Conheça 3 doenças reumáticas mais comuns

As doenças reumáticas são condições clínicas que afetam um grande número de pessoas. Elas possuem algumas características semelhantes entre si, porém o quadro clínico e as estratégias terapêuticas podem ser diferentes.

Em geral, os indivíduos as adquirem devido a problemas genéticos auto-imunes, ou seja, quando o próprio organismo começa a atacar um tecido ou órgão. Por isso é fundamental a identificação precoce para evitar prejuízos na qualidade de vida.

Sendo assim é necessário entender os principais sintomas, causas, tratamentos e prevenção e como lidar com pessoas que apresentam esses distúrbios para compreender suas limitações.

Então, se quiser saber mais sobre as doenças reumáticas, não deixe de ler nosso post de hoje e entenda!

Afinal, o que são doenças reumáticas?

As doenças reumáticas constituem um grupo de enfermidades que se desenvolvem no aparelho osteo-muscular. Isso significa que acometem os ossos, as articulações, os músculos, os tendões e os ligamentos.

Sendo assim, elas são classificadas de acordo com o local onde se descobriu o foco inflamatório. Como exemplo temos fibromialgia, osteoartrose, gota, tendinite, bursite, artrite reumatoide, dentre outras.

Essas condições clínicas podem acometer indivíduos de qualquer faixa etária ou sexo e algumas possuem um componente hereditário e imunológico significativo, além de serem influenciadas por outros fatores tais como obesidade, sedentarismo, estresse etc.

Fibromialgia

A fibromialgia é uma das principais causas de absenteísmo e aposentadoria precoce devido as suas manifestações clínicas. O termo deriva do latim e significa fibro (tecido fibroso, tendões, fáscias), mio (tecido muscular) e algia (sensação dolorosa).

Essa doença é mais comum em mulheres, e muitos especialistas acreditam no fator hormonal preponderante como um mediador inflamatório, enquanto outros estudiosos consideram que o desequilíbrio de neurotransmissores pode ser o fator desencadeador da doença.

Os principais sintomas são dores pontuais ou difusas na região do pescoço, nas articulações do joelho e cotovelo, nas nádegas, no entorno anterior e posterior do ombro, e nas proximidades do quadril.

Os pacientes queixam-se de dores intermitentes e muitos revelam traumas anteriores ao aparecimento da dor tais como queda, esforços físicos significativos, uso excessivo de medicações anti-inflamatórias etc.

O tratamento em geral é demorado devido ao reajuste necessário no quadro inflamatório e normalmente envolve o uso de medicamentos antidepressivos, relaxantes musculares, anticonvulsivantes e outros, que modulam a percepção da dor do paciente.

As estratégias não-medicamentosas são essenciais para intensificar o processo de normalização da condição clínica e envolvem exercícios aeróbicos aquáticos, pilates, fisioterapia direcionada e todos necessitam de acompanhamento clínico.

Gota

A gota, também conhecida como artrite gotosa aguda é uma doença debilitante que pode estar relacionada a fatores alimentares e clínicos. Essa enfermidade é o resultado do acúmulo de ácido úrico (acima de 7,0 mg/dl) no sangue, condição denominada de hiperuricemia.

A hiperuricemia acontece devido a uma incapacidade de o rim eliminar o ácido úrico, produto proveniente de uma alteração no metabolismo das proteínas. Sendo assim, o excesso de ácido úrico no sangue se deposita nas articulações e formam cristais.

Os cristais de ácido úrico se acumulam nas articulações dos dedos e provocam dor, dilatação dos membros, vermelhidão e em casos mais graves podem se espalhar para os tecidos moles como orelhas, cotovelos dentre outros, o chamado tofo gotoso.

O diagnóstico é feito mediante análise laboratorial (exames de ácido úrico), clínico e radiológico e a partir desse compilado, o médico determinará a conduta terapêutica mais condizente ao caso.

É importante ressaltar que alguns pacientes apresentam hiperuricemia assintomática, e nesses casos não é necessária nenhuma intervenção clínica, apenas acompanhamento periódico laboratorial.

As medidas terapêuticas incluem medicamentos analgésicos para as crises agudas e outros para manutenção do nível sérico de ácido úrico.

Todavia, para alguns indivíduos apenas a restrição alimentar pode resolver o problema, principalmente daquelas comidas que sabemos que causam elevação do ácido úrico, como álcool e carne.

Artrite reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença clínica com maior incidência em mulheres. Em geral apresenta como dores articulares sem causa aparente e devido a isso o diagnóstico final pode ser demorado.

Ela é causada por uma inflamação intensa nos ossos das mãos, e pode incluir também rigidez matinal, fadiga, inchaço nas juntas e dores que persistem por mais de 30 dias sem melhora com o uso de analgésicos comuns.

Também é considerada uma doença autoimune desencadeada pelo aumento de citocinas inflamatórias, recrutamento de células de defesa do organismo, vasodilatação e liberação de outros mediadores químicos.

O tratamento é bem diferenciado das demais doenças reumáticas, pois inclui o uso de imunossupressores que serão utilizados pelo resto da vida, para diminuir a inflamação exacerbada.

Assim, como é possível conciliar com terapias não-farmacológicas como exercícios dinâmicos, terapia ocupacional e hidroterapia para diminuição da rigidez das mãos e possibilidade de articular esses membros sem muita dor.

Principais estratégias terapêuticas

As doenças reumáticas, quando diagnosticadas precocemente, podem manter-se sob controle e garantir uma qualidade de vida considerável para o indivíduo. Porém, seu agravamento pode gerar dor e desconforto de forma crônica.

Sendo assim é essencial que o paciente faça uma avaliação clínica periodicamente, principalmente aqueles que já possuem histórico familiar (pai, mãe ou avós) dessas condições ou que apresentem fatores de riscos associados ao desenvolvimento.

Isso porque alguns pacientes peregrinam entre especialistas clínicos, pois não revelam características fundamentais que possam direcionar a exames mais específicos para a doença e demoram anos para confirmar o diagnóstico.

Dessa forma é primordial consultar um profissional, o reumatologista, com conhecimento científico e com experiência prática em diagnosticar doenças reumáticas para evitar terapias ineficazes ou inseguras para o paciente.

Como conviver com as doenças reumáticas?

Enquanto algumas doenças reumáticas possuem exacerbação dos sintomas e podem ser tratadas de forma aguda, outras necessitam de terapia contínua e avaliação das complicações em longo prazo.

Por isso, o primeiro passo é o paciente procurar um especialista, realizar os exames periódicos e seguir corretamente as recomendações médicas. Além disso, é preciso manter o controle das emoções, visto que alguns pacientes conviverão cronicamente com a doença.

Para tanto, é necessário aceitar a doença e buscar por tratamento efetivo, e vivenciar cada dia sem dor para manter uma qualidade de vida desejável para o paciente e sua família.

As doenças reumáticas são condições clínicas que afetam o aparelho locomotor e pode acometer indivíduos de qualquer faixa etária.

Algumas delas necessitam de tratamentos medicamentosos menos complexos, enquanto outras cursam com medicações crônicas. Por isso, é fundamental o diagnóstico precoce para não prejudicar a qualidade de vida dos pacientes.

E você, deseja saber sobre os principais problemas de saúde? Então, curta nossa página no Facebook e fique por dentro de notícias sobre esse tema.

 

Powered by Rock Convert

Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *