O que você precisa saber sobre os principais sintomas da AIDS

A AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) ficou muito famosa há alguns anos, principalmente depois de acometer grandes personalidades brasileiras e internacionais, como Cazuza, Renato Russo e Freddie Mercury. Por mais que tenha um nome reconhecido, a maioria das pessoas desconhece muitos dos seus sintomas — um fato que pode parecer despretensioso, mas torna o diagnóstico mais difícil.

Convenhamos: a informação ainda é a maior aliada e pode facilitar o controle da doença para que o paciente leve uma vida normal. Pensando nisso, criamos um post completo com tudo que você precisa saber sobre os principais sintomas da AIDS. Não deixe de ler este artigo até o final e de se inteirar sobre o assunto de forma consistente.

O que é a doença, afinal?

A AIDS é uma doença viral que atinge o sistema imunológico dos doentes. O vírus é conhecido como HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) e é o grande responsável por facilitar a entrada de outros vírus (ou doenças) no corpo humano. Justamente por isso, a doença ficou conhecida não pelo risco que representa, mas sim pela facilidade de trazer outras enfermidades.

As células mais atingidas são os linfócitos, que são importantes para o  mecanismo de defesa. O vírus altera essas células fazendo cópias de si mesmo e, depois de se multiplicar, rompe essas células para continuar a infecção com mais facilidade. Ou seja, é como se ele desarmasse o corpo e assim conseguisse atuar com mais facilidade.

Outra característica comum desse vírus é um longo período de incubação — o que significa que a pessoa pode conviver anos contaminada sem apresentar nenhum sintoma. Como você vai entender mais abaixo, isso é muito comum.

Quais são os principais sintomas da AIDS?

Como falamos, é bom ficar atento, pois os sintomas da AIDS podem ser percebidos apenas muito tempo depois. A doença é silenciosa e costuma demorar até 10 anos para se manifestar, o que pode influenciar diretamente no diagnóstico.

Os principais indícios envolvem mal-estar, presença de febre e os sintomas de um resfriado normal, que duram dias. Ainda assim, a melhor forma de identificar a doença é entender suas fases, pois assim fica mais fácil perceber qualquer alteração no sistema imunológico (e qual delas está vivenciando). Veja abaixo para entender melhor: 

Fase inicial — primeira fase

Esse momento é denominado infecção aguda. Ele é conhecido pelo tempo que o organismo teve contato com o vírus, incubou e fez com que aparecessem os primeiros sintomas.

Esse período pode variar bastante, mas o mais comum é que fique entre 3 e 6 semanas. Nesse tempo, o organismo precisa se preparar para começar a produzir os anticorpos para esse vírus, um intervalo que vai de 1 a 2 meses.

Vale lembrar de que pode ser que o vírus não apareça nos exames em um primeiro momento. Isso significa que, mesmo que o paciente esteja infectado, há a chance de não existir nenhum indicativo disso.

Os sintomas nesse tempo são bem similares a uma gripe ou resfriado. O paciente pode reclamar de dor de garganta, mal-estar, diarreia, febre etc. Como não são graves, muitas pessoas não procuram saber do que se trata e os primeiros sinais são ignorados.

Fase intermediária — segunda fase

Essa fase começa a envolver uma reação mais agressiva do seu corpo no que se diz respeito à contaminação. É nesse momento que as células de defesa começam a lutar contra as mutações do vírus, tentando conter sua atuação no organismo. 

Esse período pode durar muitos anos e costuma ser assintomático. Isso acontece porque seu corpo “dá conta do recado” e controla a atuação do vírus, fazendo com que seja muito difícil que outras doenças se alojem ali. Como as investidas ficam mais frequentes, chega uma hora em que ele não consegue mais conter o ataque às células de defesa. Assim o corpo se torna cada vez mais fraco e, por consequência, vulnerável ao HIV e às outras doenças. 

Fase avançada — terceira fase

Essa fase é conhecida como a sintomática inicial. É nesse momento que os linfócitos T CD4 que são atacados pelo HIV começam a apresentar índices bem baixos no organismo. Muitos pacientes apresentam índices inferiores a 200 unidades por miligrama de sangue (enquanto o normal é de 800 a 1200).

Nesse momento, os pacientes apresentam emagrecimento acima da média, manchas vermelhas pequenas, dores musculares e nas costas, suores noturnos, espessamento das unhas, náuseas e vômitos.

E não é só isso: a queda da imunidade traz consigo um prato cheio para que as doenças oportunistas apareçam. Dessa forma, muitas pessoas sofrem com algumas infecções ou patologias consideradas simples, mas que podem se agravar pelo fato de o organismo estar sem defesa.

Portanto, é comum que alguns deles precisem de cuidados especiais ou, até mesmo, uma internação por conta de uma gripe. Isso é um reflexo de como a defesa do organismo fica deficitária. 

A doença tem cura?

Ainda não existe cura para a AIDS, mas isso está longe de ser o fim do mundo. Embora muitos pacientes se assustem muito com o diagnóstico (e alguns até mesmo entrem em depressão), é bom entender que essa está longe de ser a pior realidade.

Hoje existem muitos remédios e coquetéis que conseguem controlar a doença e neutralizar a ação do vírus — o que significa que muitos dos pacientes levam vida normal e têm a doença controlada.

O ideal é ficar de olho nos sintomas iniciais e monitorar o desenvolvimento da sua saúde. Em caso de dúvidas, não deixe de fazer um teste e uma consulta com o seu médico.

Essa é a forma mais adequada de lidar com a doença. Assim fica mais fácil dar início ao tratamento mais indicado e garantir uma qualidade de vida aos pacientes. 

Depois de entender quais são os principais sintomas da AIDS, não deixe de ficar de olho e perceber qualquer mudança no seu corpo. Os exames periódicos e os cuidados rotineiros são uma ótima maneira de cuidar de você! 

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

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