cerebral (AVC), por exemplo.

Os principais tipos de dores de cabeça são:

Cefaleia tensional episódica

A cefaleia tensional é a dor de cabeça comum, sendo a mais frequente em toda a população. A causa do problema é a tensão exagerada na musculatura do pescoço, ombros e crânio, influenciada mais por fatores ambientais do que genéticos.

A dor tem um aspecto constritivo, gerando uma sensação de aperto ou peso nos dois lados da cabeça, e está geralmente associada a:

A duração da cefaleia tensional episódica é bem variada, de 30 minutos a 7 dias, mas a intensidade é de leve a moderada, apresentando uma boa resposta a analgésicos convencionais.

Além disso, é mais comum em mulheres, embora também acometa homens, afetando os pacientes na forma de um aperto em faixa, por exemplo, vindo das têmporas para a fronte e/ou em direção à nuca.

Enxaqueca (Migrânea)

A dor da enxaqueca é intensa, pulsátil, geralmente limitada a apenas um lado da cabeça e mais comum em mulheres jovens com história de enxaqueca na família. O incômodo começa devagar e se agrava até impedir a pessoa de realizar suas atividades habituais ou qualquer esforço mínimo. A situação piora com o exercício físico, o que não acontece na cefaleia tensional.

A enxaqueca, normalmente, está associada a:

  • Fotofobia (maior sensibilidade a luz);
  • Fonofobia (maior sensibilidade a sons e barulhos);
  • Náuseas;
  • Vômito.

Tudo isso costuma forçar a pessoa com enxaqueca a procurar um lugar silencioso e escuro para descansar e evitar mudar a cabeça de posição durante a crise, que pode durar de 4 horas a 3 dias. 

Alguns minutos antes do surgimento da dor há pacientes que apresentam um conjunto de sintomas sensoriais denominados de “auras”. Geralmente, são lampejos na visão (como pontos luminosos ou traços em zigue-zague), escurecimento de parte da vista e formigamento ou fraqueza muscular em algum local do corpo. Em alguns casos muito mais raros, no entanto, o indivíduo pode apresentar sintomas de paralisia parcial e temporária.

Cefaleia por sinusite

Na sinusite, a mucosa das cavidades ósseas do rosto (chamadas de seios da face ou paranasais) está inflamada. O desconforto desse processo inflamatório provoca dores na região dos seios: nas bochechas, no espaço entre os olhos e o nariz e na testa.

Como os seios da face se comunicam com o restante das vias aéreas, a sinusite vem acompanhada de coriza, tosse com catarro, congestão nasal e irritação da garganta. Também podem estar presentes febre, perda temporária de olfato e paladar e outras dores.

Dores de cabeça por problemas odontológicos

Devido à proximidade anatômica, doenças dentárias ou da articulação temporomandibular (ATM) também podem provocar dores de cabeça. Nesses casos, a dor costuma surgir ao redor do dente, com irradiação para outras regiões da face, ou na parte anterior à orelha, do lado da articulação afetada.

Dores de cabeça devido a problemas oftalmológicos

Muito semelhantes às cefaleias tensionais, as dores de cabeça provocadas por problemas oftalmológicos costumam surgir ao final do dia, junto com uma sensação de cansaço visual e incômoda na região dos olhos. Essas adversidades são causadas justamente pelo esforço extra da musculatura ocular durante a leitura — quando há algum problema de visão não tratado adequadamente.

Cefaleia em salvas

A cefaleia em salvas é mais comum em homens e bem mais rara do que os outros tipos de dores de cabeça. A dor é extremamente intensa e ocorre em crises de 30 minutos a 3 horas de duração, diversas vezes ao dia. Como não há um padrão definido para as crises, elas podem inclusive ocorrer durante a noite, acordando o indivíduo.

Tipicamente, a dor é descrita como angustiante e vem de um lado da cabeça (podendo alternar os sentidos), principalmente na região em volta do olho, e está associada a:

  • Vermelhidão ocular;
  • Queda da pálpebra;
  • Lacrimejamento;
  • Coriza;
  • Suor no rosto.

Uma característica da dor da cefaleia em salvas é que ela está associada ao consumo de álcool e cigarro, sendo fundamental evitar essas substâncias.

Meningite ou encefalite

A dor de cabeça devido a infecções do sistema nervoso central (meningite ou encefalite) é mais comum em crianças e jovens. O incômodo é intenso, impede a realização das atividades habituais e está associado a:

  • Febre;
  • Mal-estar;
  • Irritabilidade;
  • Rigidez no pescoço e/ou nuca;
  • Confusão mental.

Neuralgia do trigêmeo (Nevralgia do trigêmeo)

A neuralgia ou nevralgia do trigêmeo ocorre devido a uma irritação do nervo trigêmeo, que inerva a musculatura da face. A dor pode afetar um único lado — ou ambos — da cabeça, dependendo se o nervo de apenas um ou dos dois sentidos foi acometido. A região da face ameaçada também depende de qual ramo do nervo é afetado.

A dor de cabeça da neuralgia do trigêmeo é tão intensa que, frequentemente, está listada como uma das piores existentes. A sensação é de uma fisgada muito forte em toda ou parte da região inervada pelo trigêmeo, com uma duração curta, de poucos segundos, repetidas vezes durante o dia.

Essa doença ainda não tem muita explicação, mas parece estar relacionada a um processo degenerativo do nervo, o que faz com que seja mais comum em idosos.

Tumor cerebral

Os pacientes com tumores cerebrais costumam se queixar de dores de cabeça, mas é extremamente raro que pessoas que sentem apenas um leve incômodo na região apresentem algum tumor no cérebro.

Tipicamente, a dor de cabeça está associada a outros sintomas neurológicos, como confusão mental, convulsões ou náusea intensa.

Aneurisma roto

O rompimento de um aneurisma cerebral provoca uma dor de cabeça súbita e intensa que se torna agonizante em poucos minutos, chamada de cefaleia sentinela ou “em trovoada”. Geralmente, o problema surge associado a:

  • Rigidez no pescoço;
  • Visão borrada ou dupla;
  • Náuseas;
  • Vômitos e alteração no nível de consciência;
  • Evoluindo para desmaio e coma se não for tratado imediatamente.

Dores de cabeça por esforços

Podem ser precipitadas por qualquer tipo de atividade extenuante, como exercícios extremos, tosse intensa ou relações sexuais. A dor surge de forma súbita e piora durante alguns minutos, melhorando à medida em que a pessoa descansa e volta ao seu estado basal.

O que fazer quando as dores de cabeça são frequentes?

Alguns tipos de dores de cabeça podem ocorrer de forma frequente e serem chamadas de cefaleias crônicas. Nesses casos, é importante definir o tipo de dor, a causa e as medidas que o indivíduo pode tomar quando sentir o início da crise — seja tomar um banho quente, sair para uma caminhada ou ingerir algum medicamento. Essas e outras medidas podem aliviar, de acordo com cada caso, o desconforto e permitir a manutenção da rotina.

Além disso, é essencial descobrir se a dor é induzida por algum hábito de vida e alterar essa rotina, se for necessário. A cefaleia tensional, por exemplo, pode ocorrer devido à tensão muscular associada a uma posição pouco confortável durante a jornada de trabalho no escritório e se resolver com a compra de uma nova cadeira. Já a enxaqueca costuma surgir graças ao consumo de chocolate ou de vinho, sendo evitada quando esses alimentos são evitados.

De qualquer forma, pessoas que apresentam dores de cabeça com frequência devem passar por uma avaliação médica para que causas mais graves sejam descartadas e algum medicamento para controle das crises seja prescrito.

Quais são os possíveis tratamentos para cada tipo de dor?

Cefaleia tensional

Como a cefaleia tensional não costuma gerar uma dor muito intensa, analgésicos comuns, como paracetamol ou dipirona, podem ser suficientes para a resolução do problema.

Existem ainda algumas medidas não-farmacológicas que ajudam a relaxar o corpo, aumentar a circulação de sangue para o cérebro e, dessa forma, aliviar a dor. As principais delas são:

Enxaqueca (Migrânea)

Embora os analgésicos comuns e antieméticos sejam suficientes nas crises de migrânea, em muitos dos casos que não respondem a esse tratamento, é necessário utilizar remédios como a ergotamina ou opções mais específicas e de ação rápida, da classe dos triptanos.

Os triptanos — disponíveis na forma de comprimido, spray nasal ou injeção subcutânea — atuam diretamente no sistema nervoso central como antagonistas dos receptores de neurotransmissores específicos. Quando usados em excesso, no entanto, esses medicamentos podem alterar o equilíbrio do organismo e provocar ainda mais dores, como um efeito rebote.  

Seguir o instinto do corpo de evitar movimentos bruscos, tomar banhos frios e procurar um local mais calmo e menos iluminado durante a crise também ajuda a tornar a dor mais suportável.

Cefaleia por sinusite

Se a cefaleia é provocada pela sinusite, a única forma de resolver a dor por completo é com a resolução da doença. O tratamento dessa adversidade depende da sua origem: uma sinusite bacteriana, por exemplo, pode ser tratada com antibióticos por um período de 7 a 21 dias, de acordo com a prescrição médica.

Enquanto o tratamento medicamentoso não faz efeito, o indivíduo pode tentar desobstruir os seios da face com inalações de vapor de água algumas vezes ao dia ou durante o banho, além de limpar as narinas com soro fisiológico sempre que for possível. Essas medidas ajudam a retirar a secreção acumulada e aliviam o desconforto de forma mais rápida.

Dores de cabeça devido a problemas odontológicos

Nesses casos, a solução é procurar o dentista e realizar o tratamento necessário para a doença de base — seja restauração de cáries, extração de siso, exercícios de fisioterapia para fortalecimento da articulação temporomandibular etc.

Dores de cabeça graças a problemas oftalmológicos

Como a dor pode ser causada por um erro de refração — como miopia, hipermetropia, astigmatismo, etc. — que prejudica a visão, é necessário procurar um oftalmologista, passar por uma avaliação e usar os óculos conforme a prescrição — na hora da leitura ou durante todo o dia.

Cefaleia em salvas

O tratamento das crises de cefaleia em salvas também é feito com medicamentos da classe dos triptanos, mas como a dor costuma ter uma duração curta, o comprimido não consegue gerar efeito no tempo necessário. Por isso, dá-se preferência aos medicamentos na forma injetável ou spray nasal. Vale destacar também que a suplementação de oxigênio é primordial no manejo da crise.

Meningite ou encefalite

As infecções do sistema nervoso central são doenças sérias e potencialmente fatais. É importante que elas sejam tratadas em um ambiente hospitalar com o uso intensivo de antibióticos, anticonvulsivantes, antitérmicos e soro para hidratação.

Neuralgia do trigêmeo (Nevralgia do trigêmeo)

Para evitar a irritação do nervo trigêmeo, são usados remédios aplicados no tratamento contra convulsões — como a carbamazepina, a oxicarbazepina e a gabapentina —, que evitam disparos elétricos nas regiões neurais mais sensíveis.

O ideal é iniciar o tratamento com doses bem baixas e aumentar até se obter um bom controle das crises, com manutenção da prescrição a partir de então. Se forem necessárias doses muito altas para garantir o controle da neuralgia, no entanto, pode ser que a pessoa — em especial o idoso — comece a ter tonturas, desequilíbrio e redução da capacidade de raciocínio, como efeitos colaterais.

Outra possibilidade é que seja realizada cirurgia percutânea, minimamente invasiva, por um neurocirurgião.

Tumor cerebral

Quando um tumor cerebral é identificado como a causa da dor de cabeça, a única forma de resolver a dor de forma definitiva é realizando a cirurgia para a retirada da lesão tumoral — quando isso é possível — e fazer o seguimento quimioterápico e/ou radioterápico, se houver indicação.

Mas enquanto isso não ocorre, é possível usar desde analgésicos comuns a opioides, como a morfina, para controlar a dor e permitir que a pessoa consiga realizar suas atividades diárias, sempre sob prescrição e orientação médica.

Aneurisma roto

Tipicamente, o sangramento intracraniano deve ser controlado por meio da clipagem do vaso em cirurgia ou da colocação endovascular de molas para embolização, para que o risco de óbito seja reduzido e a dor, controlada.

Em alguns casos especiais, levando em conta os riscos e benefícios para o paciente, os médicos podem optar por um tratamento mais conservador, controlando a dor com analgésicos potentes e acompanhando o sangramento, aliviando qualquer sintoma que surja durante esse período de recuperação.

Dores de cabeça por esforços

É extremamente importante buscar atendimento médico para excluir a possibilidade de condições de grande alarme, como o aneurisma, que podem levar a óbito.

A melhor forma de tratar essa dor, quando realmente trata-se de uma cefaleia primária, é evitando atividades extenuantes, dando preferência a exercícios mais leves e tranquilos. Se não for possível evitar o fator desencadeante, o indivíduo também pode fazer uso de medicações anti-inflamatórias, como a indometacina ou o naproxeno, que devem ser ingeridos antes da realização do exercício físico para prevenir o surgimento da dor ou, pelo menos, reduzir a sua intensidade.

É possível evitar alguns tipos de dores na cabeça?

Sim! Muitos tipos de dores de cabeça, em especial a tensional e a enxaqueca, podem ser evitados com algumas mudanças de estilo de vida, sendo indicada a prática de exercícios físicos regularmente, uma dieta saudável, boas noites de sono e um bom equilíbrio entre trabalho e lazer.

Além disso, é difícil prever o gatilho para a dor de cada indivíduo, mas fatores que frequentemente desencadeiam essas situações e podem ser evitados são:

  • Estresse;
  • Exaustão;
  • Álcool;
  • Alimentos específicos, como chocolate e queijos;
  • Adoçantes artificiais;
  • Cafeína;
  • Cheiros fortes;
  • Alterações hormonais;
  • Mudanças bruscas de temperatura;
  • Alterações no padrão de sono;
  • Desidratação;
  • Luzes fortes;
  • Uso excessivo de alguns medicamentos.

Nesse caso, o ideal é que cada pessoa anote em um diário quais são os alimentos ingeridos ou as atividades realizadas no dia da dor de cabeça, a fim de que o padrão de gatilhos se torne mais claro.

Por último, quando o indivíduo apresenta cefaleias recorrentes e de causa conhecida, pode ser necessário fazer profilaxia medicamentosa com a devida indicação médica.

Quando procurar um médico?

É importante procurar um médico sempre que você sentir uma dor de cabeça que seja diferente da habitual, que dure mais, apresente maior intensidade ou surja acompanhada de outros sintomas.

Além disso, há alguns sinais de alarme que fazem com que a adversidade precise ser investigada mais profundamente, com uma consulta médica ou — até mesmo — com a realização de exames de sangue ou imagens. Esses indícios são:

  • Início da dor de cabeça antes dos 5 ou após os 45 anos.

          Dor muito intensa que:

  • Faz você acordar durante a noite ou não melhora com analgésicos.
  • Impede a realização de atividades habituais.
  • Piora consideravelmente ao longo de 24 horas.
  • Surge após algum trauma ou queda.

Dores de cabeça em pessoas que possuem:

  • Câncer
  • HIV
  • Imunossupressão
  • Perda de peso inexplicável recentemente.
  • Ou alguma outra doença grave.

Dor de cabeça associada a:

  • Febre
  • Rigidez na região do pescoço.
  • Fraqueza muscular ou prostração.
  • Convulsões, confusão mental ou perda de consciência.
  • Outros sintomas neurológicos, como alteração na visão, na fala ou no movimento do corpo.

Dor de cabeça em mulheres grávidas.

Embora as cefaleias sejam muito comuns, elas podem indicar doenças que precisam de diagnóstico precoce. Por isso, é essencial ter um bom conhecimento sobre os diferentes tipos de dores de cabeça e como cada um deles se apresenta.

Agora que você já conhece tudo sobre esse problema, não há dúvidas de que será mais fácil entender porque o sintoma surge e o que você pode fazer para amenizá-lo em casa ou com a ajuda médica.

No caso de dúvidas quanto à medicação ou com o surgimento de qualquer sintoma fora do habitual, agende uma consulta com o seu médico e passe por uma nova avaliação.

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

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