O que é a apendicite e como é feita a cirurgia?

Alguma vez você já ouviu falar que o apêndice é um órgão que não tem nenhuma função? Na verdade, mais importante do que saber para o que ele serve é entender o que pode acontecer com ele. Nesse sentido, você sabe o que é apendicite?

O apêndice não é completamente inútil, já que sua parede possui um tecido linfático que atua na produção de anticorpos. O órgão também auxilia no processo de digestão, funcionando como um reservatório de bactérias intestinais.

Apesar disso, ele ainda é conhecido por muitos como um resquício evolutivo, já que é basicamente um prolongamento do ceco, o limite entre o final do intestino delgado e o começo do intestino grosso.

Com aproximadamente 10 centímetros de comprimento — e mesmo não sendo inútil —, o fato é que o apêndice, muitas vezes, precisa ser retirado cirurgicamente e isso não acarreta outros prejuízos ao organismo.

Ele é extraído em casos de diagnóstico de apendicite — doença que você conhecerá melhor no artigo de hoje. Confira!

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O que é apendicite?

De maneira resumida, é a inflamação do apêndice, o que pode causar dores agudas.

O apêndice é a única região do trato gastrointestinal que possui um fundo cego, o que quer dizer que ele é uma espécie de tubo sem saída.

Normalmente, o muco produzido no apêndice é drenado para o ceco, misturando-se às fezes, mas pode ocorrer uma obstrução a essa drenagem, o que causa a dilatação (inflamação) do órgão.

Quanto mais cheio o órgão fica, maior a compressão dos vasos sanguíneos, podendo acarretar a necrose de sua parede. A evolução do processo pode resultar no rompimento do apêndice, chamado de apendicite supurada.

Causas

A obstrução do apêndice pode ocorrer por diferentes causas. Em pessoas mais jovens, geralmente acontece quando há um aumento dos tecidos linfáticos em consequência de uma infecção viral ou bacteriana. Já em idosos, pode ser mais comum que a obstrução ocorra por pedaços ressecados de fezes.

Tumores ou vermes intestinais, como o oxiúrus, são outras possibilidades de obstrução do apêndice, que possui menos de 1 cm de diâmetro, ou seja, qualquer pequeno aumento em sua parede já obstrui a saída.

A partir da obstrução e inflamação do apêndice, ocorre a translocação bacteriana, que é quando as bactérias que vivem em seu interior conseguem sair e alcançar o peritônio e a circulação sanguínea.

Sintomas

No início, quando há apenas a distensão do apêndice, os sintomas costumam ser vagos, mas, geralmente, a apendicite se apresenta com dores no quadrante inferior direito do abdômen, na região do estômago ou ao redor do umbigo.

Posteriormente, quando há a inflamação do peritônio, mais rico em terminações nervosas, a dor vai ficando mais intensa no lado direito.

Em alguns casos, pode ocorrer diarreia ou prisão de ventre. Algumas pessoas também apresentam sintomas como febre, náuseas e vômitos na fase mais avançada da apendicite.

Quando há o rompimento do apêndice, o paciente pode se sentir repentinamente melhor, já que a dor cessa por um breve período. Porém, ocorrendo a peritonite — inflamação e infecção do revestimento da cavidade abdominal — os sintomas se intensificam e a dor piora.

Após essa ruptura, podem surgir novos sintomas, como calafrios, tremores, perda de apetite e sensação de má digestão.

Tratamentos

Em casos sem complicações, quando o diagnóstico é feito e o apêndice ainda se encontra inteiro, o tratamento mais indicado é apendicectomia, que consiste em uma cirurgia para a remoção do órgão.

A retirada do apêndice é realizada em hospital, com o paciente anestesiado. Diferente das cirurgias em outros órgãos, não há substituição do apêndice, apenas a sua completa remoção.

A cirurgia é imediatamente indicada para os casos em que a evolução do quadro ocorre em menos de 3 dias. Quando o paciente demora a buscar atendimento, pode ocorrer de a inflamação chegar a um ponto que dificulta a ação do cirurgião e aumenta o risco de complicações.

Nesses pacientes, é realizada uma tomografia computadorizada para averiguar se há formação de abscessos ao redor do apêndice. Pode ser necessário o tratamento da infecção com antibióticos, para redução do processo inflamatório.

Em outros casos, pode haver dúvida quanto ao diagnóstico, quando o paciente apresenta bom estado e o caso parece muito brando. É possível que o médico opte por um tratamento somente com antibióticos, mas isso ocorre raramente, já que a taxa de recidiva é bastante alta.

Cirurgia

Como a cirurgia é o tratamento mais indicado, o médico responsável poderá escolher entre 2 tipos, analisando qual é o mais adequado para cada paciente, de acordo com o caso.

A primeira forma e a mais tradicional, chamada de cirurgia aberta, é feita por meio de uma pequena incisão de aproximadamente 5 centímetros logo acima do apêndice, no lado direito do abdômen.

Esse procedimento é um pouco mais agressivo e requer um maior tempo de recuperação do paciente. Por outro lado, apresenta menor taxa de complicações.

O segundo tipo é a realizada por meio de laparoscopia, mais utilizada em casos em que a apendicite não está complicada. Essa cirurgia é considerada menos invasiva que a tradicional e geralmente requer um tempo de recuperação menor.

Na laparoscopia, o cirurgião faz 3 pequenos orifícios na região do abdômen e insere uma câmera que permite visualizar o procedimento no interior da cavidade, executando assim a remoção do apêndice.

Pós-operatório

Na maioria dos casos, a internação dura apenas 1 ou 2 dias, desde que não surja nenhuma complicação após a cirurgia.

O tempo de recuperação depende de alguns fatores, como a idade do paciente e seu estado clínico, bem como o tipo de cirurgia. De qualquer forma, o repouso é importante pelo menos durante a primeira semana após a operação.

É recomendado que o paciente evite esforços e retome suas atividades normais após o 7º dia, mantendo o cuidado com situações que forcem a musculatura abdominal durante todo o primeiro mês.

Como o pós-operatório pode variar de acordo com o paciente e a técnica cirúrgica utilizada, é imprescindível seguir as recomendações do cirurgião sobre o tempo necessário para a retomada de exercícios físicos e a rotina normal.

E então, ficou mais fácil entender o que é apendicite? Se você gostou deste conteúdo, assine nossa newsletter e fique por dentro de tudo o que falamos por aqui!

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

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