Os perigos de medicar crianças sem orientação profissional

Já faz parte da cultura de muitas pessoas dar remédios para crianças quando elas sentem um ligeiro mal-estar. Seja tosse, febre baixa ou resfriado, os pais logo utilizam aquele xarope que “é tiro e queda”.

Porém, é preciso ter muito cuidado ao medicar crianças, pois os remédios que deveriam fazer bem, na verdade, podem provocar o efeito contrário. Então, aquilo que conseguiria amenizar um mal-estar, dessa forma, pode acarretar outro.

Neste artigo, alertaremos os pais de crianças — e seus responsáveis — sobre a importância de dar atenção para esse tema, apontando os riscos de medicá-las sem orientação. Também vamos falar sobre os efeitos negativos que alguns remédios podem causar. Acompanhe!

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Os riscos de medicar crianças sem consultar o pediatra

É muito raro encontrar uma pessoa que, quando criança, não tenha tomado um xarope ou qualquer outro remédio receitado por alguma pessoa próxima. É comum que os pais mediquem seus filhos quando acreditam que o problema que eles têm não é grave.

No entanto, é preciso ter cuidado ao aderir a essa prática, pois nem sempre ela é segura. Veja, a seguir, alguns fatos que justificam por que é preciso evitar essa prática:

Os remédios podem mascarar sintomas

As manifestações que ocorrem quando alguém fica doente são apenas sintomas de algum problema — e não a verdadeira causa em si. Ou seja, uma tosse ou uma febre não são doenças, mas suas consequências.

Portanto, se o seu filho está com coriza e você pinga um remedinho no nariz dele, isso cessará esse sintoma, mas não vai curar o problema. Essa reação poderia ser em razão de uma gripe, uma sinusite, uma rinite, ou outro problema. Então, como saber?

Os sintomas são o alerta que o organismo dá quando algo está errado. Eles incomodam e, por isso, são tratados em casa mesmo, mas então inibimos o alerta do corpo e fica mais complicado para o médico ter um diagnóstico preciso.

Afinal, se tratarmos apenas um sintoma e não o mal em si, a tendência é que isso se agrave. Dessa forma, ao procurar pelo médico, ele não terá como analisar todos os sinais do organismo para ter certeza do que está acontecendo.

Algumas pessoas têm alergias a certas substâncias

Também temos a questão da alergia que as pessoas podem manifestar a certas composições ou substâncias. Ao darmos remédios para crianças, é preciso ter certeza de que a composição do medicamento não oferece nenhum risco para ela.

Se não tivermos essa informação clara, podemos desencadear uma série de reações, das mais leves às mais severas. Então, novamente, agravamos o quadro de saúde na tentativa de ajudar.

Os remédios interagem entre si

Mais um problema que nem sempre damos atenção é relacionado às interações medicamentosas. Os remédios são substâncias químicas e interagem com outras. Essas reações que ocorrem nem sempre são positivas.

Se a criança fizer uso de uma medicação e receber a dosagem de outra que reage com essa, isso pode provocar interações que vão acarretar novos sintomas. Ou então, o efeito de um ou outro remédio será anulado.

Os remédios podem perder seu efeito

É comum mantermos em casa uma “farmacinha” com remédios que comumente são utilizados, como analgésicos, antitérmicos, pomadas, antialérgicos e xaropes. Porém, não podemos esquecer de que esses itens possuem validade.

Mesmo dentro do prazo estabelecido pelo laboratório, esses remédios podem sofrer mudanças na composição em função da forma como são armazenados. Isso costuma anular seu efeito ou provocar reações adversas.

Além disso, depois de abertos, alguns medicamentos têm um prazo limite para serem utilizados. Nem sempre prestamos atenção nessa informação e guardamos o remédio por meses. Ao medicar a criança com ele, pode-se causar um grande mal ou não conseguir o efeito desejado.

Erros na dosagem não podem acontecer

A bula traz algumas informações sobre isso, mas não é preciso, pois a dosagem pode variar tanto pela idade da criança como pelo seu peso e em virtude da gravidade do problema..

O tempo de duração do tratamento também é uma variável nesse sentido. Se for curto demais, ele não vai sanar o problema, que pode agravar-se e exigir uma abordagem mais agressiva. Se for excessivamente longo, podemos provocar a superdosagem do princípio ativo, atitude que traria outras consequências e agressões para o organismo.

Tipos de remédios para crianças e seus perigos

Mesmo os remédios que parecem inofensivos — como mel, xaropes, soros nasais ou soluções para o ouvido — podem trazer consequências negativas. Devemos considerar que há variações de composição e concentração dos medicamentos e, portanto, isso precisa ser avaliado pelo especialista.

Veja, a seguir, alguns medicamentos e substâncias que podem trazer consequências se não administrados do modo certo.

Xaropes

Não existe apenas um tipo de xarope, assim como não há somente um tipo de tosse. Então, se não soubermos exatamente o que provoca a tosse, como vamos administrar o xarope certo? Afinal, ela pode ser causada por:

  • gripes e resfriados;
  • irritação na garganta;
  • asma;
  • bronquite;
  • infecção nos ouvidos;
  • alergias;
  • aspiração de corpo estranho;
  • pneumonia
  • etc.

Por isso é que, na hora de dar remédios para crianças, muitas vezes os pais dizem que alguns xaropes não são bons, mas — na verdade — podem não ser indicados para aquilo que causa a tosse naquele momento.

Descongestionantes nasais

Esses pequenos frascos parecem inofensivos e todos iguais, mas as suas formulações também variam. E muitos deles não são indicados para crianças pequenas, já que podem provocar agitação, arritmia e, em casos graves, parada cardíaca.

Quando administrados sob orientação médica, não há problema, pois o especialista receitará o que for ideal para o problema da criança.

Sulfato ferroso

Esse medicamento é indicado apenas para suplementação em casos de deficiência de ferro. Não é recomendado fazer uso do sulfato ferroso se a criança não precisa de suplementação — para evitar efeitos colaterais, como lesões no pâncreas, problemas hepáticos e desenvolvimento de diabetes.

Remédios naturais

Também é comum que os pais substituam os medicamentos sintéticos pelos naturais, acreditando que eles não oferecem efeitos colaterais. Entretanto, isso não é verdade, afinal, mesmo os fitoterápicos e outros de origem natural podem trazer problemas.

Assim como todos os remédios, eles possuem contraindicações, então, se os pais não souberem como administrar as doses e o que pode ser dado para crianças, isso traz efeitos negativos para sua saúde, gerando uma intoxicação, por exemplo.

E há, ainda, outros medicamentos que podem trazer consequências negativas, como:

  • mel: em casos de virose, costumam causar diarreias e desidratação. Em bebês, há o risco de botulismo;
  • ácido acetilsalicílico: pode provocar sangramentos, úlceras gástricas, dispnéia e erupções na pele..
  • ibuprofeno (antitérmico): a dosagem errada provoca broncoespasmo, hepatite medicamentosa e insuficiência renal.
  • corticoides: utilizados para doenças respiratórias e alergias, podem causar estrias, ganho de peso, hiperglicemia, diabetes, atraso no crescimento e hipertensão.

Essas informações são um alerta importante, mas os pais não precisam recorrer ao médico ao menor sintoma que se manifeste em seus filhos. É necessário ter bom senso para evitar ações impulsivas e observar a evolução do quadro dos mais jovens.

O importante é que os pais estejam atentos na hora de dar remédios para crianças, cientes de que é preciso ter certeza do que será administrado. E em caso de dúvida, é sempre muito importante consultar o pediatra, evitando indicações de outras pessoas.

Casos de intoxicação por medicamentos são muito frequentes em crianças, por isso, compartilhe este post com seus amigos nas redes sociais para que eles também se mantenham informados e protejam seus filhos.

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

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