Insuficiência cardíaca: o risco do seu coração parar

A insuficiência cardíaca é uma das doenças mais comuns no mundo e vem se tornando um problema de saúde pública em muitos países.

No Brasil, estima-se que a doença afeta mais de 6 milhões de pessoas e é uma das principais causas de internação hospitalar. O estudo brasileiro BREATHE de 2015 mostrou ainda que 50% dos pacientes internados voltam ao hospital em 90 dias e mais de 10% morrem durante a internação.

Mas afinal, o que é a insuficiência cardíaca? Quais os seus sintomas? E o mais importante, o que fazer para preveni-la? Vamos responder tudo isso no post de hoje, confira!

O que é a insuficiência cardíaca?

A insuficiência cardíaca é uma doença na qual o coração não consegue bombear sangue suficiente para suprir o organismo. Sem um bom fluxo sanguíneo, os outros órgãos ficam pouco oxigenados e também não conseguem funcionar de forma adequada.

O que causa a insuficiência cardíaca?

Geralmente, a insuficiência cardíaca acontece por doenças próprias do coração, que o impedem de funcionar de forma adequada, como:

  • infarto agudo do miocárdio;
  • doença arterial coronariana e aterosclerose;
  • hipertensão arterial sistêmica (pressão alta);
  • defeitos nas valvas cardíacas;
  • sequelas de febre reumática;
  • doença de Chagas;
  • inflamações e infecções cardíacas (miocardite, endocardite, pericardite);
  • doença cardíaca congênita;
  • cardiomiopatia dilatada;
  • doenças pulmonares graves;
  • abuso de álcool/drogas.

Em alguns casos especiais, no entanto, é a demanda do corpo que aumenta de forma excessiva e supera a capacidade de funcionamento do coração saudável. Alguns exemplos são:

  • infecção sistêmica;
  • insuficiência renal;
  • anemia grave;
  • hipertireoidismo;
  • hemorragia.

Quais os tipos de insuficiência cardíaca?

A insuficiência cardíaca é uma doença muito ampla que pode ser classificada de diferentes formas, mas sua principal classificação diz respeito aos sintomas apresentados pelo paciente e à história da doença:

Insuficiência cardíaca aguda ou descompensada

Pode surgir de forma súbita após algum evento cardíaco ou sistêmico grave, como infarto, arritmias, crise hipertensiva, sepse ou hemorragias, ou ser consequência da má adesão do paciente ao tratamento crônico (insuficiência cardíaca crônica descompensada).

Geralmente, há um quadro de congestão sistêmica (acúmulo de líquido em diversas partes do corpo) e cursa com tosse, falta de ar progressiva, palpitações, calafrios, inchaço abdominal, palidez, cansaço aos mínimos esforços e edema severo nas pernas. Demanda internação hospitalar imediata para ser tratada..

Insuficiência cardíaca crônica

Se desenvolve de forma lenta após anos de doenças cardiovasculares de base, como hipertensão, aterosclerose e doença de Chagas. Geralmente, a insuficiência crônica provoca sintomas inicialmente leves, como cansaço ao esforço físico, redução da capacidade de realizar as atividades diárias e edema nas pernas, mas frequentemente está associada a episódios de descompensação. 

Quais os fatores de risco para a insuficiência cardíaca?

Basicamente, todas as condições associadas a danos aos vasos ou ao coração, estão relacionadas à insuficiência cardíaca:

  • idade avançada;
  • pressão alta;
  • diabetes mellitus;
  • tabagismo;
  • dieta rica em gorduras;
  • colesterol alto;
  • infartos prévios;
  • apneia do sono;
  • sedentarismo;
  • excesso de peso.

Por que a insuficiência cardíaca é tão grave?

O coração com insuficiência faz todo o possível para compensar suas dificuldades e manter o organismo funcionando. Para isso, ele aumenta a frequência de batimentos, ganha massa muscular e fica maior. 

Essas mudanças até funcionam a curto prazo, mas elas acabam tornado a estrutura do coração mais anormal, aumentando o gasto energético do órgão e mascarando a causa do problema por anos.

Assim, é comum que o paciente só procure o atendimento médico quando a insuficiência cardíaca gera sintomas consideráveis, ou seja, quando o coração entra em fadiga e a insuficiência fica descompensada. Nessa fase, a doença já está avançada e difícil de ser controlada e muitas vezes acaba evoluindo para o óbito em poucos anos.

Como é feito o tratamento dessa doença?

A insuficiência cardíaca não tem cura, mas tem tratamento com drogas que controlam os mecanismos compensatórios do coração e aliviam os sintomas. A escolha da medicação deve sempre ser feita pelo médico após a análise individualizada do caso de cada paciente, podendo incluir:

  • inibidores da enzima conversora de angiotensina (captopril, enalapril, lisinopril) ou bloqueadores do receptor de angiotensina II (losartana, valsartana, telmisartana);
  • beta-bloqueadores (metoprolol, carverdilol ou nebivolol);
  • antagonistas de aldosterona (espironolactona);
  • vasodilatadores (hidralazina, nitrato);
  • diuréticos (furosemida);
  • digitálicos (digoxina);
  • antitrombóticos.

Em casos de insuficiência mais graves, os medicamentos não são suficientes e pode ser necessário colocar um marcapasso para prevenir arritmias fatais ou realizar um transplante cardíaco.

Além disso, é essencial realizar o tratamento das doenças de base que levaram à insuficiência cardíaca, manter o cartão de vacina atualizado e controlar os fatores de risco com hábitos de vida mais saudáveis.

Como ter um coração saudável?

O melhor jeito de prevenir a insuficiência cardíaca é adotando hábitos de vida que preservam a saúde do coração.

Perca  peso

Como o excesso de peso predispõe ao diabetes, à hipertensão e a outras doenças cardiovasculares, emagrecer é uma das melhores formas de garantir a saúde cardíaca.

Controle a pressão, a glicose e o colesterol

A hipertensão, o diabetes e o colesterol alto são as doenças crônicas mais comuns na população mundial e podem ser responsabilizadas por boa parte dos casos de insuficiência cardíaca. Ao manter a pressão, a glicose e o colesterol dentro dos valores de referência, você reduz o risco de apresentar problemas de coração no futuro.

Reduza o consumo de álcool e tenha uma dieta saudável

Uma dieta rica em saladas, frutas e carnes magras ajuda a manter o peso saudável e evitar problemas de hipertensão, diabetes, colesterol e triglicérides. Já o álcool é tóxico para as células cardíacas e pode ser responsável pela insuficiência quando consumido em excesso.

Pare de fumar

O cigarro é uma das maiores causas da aterosclerose, da trombose e da doença arterial coronariana, sendo um grande fator de risco para o infarto, o acidente vascular cerebral (AVC) e a insuficiência cardíaca.

Pratique exercícios físicos

O exercício físico regular melhora o condicionamento cardíaco de forma saudável, promove uma melhor vascularização dos órgãos, ajuda no controle da hipertensão e do diabetes e facilita o emagrecimento. 

Mas vale ressaltar, que se você já possui alguma doença é essencial respeitar os limites do corpo e passar por uma avaliação médica antes de iniciar a prática de exercícios. 

Vá ao médico e siga as orientações desse profissional

Durante a consulta médica é possível medir a pressão, avaliar o funcionamento cardíaco, descobrir quais os exames de rotina necessários, verificar se as medicações de uso crônico estão sendo utilizadas de forma adequada e receber orientações específicas para a sua saúde. Isso ajuda a manter as doenças crônicas sob controle e afastar os fatores de risco relacionados à insuficiência cardíaca.

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

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