Conheça os sintomas da Caxumba e aprenda a prevenir a doença!

Geralmente associada à infância, a caxumba surpreendeu um número significativo de adolescentes e adultos jovens em 2016 num surto que se espalhou por todo o país.

A explicação encontrada para a facilidade de alastramento da doença foi uma falha vacinal: até 2006, a vacina tríplice viral, que previne a caxumba, a rubéola e o sarampo, era aplicada em única dose. A imunização, porém, só é completa com duas, então aqueles que não tomaram a segunda dose estavam e estão suscetíveis a pegar a doença, aumentando o risco de propagação do vírus.

Isso fez com que o Ministério da Saúde anunciasse uma alteração na idade para administração da segunda dose da vacina, aumentando-a de “até 19 anos” para “até 29 anos”.

Ainda assim, como há muitas pessoas no grupo de risco, é importante conhecer melhor os sintomas da caxumba, assim como as formas de prevenção da doença. Por isso, preparamos um pequeno guia sobre ela abaixo. Confira!

Para começar: o que é a caxumba?

A caxumba, também chamada de parotidite epidêmica, é uma infecção viral que atinge principalmente as glândulas parótidas, um dos três pares de glândulas salivares. Ela pode, no entanto, atingir as glândulas submaxilares e sublinguais.

A doença é causada por um vírus da família dos Paramyxovirus, e é transmitida pelo contato com gotículas de saliva e secreções respiratórias contaminadas, as quais podem estar no ar ou depositadas sobre superfícies diversas. Por isso, a doença é mais comum em estações mais frias, quando as pessoas ficam mais tempo em ambientes cheios e fechados, sem o arejamento adequado.

O período de incubação é de 14 a 25 dias e a transmissão ocorre a partir de seis dias antes dos primeiros sintomas aparecerem e até nove dias após eles desaparecerem.

Após a infecção pelo vírus, a pessoa torna-se imune à doença, exceto se apenas um lado do corpo for afetado: neste caso, o outro lado pode ser atingido em outra ocasião.

Quais os sintomas da caxumba?

O sintoma mais característico da doença é o inchaço das glândulas afetadas (ou da glândula afetada), que vem acompanhado de dor e dificuldade para mastigar e engolir.

Ainda assim, de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de ⅓ das pessoas infectadas não apresentam um aumento destas glândulas que seja clinicamente aparente.

Outros sintomas da caxumba são fadiga e fraqueza (mal-estar), febre, dor muscular, dor de cabeça e perda de apetite. Estas são manifestações clínicas que aparecem com mais intensidade nos adultos do que nas crianças.

Há sintomas que indicam um agravamento da doença?

Sim. Apesar de as complicações serem raras (e, em geral, restritas aos adultos), além de ser conhecida pelo inchaço na região do pescoço, a caxumba é famosa pelo risco de “descer”.

Nos homens, ela pode atingir os testículos, enquanto nas mulheres, ela pode chegar aos ovários. Em ambos os casos, as regiões ficam inchadas e doloridas. Se o tratamento adequado não for realizado, a doença pode levar à infertilidade.

Se os sintomas “normais” vierem acompanhados de náuseas, vômitos e dores no abdômen superior, além da caxumba, a pessoa pode ter desenvolvido uma pancreatite.

Outra complicação da doença é o desenvolvimento de meningite, que ocorre quando o vírus da caxumba chega à corrente sanguínea e se espalha por meio dela. Nestes casos, a pessoa infectada apresenta fortes dores de cabeça, rigidez na nuca e prostração.

Como é feito o diagnóstico e qual o tratamento para a doença?

Como o principal sintoma é o inchaço das glândulas, o diagnóstico é, em geral, clínico, ou seja, feito por meio de exame físico realizado em consultório médico. Se houver necessidade, no entanto, é possível confirmar a ocorrência de caxumba por meio de exames de sangue que identificam a presença de anticorpos contra o vírus.

Seguindo o padrão da maioria das doenças virais, a caxumba é tratada naturalmente pelo próprio organismo. Em geral, ele leva duas semanas para se recuperar da doença.

Ainda assim, para aliviar os sintomas, o médico pode receitar medicamentos como analgésicos e antitérmicos, além de orientar que o paciente fique em repouso enquanto persistirem os sintomas e que ele opte por alimentos líquidos e pastosos para facilitar a ingestão.

A partir do diagnóstico, considera-se que a doença é transmissível por cerca de uma semana, por isso, durante este período, o paciente deve ficar em casa e evitar contato com pessoas que ainda não tiveram a doença, nem foram vacinadas.

Como prevenir a caxumba?

A principal forma de prevenção é por meio da imunização com vacina, que, em geral, é aplicada junto com as vacinas contra rubéola e sarampo na tríplice viral. A tríplice viral faz parte do calendário básico de vacinação (está disponível gratuitamente em postos de saúde) e, hoje, é aplicada em duas doses: uma aos doze meses de idade e outra entre os 4 e os 6 anos.

Até o fim de 2016, a segunda dose estava disponível também para pessoas de até 19 anos, mas, conforme dito, o Ministério da Saúde aumentou a idade limite para até 29 anos, devido aos surtos da doença registrados em todo o país, principalmente entre adolescentes e adultos jovens.

A vacinação é especialmente recomendada para mulheres que não tiveram a doença, não foram adequadamente vacinadas e pretendem engravidar, já que, durante a gestação, a caxumba pode provocar aborto.

Além disso, alguns cuidados básicos contribuem para a prevenção da doença, já que a transmissão acontece pelo ar ou pelo contato com gotículas de saliva contaminadas. O primeiro deles é fazer a higiene das mãos corretamente, principalmente antes de levá-las ao rosto ou de fazer refeições.

É importante ainda, lembrar-se da etiqueta da tosse e do espirro, cobrindo a boca e o nariz quando for tossir ou espirrar. O ideal é que isso seja feito com a dobra do cotovelo, mas, se for feito com as mãos, é preciso higienizá-las logo em seguida.

Vale ainda evitar ambientes fechados com aglomeração de pessoas e, quando não for possível evitá-los, lembre-se de mantê-los bem arejados.

Este texto apresentou os sintomas da caxumba e como preveni-la. Se você deseja receber outros textos semelhantes, com ainda mais informações essenciais para a manutenção da sua saúde e a de seus familiares, assine nossa newsletter.

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

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