Entenda a importância da doação de órgãos

A doação de órgãos se tornou um assunto comum nos últimos anos, mas poucas pessoas realmente sabem o que ela envolve e como é feita. Como ela é fortemente associada com a morte, é natural que muitas pessoas apresentem algum tipo de resistência.

Ainda assim, é bom trazer o tema para as conversas e bate-papos, pois ele é muito sério! Um transplante pode ser responsável por salvar vidas ou ainda melhorar a qualidade de várias delas. Se você ainda não está convencido, leia nosso post e entenda sobre a importância desse ato de amor.

O que é a doação de órgãos, afinal?

Como o próprio nome evidencia, o ato permite que uma ou mais partes do corpo sejam aproveitadas por outras pessoas por meio do transplante — incluindo órgãos e tecidos. Eles acontecem de forma mais costumeira após a morte, mas alguns órgãos também podem ser doados em vida.

O processo é bem complexo, afinal, estamos falando de órgãos e tecidos bem sensíveis. Assim, é fundamental que tudo aconteça no período de horas, para que seu funcionamento não seja inviabilizado na vida do receptor. 

O que fazer para me tornar um doador?

A atitude mais recomendada envolve a manifestação dessa vontade para os familiares. Isso porque, depois da morte, a decisão do que deve ser feito com os órgãos é da família, ou seja, eles tem o poder do que deve ou não ser feito.

Quando estamos falando de pessoas que sempre expressaram esse desejo, é natural que os parentes se engajem mais com essa causa, concorda? Então, caso essa seja uma vontade sua, deixe claro para todos os envolvidos.

Por outro lado quando estamos falando de doações que podem ser feitas em vida, o que importa é o desejo e comprometimento do próprio interessado. 

Quando a doação de órgãos pode acontecer?

Como você deve imaginar, nem sempre a doação é possível. Infelizmente alguns tipos de morte inviabilizam a doação de vários órgãos e tecidos, o que é uma pena. Um dos fatores indispensáveis para que tudo aconteça é que o coração esteja batendo artificialmente — o que só acontece em casos de morte encefálica (também conhecido como morte cerebral).

Isso significa que o corpo já não tem mais funções neurológicas, mas o organismo segue funcionando normalmente com o auxílio de aparelhos. Como o corpo ainda está quente, os órgãos acabam funcionando normalmente. Essa é a única forma de fazer com que eles sejam aproveitados. 

A doação de tecidos é um pouco diferente. Mesmo depois de uma morte um pouco mais agressiva, como uma parada cardíaca, é possível fazer a doação de alguns deles, aproveitando partes relevantes como córneas, pele, ossos e outros.

O que posso doar?

Como adiantamos, muitas pessoas já ouviram falar sobre o assunto, mas não sabem detalhes. Muitos de nós não sabemos o que podemos ou não doar (e quando nossos órgãos podem ser aceitos). Os órgãos que podem ser doados são: córnea, rim, fígado, coração, pulmão, pâncreas e fêmur.

Para se tornarem aptos para outras pessoas eles devem estar saudáveis, sendo que o tipo sanguíneo e a causa da morte podem influenciar muito. Quem é portador de AIDS, doenças infecciosas e câncer, por exemplo, tem restrição absoluta à doação.

Ainda assim, quem tem algum tipo de doença transmissível pode doar para pacientes que também tenham o vírus. Para ficar mais claro, isso significa que uma pessoa que tem hepatite pode doar para a outra, pois isso não compromete em nada sua qualidade de vida.

As doações também podem ser usadas para estudos científicos — uma forma diferente de salvar vidas. É isso mesmo: órgãos e tecidos podem ser usados na área de saúde para formação de vários profissionais.

Nesse caso, a concessão é feita por uma decisão exclusiva da pessoa. Tudo que ela deve fazer é registrar a vontade em um cartório e deixar claro para qual instituição ela gostaria que o corpo fosse direcionado depois da morte.

Existe algum critério?

A doação visa respeitar os limites de faixa etária, pois esse é o procedimento mais seguro. Assim, se uma criança morre, quem tem prioridade no transplante é outro pequeno mais ou menos da mesma faixa etária.

Essa é uma maneira de preservar os envolvidos e evitar vários tipos de desgastes. Como os órgãos nem sempre estão completamente formados no caso de uma criança, pode ser arriscado colocá-lo em um adulto e o órgão não funcionar perfeitamente.

Além disso, segundo o Ministério da Saúde, a maior expectativa de vida é um fator relevante. Ou seja, a pessoa escolhida é aquela que possui uma maior chance de viver por muitos anos, em detrimento de uma que não possui grande chance de melhora.

Outro ponto a se considerar é o tamanho do órgão. O coração de uma pessoa de 110 quilos, por exemplo, não pode ser transplantado para uma que tenha 70. Isso tudo é embasado em um parâmetro que diz que a diferença de peso não pode ser maior que 20%.

O que pode ser doado enquanto estou vivo?

Uma boa notícia é que podemos transformar a vida de alguém enquanto ainda estamos vivos. Os órgãos que entram nessa possibilidade são: rim, parte do fígado, medula óssea e parte do pulmão.

É comum encontrar pais ou parentes de primeiro grau que fazem doações para filhos, netos ou outros parentes que enfrentam algum tipo de doença e precisam de algum desses órgãos. Quem já viveu a experiência sabe como ela é transformadora para todos os envolvidos. 

O transplante de medula óssea é um pouco mais sensível e precisa de uma compatibilidade muito maior que a dos outros. Ela envolve muito além do tipo sanguíneo, pois também precisa de uma característica genética compatível.

Independente disso, essa é uma ótima forma de transformar a vida de alguém. Portanto, deixe o medo de lado e arrisque-se a transformar a vida de alguém de forma integral!

Qual é a realidade hoje?

O número de transplantes vem aumentando no Brasil, mas ainda apresenta muitas dificuldades. A principal delas ainda é a recusa familiar, desse modo, é muito importante fazer campanhas e divulgar o assunto. Segundo a nossa legislação, somente com o desejo da pessoa e a liberação da família é possível prosseguir com o procedimento.

No caso da morte cerebral o processo pode ser ainda mais difícil, pois muitos familiares se recusam a doar os órgãos, pois acreditam que o parente pode voltar. Como o transplante precisa ser rápido e normalmente envolve questões de horas, muitos dos órgãos não conseguem ser aproveitados. Esse ponto faz com que a quantidade de doadores seja relativamente baixa se comparada com o número geral de mortes.

Depois de entender um pouco melhor como é o procedimento de doação de órgãos, não deixe de considerar essa possibilidade e se conscientizar nesse sentido. A atitude é muito importante e pode ajudar a salvar muitas pessoas.

E você? Conhece outras pessoas que também precisam saber um pouco mais sobre o assunto? Então não perca tempo e compartilhe o conteúdo nas redes sociais!

 

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

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