Libido femina: o que fazer quando ela está baixa?

De origem latina, a libido é a palavra que usamos para designar desejo ou anseio no que diz respeito aos instintos da vida. Pode-se dizer que — tanto nos homens quanto nas mulheres — o desejo sexual está atrelado a diversos fatores, sejam eles biológicos ou psicossociais, o que justifica a possibilidade de existirem períodos em que estamos muito ou pouco estimulados sexualmente.

Entretanto, quando falamos da libido feminina, devemos considerar uma série ainda maior de fatores, como a grande oscilação hormonal ao longo do ciclo menstrual, o que pode influir diretamente no desejo por sexo. Vale lembrar também da existência de um estigma social de repressão da sexualidade da mulher. Mesmo que já estejamos em um período de crescente libertação, ainda há influência direta disso no comportamento feminino.

A queda da libido da mulher pode ainda estar atrelada a problemas de relacionamento com o(a) parceiro(a) ou com a imagem que faz de si. É possível que esses problemas estejam relacionados desde à comunicação insuficiente do casal com relação ao sexo até à falta de interesse de uma das partes para que o ato se torne algo saudável e prazeroso para ambos.

Ou seja, de maneira geral, a mulher está mais sujeita a quedas de libido do que o homem, o que pode ser motivo de aflição em muitos relacionamentos — ou mesmo gerar inconformidades na mulher acerca de sua própria sexualidade. 

Pensando nesses conflitos e anseios gerados pela baixa da libido feminina, separamos abaixo algumas informações sobre o que fazer para reverter esse tipo de situação. Confira!

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A prática de atividades físicas

O sedentarismo pode ser uma das causas que influenciam na queda de libido feminina. Praticar exercícios libera endorfinas no organismo, o que pode alterar não só o comportamento sexual, mas o bem-estar em geral do indivíduo, incluindo humor e autoestima.

Uma mudança física drástica, como ganho de peso ou emagrecimento excessivo, pode ser um fator psicológico para a criação de um bloqueio mental no que diz respeito ao desejo sexual. Isso costuma ocorrer em função de uma baixa considerável da autoestima da mulher, gerando desconforto com o próprio corpo.

A partir de uma rotina de exercícios adequada, é possível resgatar a autoestima cultivando um corpo forte e saudável. Dessa forma, a prática regular de atividades físicas intensas também pode ser muito efetiva no aumento da libido feminina. Além disso, vale lembrar de que há outro fator bastante importante no que diz respeito ao controle das medidas: a alimentação. 

Mudança na alimentação

Uma mudança radical na dieta pode ter grandes efeitos na libido da mulher. Esses efeitos podem estar associados tanto à manutenção da autoestima por meio de um corpo mais saudável quanto nos efeitos fisiológicos de uma alimentação mais rica nutricionalmente.

Independentemente do biótipo da mulher, é fundamental para a saúde física que a dieta apresente um valor nutricional adequado ao seu estilo de vida. Dessa forma, as consequências de uma alimentação mais saudável serão tanto estéticas quanto metabólicas. 

Ou seja, haverá mudanças psicológicas e nos processos biológicos para a saúde e bem-estar da mulher, o que pode impactar em aumento da libido. Portanto, vale a pena buscar um nutricionista ou nutrólogo para auxiliar no processo de reeducação alimentar!

A procura de avaliação psicológica e ginecológica

A procura de ajuda profissional para avaliação psicológica pode ser uma peça-chave quando a falta de libido se torna um problema na vida da mulher. A estigmatização social da sexualidade feminina ou do sexo em si já seria motivo para auto-repressão do ato sexual, mas ainda vale considerar a possibilidade da existência de situações particulares que contribuam para o bloqueio.

Há ainda a possibilidade de conflitos de relacionamento que possam ter causado a queda de libido. Assim, o papel do psicólogo é de extrema ajuda para que a mulher possa compreender e trabalhar a situação no sentido de manejar as causas da falta de desejo sexual.

Quanto ao ginecologista, esse profissional é importante para avaliar os níveis hormonais e a saúde reprodutiva, pois a queda da libido também pode estar atrelada a alguma disfunção orgânica ou mesmo às alterações naturais da mulher ao longo da vida. 

Mudança na medicação

Outra razão comum para a queda de libido associada a fatores fisiológicos é o uso indevido de determinadas medicações. Isso acontece muito comumente com antidepressivos e — até mesmo — anticoncepcionais.

Embora esses fármacos, muitas vezes, cumpram o objetivo para o qual foram receitados, é muito frequente que a diminuição do desejo sexual possa vir como efeito colateral. Por isso, é importante consultar um médico e, de acordo com sua orientação, alterar a medicação prescrita com o objetivo de evitar a baixa na libido feminina.

Investir no diálogo com o(a) parceiro(a)

Como vimos, frequentemente, o problema que causa a queda na libido feminina é de origem psicológica. Além disso, possivelmente também está associado a conflitos com o(a) parceira(a), podendo ou não estar relacionados diretamente ao ato sexual. Por isso, é muito importante que o casal esteja disposto a manter um canal de comunicação bastante franco e respeitoso a respeito do assunto.

É fundamental que os parceiros estejam cientes do que é ou não motivo de desconforto com relação ao sexo no caso do problema residir no ato sexual em si. É bastante comum que um dos companheiros desconheça o real motivo de desconforto sexual do outro, o que pode tornar as coisas bem confusas ao longo da relação. Ou seja, falar abertamente pode ser a chave para superar uma intercorrência e, assim, resgatar aos poucos a libido feminina.

Entretanto, em alguns casos, o motivo pode não estar associado diretamente à sexualidade do casal. Nessas situações, é possível que alguma ação do(a) parceiro(a) ou mesmo da própria mulher cause atrito e, consequentemente, diminua o desejo mútuo do casal.

Assim, vale frisar que essas situações, assim como muitas outras, podem ser resolvidas a partir do investimento em uma maior abertura para dialogar acerca da relação dos(as) parceiros(as). A partir de um consenso, será mais fácil estabelecer uma nova conduta a fim de trabalhar o desejo sexual da mulher e, por consequência, do casal como um todo. 

Existem múltiplos fatores que podem levar à libido feminina. Dessa forma, é extremamente importante adotar medidas como essas, que auxiliem na identificação do problema e que possam contribuir para saná-lo. Com o empenho da mulher e a paciência e o apoio no caso da existência de um parceiro(a) fixo(a), é plenamente possível reverter uma situação de baixa na libido feminina.

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

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