Lúpus: saiba tudo sobre essa doença

O Lúpus Eritomatoso é caracterizado como uma doença autoimune, ou seja, uma doença em que o corpo produz anticorpos que atacam suas próprias células. No caso do Lúpus, esse ataque ocorre contra os tecidos saudáveis do corpo, podendo causar consequências graves ao enfermo. Dentre as doenças dessa classe, o Lúpus é considerado uma das mais comuns.

Essa enfermidade pode afetar principalmente a pele, os rins, o cérebro e as articulações, podendo também atingir qualquer outro órgão do corpo. É considerada também uma doença crônica, mas que possui tratamento para estabilização, de modo que os sintomas e sequelas podem ser amenizados com o devido auxílio médico.

Pensando nisso, separamos a seguir, algumas informações sobre Lúpus, o que inclui os principais sintomas, os tratamentos e as formas de se precaver contra a doença. Confira!

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Causas

Embora não se saiba exatamente o que desencadeia os processos de destruição das próprias células pelo corpo, sabe-se que existem alguns fatores que aumentam a predisposição do indivíduo para o desenvolvimento da doença.

Esses fatores são principalmente genéticos, de modo que a combinação entre fatores ambientais e a predisposição gênica podem influir de forma relevante no desenvolvimento do Lúpus.

Especula-se que o contato dessas pessoas que apresentam predisposição genética com elementos como luz solar ou alguns medicamentos, pode desencadear uma reação inesperada do seu sistema imunológico, que começa a combater as células saudáveis do próprio organismo.

Pode-se citar ainda medicamentos que possuem suspeita de desencadear a doença, como alguns antibióticos, anticonvulsivos e medicamentos para controle da pressão arterial.

Tipos de Lúpus

Existem basicamente três tipos: discoide, sistêmico e induzido por drogas.

No caso da variedade discoide, a ação das células de defesa limita-se à região de tecido conjuntivo subjacente à pele. Dessa forma, surgirão lesões avermelhadas em regiões como nuca ou couro cabeludo. Em praticamente 60% dos casos essas lesões aparecem em regiões com maior exposição à luz solar, sendo mais comum na área do rosto.

Já o Lúpus sistêmico é um subtipo que atinge quase todos os demais órgãos e sistemas do corpo humano. É muito mais grave que o Lúpus discoide, uma vez que as lesões podem acometer não só a região da pele como também articulações, rins, coração, pulmões e até o sangue. Também se manifesta de forma crônica.

Por fim, o Lúpus induzido por drogas se apresenta pela utilização de certas drogas que induzem a um mal funcionamento do sistema imunológico. Pode-se citar como duas substâncias suspeitas presentes nesses medicamentos a procainamida e a hidralazina.

Embora sintomas induzidos por essa variedade da doença sejam bastante semelhantes aos do Lúpus sistêmico, as manifestações dessa variação da doença desaparecem após a suspensão da medicação que estaria provocando a condição.

Principais Sintomas

Os sintomas apresentados por pacientes com Lúpus podem ser diversos e com intensidades bastante variadas. Assim como podem se evidenciar de forma abrupta, podem também se desenvolver lentamente, com períodos de crise onde se tornam mais agravados. A intermitência desses sinais é um dos agravantes no que diz respeito ao diagnóstico preciso da doença.

Podem-se citar como os principais sintomas: febre, dores nas articulações, coceiras, mal estar, aparecimento de ínguas (inchaço nos gânglios linfáticos), manchas avermelhadas na pele, úlceras na boca, dor no peito, inflamação nos pulmões e problemas neurológicos em razão de um possível comprometimento do sistema nervoso central.

Diagnóstico

Como já falamos acima, o diagnóstico de Lúpus pode ser extremamente complicado em virtude da intermitência e variedade de sintomas possíveis. Embora não haja nenhum exame que classifique especificamente o diagnóstico de Lúpus, é a partir de exames clínicos e laboratoriais (principalmente na coleta de amostras de sangue) que se conclui a manifestação ou não do quadro. Outros exames comuns no diagnóstico são a biópsia renal, exame de urina e radiografia do tórax.

Tratamento

O tratamento de Lúpus geralmente ocorre por meio do controle dos sintomas isolados, o que costuma responder de forma positiva. No caso de febre, por exemplo, controla-se utilizando aspirina ou antiinflamatórios não hormonais, sendo que medicamentos corticoides e imunossupressores são indicados em casos mais graves.

No que diz respeito às lesões cutâneas provocadas pela doença, muitas vezes são ministrados medicamentos antimaláricos, que podem ser associados à prednisona em doses mais baixas. Em razão dos efeitos da radiação ultravioleta sobre as lesões, é importante também que sejam utilizados filtros solares e, em alguns casos, corticoides de uso tópico, com o objetivo de proteger a pele.

No caso de gestantes é extremamente recomendável o acompanhamento médico de forma rigorosa, visto que a condição pode ter efeitos também sobre o feto. Durante o aleitamento é indicado ainda que a mãe o faça num intervalo de aproximadamente 4 horas após a ingestão de qualquer medicação para o controle da doença, de modo que eles não interfiram na saúde da criança.

Além do tratamento físico é desejável ainda que seja feito um acompanhamento psicológico do paciente, uma vez que os sintomas e efeitos da doença sobre o organismo provocarão limitações no indivíduo. Vale lembrar ainda que muitas doenças possuem raízes psicossomáticas em sua manifestação, ou seja, que contém componente psíquico em sua origem.

Embora exista todo um aparato médico para o tratamento dos sintomas de Lúpus, é de extrema importância ressaltar que essa é uma doença crônica, que ainda não apresenta cura. Entretanto, a taxa de sobrevivência é bastante alta, sendo que o indivíduo afetado pode levar uma vida bastante próxima da normalidade com o devido acompanhamento médico.

Fatores de risco

Existem alguns fatores de risco no desenvolvimento de Lúpus. São exemplos desses fatores o sexo biológico (uma vez que a doença atinge as mulheres numa proporção de 3 para 1 em relação aos homens), a idade (tendo em vista que os sintomas se tornam mais intensos proporcionalmente ao aumento da idade do paciente) e a etnia (é observado que o Lúpus se desenvolve mais comumente em pacientes de origem africana, hispânica e asiática).

Prevenção

Embora não haja nenhuma ação específica contra o desenvolvimento de Lúpus, é possível manter alguns hábitos que ajudam a evitar a doença ou mesmo o desenvolvimento de sintomas naqueles que já a possuem. Podemos citar a utilização de filtros solares e redução da exposição prolongada à luz do sol, tendo em vista a ação potencializadora que a radiação ultravioleta tem sobre a doença.

Além disso, praticar atividades físicas, evitar o tabagismo e fazer uma reeducação alimentar são  outras das ações desejáveis para manter um organismo saudável e diminuir, assim, as chances de desenvolvimento de doenças como o Lúpus.

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

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