Pílula do dia seguinte: 6 perguntas e respostas

O clima intenso, que antecede as relações sexuais, faz com que tanto as mulheres quanto os homens não se preocupem com os risco que estão correndo ou se esqueçam de usar quaisquer métodos contraceptivos.

Em alguns casos, justificam que o preservativo atrapalha e que as relações são circunstanciais, não existindo motivos para o uso contínuo das pílulas anticoncepcionais. Consequentemente, logo se deparam com o risco de uma gravidez indesejada e recorrem à pílula do dia seguinte. Entretanto, apesar de já terem ouvido falar bastante dessa alternativa, muitas pessoas sabem pouco sobre o assunto.

Por isso, no artigo de hoje separamos algumas questões que ajudarão você a entender, de fato, quando se deve utilizar esse contraceptivo emergencial. Confira!

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1. O que é a pílula do dia seguinte?

Conhecida também como pílula pós-coital, é um método contraceptivo emergencial que deve ser usado por mulheres em até, no máximo, 72 horas após o ato sexual sem proteção. O intuito, portanto, é inibir a possibilidade de uma gravidez.

O medicamento é composto pelos mesmos hormônios que as pílulas anticoncepcionais, porém com altíssimas doses de levonorgestrel, progesterona sintética e, por isso, não deve ser usado regularmente, pois pode trazer sérias consequências para o organismo da mulher.

2. Como ela age no organismo?

Dependendo da fase do ciclo menstrual em que a mulher estiver, a pílula do dia seguinte pode agir de forma diferente. No caso de ainda não ter ocorrido à ovulação, a pílula impede ou retarda a liberação dos óvulos — dessa forma, os espermatozoides não terão o que fecundar.

No momento em que o organismo já esta no processo de ovulação, a pílula impossibilita a formação do endométrio gravídico, ou seja, uma camada tecidual que recobre a cavidade uterina necessária para receber o óvulo fecundado.

Com o desfavorecimento da implantação do embrião no útero, o tecido endométrial se desprende, causando a descamação que dá início à menstruação.

Além disso, em qualquer período a pílula age alterando as secreções vaginais, tornando-as mais ácidas, a fim de dificultar que os espermatozoides cheguem até o útero.

3. A pílula do dia seguinte é abortiva?

Segundo os médicos e — ao contrário do que muitas pessoas pensam —, a pílula do dia seguinte não é abortiva. Isso porque só há gravidez, de fato, quando o óvulo fecundado já estiver implantado na parede uterina.

Quando ingerida dentro do prazo estabelecido, a pílula impede esse processo e, dessa forma, não pode ser considerada abortiva, uma vez que não consegue intervir no organismo e interromper uma gravidez já estabelecida e nem causar danos ao embrião.

4. Quando tomar a pílula do dia seguinte?

A pílula pós-coital deve ser usada somente após as relações sexuais sem a proteção adequada, a fim de evitar a possibilidade de uma a gestação indesejada em casos específicos, como violência sexual, rompimento do preservativo ou relação em um momento inoportuno próximo da ovulação.

Nessas condições, a pílula deve ser ingerida rapidamente, pois pode ter a sua eficácia reduzida com o passar do tempo. A recomendação é que a embalagem contendo uma única pílula precisa ser tomada em, no máximo, 72 horas após a relação sexual desprotegida.

Em relação às que apresentam-se com dois compridos, o primeiro deve ser ingerido em até 72 horas, logo após o ato sexual, e o segundo 12 horas depois do primeiro.

Desse modo, sabe-se que a pílula teve a sua eficácia quando a menstruação ocorre, normalmente, no período de três semanas após essa ingestão. Porém, caso isso não aconteça, recomenda-se fazer o teste de gravidez, pois há a hipótese de falha.

5. Quem pode tomar?

A pílula do dia seguinte pode ser utilizada desde a adolescência, por qualquer mulher que tenha uma vida sexual ativa e tenha praticado o ato sem a proteção de nenhum método anticoncepcional, como DIU, camisinha e pílula.

E ainda, quando essas alternativas foram usadas de maneira incorreta e apresentarem falhas nas seguintes situações:

  • a camisinha estouras;
  • a mulher esquecer de tomar a pílula anticoncepcional por mais de um dia;
  • o DIU ou o preservativo feminino se romper e sair acidentalmente do lugar.

6. Quais são os riscos da pílula do dia seguinte?

Em muitos casos, o comprimido pode ser considerado como uma forma de alívio e despreocupação, já que ele consegue prevenir uma possível gestação indesejada de modo emergencial.

No entanto, o que poucas mulheres sabem é que a pílula do dia seguinte não pode ser usada como um método contraceptivo usual, pois contém uma dose hormonal tão elevada que pode ser equivalente a metade de uma cartela de comprimidos de um anticoncepcional comum.

E nesses casos, o organismo pode sofrer com diversos efeitos colaterais, que se iniciam dentro de poucas horas após a ingestão da pílula, especialmente em pessoas mais sensíveis. Entre os sintomas mais comuns, estão:

  • vômitos;
  • náuseas;
  • cólicas;
  • dores nas mamas;
  • sangramentos irregulares;
  • desregulação da menstruação;
  • dores de cabeça.

Contudo, se o vômito acontecer em até duas horas após tomar a pílula, certamente ela poderá ter sido eliminada, sendo necessário ingerir outra dose.

Além disso, a possibilidade de adquirir o comprimido sem receita médica faz com que muitas mulheres cometam o erro de usar a pílula frequentemente, provocando vários prejuízos ao organismo em curto e longo prazo, como a infertilidade.

Vale ressaltar que, caso passe mal após ingerir a pílula do dia seguinte, a usuária deverá procurar por auxílio médico imediatamente, a fim de que os possíveis efeitos negativos no organismo não se agravem.

Por isso, quando optar por esse método, é preciso fazê-lo de forma consciente e com muita responsabilidade, pois a pílula jamais deverá se tornar um hábito ou ser utilizada como substituta da camisinha e do anticoncepcional comum.

Dessa forma, a melhor maneira de evitar a gravidez é aplicando os métodos mais seguros, como a camisinha masculina ou feminina e outros tipos de contraceptivos, que — além de prevenirem a gestação — protegem contra as doenças sexualmente transmissíveis, incluindo HIV e HPV.

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

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