Enxaqueca: entenda suas causas e saiba como tratá-la

A enxaqueca é uma doença que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta 15% da população mundial e é a 10a doença mais incapacitante. No Brasil, cerca de 30 milhões de pessoas sofrem com esse problema, o qual ocorre com maior frequência nas mulheres — devido a fatores ambientais, emocionais e hormonais.

Para que o diagnóstico seja rápido e o tratamento seja eficiente, é fundamental entender o que é a enxaqueca, quais são suas causas, sintomas, fatores de risco, tratamentos e formas de evitá-la. Sabendo disso, preparamos este post com tudo o que você precisa saber sobre a enfermidade. Então, continue a leitura e confira!

O que é enxaqueca?

Muitas pessoas acreditam que a enxaqueca é uma simples dor de cabeça, mas isso não é verdade. Trata-se de uma doença neurológica e genética, episódica ou crônica, cujos principais sintomas são dores intensas e recorrentes na cabeça, geralmente em apenas um dos lados, que podem durar, em média, de 4 a 72 horas.

Quais são as suas causas?

A enxaqueca tem o seu início por diversas razões, mas de um modo geral, esse distúrbio é provocado por eventos neurológicos associados a mudanças no fluxo sanguíneo, funções musculares e sinalização nervosa. Normalmente, os sintomas se manifestam em decorrência do estilo de vida, dos hábitos do portador da doença e segundo a sua predisposição genética.

As causas da enxaqueca incluem estresse, ansiedade, nervosismo, mudanças bruscas de temperatura, umidade e padrão de sono, jejum prolongado, esforço físico, luzes e sons intensos, perfumes e outros odores fortes e pressão arterial elevada. Disfunção no tronco cerebral devido a lesões ou enfermidades anteriores também podem ser um gatilho para o aparecimento da doença.

Alimentos como queijos envelhecidos, chocolates, carnes curadas ou processadas, frutas cítricas (especialmente laranja, pêssego, abacaxi e limão) alimentos gordurosos e fritos, café, refrigerante, adoçantes sintéticos, glutamato monossódico e excesso de bebidas alcoólicas (principalmente vinho tinto) estimulam o sistema nervoso ou possuem aditivos artificiais que contribuem para o surgimento da enfermidade.

Nas mulheres, os períodos menstrual ou pré-menstrual podem favorecer os sintomas desse distúrbio. Endometriose, ovários policísticos, reposição hormonal e irregularidades na menstruação também costumam agravar as crises de enxaqueca.

Quais são os sintomas da enxaqueca?

Como já comentado, são as dores de cabeça intensas, latejantes ou tipo fincada e unilaterais, podendo mudar de lado. Esses incômodos podem, inclusive, aumentar durante as atividades rotineiras. Veja, abaixo, outros sinais que costumam ser identificados em quem sofre com essa disfunção:

  • sensibilidade à luz (fotofobia), ao som (fonofobia) e aos cheiros (osmofobia);
  • sensibilidade a movimentos (cinetofobia), principalmente durante viagens;
  • náuseas e vômitos;
  • perda de apetite e dores de estômago;
  • visão turva, pontos luminosos e cegueira parcial;
  • formigamento e dormências no corpo;
  • tonturas e tremores;
  • irritabilidade e alterações de humor;
  • aumento da sede;
  • pânico e medo;
  • coriza e obstrução nasal;
  • fraqueza nos músculos faciais e cervicais;
  • alterações da pressão;
  • diarreia;
  • dificuldade em se concentrar, falar normalmente e conversar.

Quais são os seus fatores de risco?

Como a enxaqueca ocorre comumente em pessoas do sexo feminino, um dos fatores de risco é ser mulher, em especial jovem ou de meia-idade. Geralmente, as crises desse distúrbio têm início durante as mudanças hormonais, quando ocorrem os primeiros ciclos menstruais. Outra condição que aumenta a probabilidade da sua ocorrência nas mulheres é a gravidez.

Ter uma dieta pobre em nutrientes, consumir alimentos e bebidas que contribuem para o surgimento de inflamações, desidratação, exposição a ruídos altos, ao brilho do sol e a outros estímulos luminosos — como ficar muitas horas olhando para a televisão ou para a tela do computador — são fatores de risco, independentemente do sexo.

Situações estressantes, sejam elas físicas ou mentais, ampliam as chances do seu desenvolvimento. Isso pode ser explicado pelo fato de o estresse afetar o fluxo do sangue e contribuir para os efeitos de expansão e contração dos vasos sanguíneos que chegam à cabeça. A ansiedade pode, ainda, aumentar a inflamação, afetar os níveis de hormônios e, assim, provocar dor.

Outros fatores de risco são: predisposição familiar, falta de alimentação e sono, ingestão de álcool, mudança climática, exercícios em excesso, odores fortes e perfumes.

A enxaqueca pode ser evitada?

A prática de atividades físicas é uma das formas de prevenir a ocorrência de enxaqueca, pois durante os exercícios há a liberação de endorfinas — neurotransmissores que ajudam a controlar a dor e estão associados às sensações de prazer e bem-estar.

Optar por uma dieta anti-inflamatória também ajuda a evitar o aparecimento dos sintomas. Por esse motivo, é importante incluir no cardápio alimentos ricos em ômega 3 (como salmão, atum e sardinha), magnésio (como amêndoas, castanha-de-caju e couve) e proteínas (como carnes e ovo), frutas e vegetais frescos.

Por outro lado, deve-se evitar a ingestão de açúcares, grãos refinados, chocolate, vinho tinto, intensificadores de sabor, altas quantidades de sódio, alimentos processados e congelados.

Outra precaução que deve ser tomada é com relação ao sono e ao estresse. Dormir muito ou pouco pode propiciar o surgimento dos sintomas da enxaqueca. Por isso, é importante estabelecer uma rotina com horários para dormir e acordar. 

Como o estresse pode provocar alterações no sono, tensão muscular e modificação no fluxo do sangue, é fundamental tentar controlá-lo. A dica é fazer exercícios físicos, acupuntura, meditar e caminhar ao ar livre. Também existem medicamentos que podem ser tomados de forma preventiva, porém, só devem ser utilizados com acompanhamento médico.

Como tratá-la?

O tratamento da enxaqueca é comumente realizado a partir do uso de analgésicos, anti-inflamatórios e vasodilatadores prescritos pelo neurologista, que ajudam a reduzir a inflamação e a amenizar a dor e os outros sintomas associados. Entretanto, é preciso ter cuidado para não abusar desses remédios. O aumento das doses diárias dos medicamentos pode provocar um efeito rebote, agravando os sintomas da doença. Portanto, todo tratamento deve ser feito com assistência profissional.

Também estão disponíveis no Brasil o tratamento com a toxina botulínica e a neuromodulação. O primeiro consiste na aplicação da toxina em pontos da cabeça para reduzir os sintomas da enfermidade, enquanto que o segundo é utilizado como forma preventiva e baseia-se na utilização de um aparelho em formato de arco, que provoca pequenos estímulos elétricos na cabeça, alterando a forma como a dor é assimilada.

Em conjunto com a medicina convencional, podem ser utilizados tratamentos naturais, como dieta anti-inflamatória, chás e infusões, exercícios físicos, acupuntura, homeopatia e técnicas de relaxamento. Ficar em repouso em um quarto escuro e em silêncio também pode contribuir para a recuperação.

É interessante ter um diário contendo os sintomas, intensidade da dor, remédios que tomou, alimentos ingeridos e, no caso das mulheres, a fase do ciclo menstrual. Todas essas informações são importantes para analisar quais são os gatilhos que desencadeiam a enxaqueca. Dessa forma, é possível prevenir e tratar a enfermidade com maior rapidez e eficiência.

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

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