Como saber se a sua imunidade está baixa e o que fazer para evitar o problema

Estar com a imunidade baixa significa ter maior propensão para o desenvolvimento de doenças. Isso porque a diminuição das células imunes pode afetar diretamente a funcionalidade do sistema de defesa.

Diversas pesquisas já associaram o aparecimento da baixa imunidade a condições como o estresse emocional, o uso crônico de medicamento, a alimentação inadequada e o sedentarismo, situações que podem ser revertidas em longo prazo. Os sinais e sintomas não são específicos e, devido a isso, muitas pessoas não percebem as correlações. Por isso, é importante que o paciente entenda alguns conceitos e procure um médico sempre que necessário.

Quer entender as causas e consequências da imunidade baixa? Então acompanhe nosso post de hoje e saiba mais!

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O que é imunidade baixa

A imunidade é a condição que protege o indivíduo dos principais microrganismos que causam doenças ou desencadeadores como pequenos ferimentos e contato com pessoas doentes.

As células do sistema imune se encontram no sangue e são chamadas de leucócitos ou glóbulos brancos. Quando a pessoa desenvolve uma doença, essas células são atraídas para o local onde se encontra o agente causador do problema, também conhecido como antígeno. Nessa situação, os leucócitos englobam os antígenos e ajudam na sua eliminação. Em algumas vezes esse processo passa despercebido pelos indivíduos antes de tudo voltar ao normal.

Em situações clínicas mais complexas, no entanto, esse processo inflamatório pode gerar sintomas como vermelhidão e formação de secreção nos locais da ferida, além de febre. Nesse caso, é recomendável o uso de anti-inflamatório, antitérmico ou outros medicamentos para alívio dos sintomas e ajuda no tratamento.

Quando o indivíduo está com imunidade baixa, o número ou a qualidade dessas células diminui drasticamente e o organismo não consegue realizar a recomposição em quantidade suficiente para a defesa do indivíduo.

Condições clínicas da imunidade baixa

As causas da baixa imunidade podem ser medicamentosas ou cirúrgicas. Fatores ambientais, hormonais e emocionais, além de sintomas de outras doenças, também podem ser fatores causadores. No caso do uso de medicamentos, a exposição a longo prazo de corticoides ou outros componentes usados no tratamento do câncer e outras doenças, como os imunossupressores, exercem influência.

As causas cirúrgicas podem ser provenientes da retirada do baço, órgão que contribui para produção de outras células de defesa. Com isso, diminui-se a quantidade de anticorpos que circulam pelo sangue. Até mesmo o estresse causado no organismo do paciente pela própria cirurgia pode ser prejudicial.

Algumas doenças causam diminuição da quantidade das células de defesas, como os tumores da medula, AIDS e distúrbios imunológicos — aquelas em que o sistema imune destrói células de diferentes tecidos do próprio corpo, destruindo inclusive as células de defesa (lúpus, artrite reumatoide, entre outras).

Causas emocionais da imunidade baixa

Muitos estudos já comprovaram que problemas emocionais podem causar o enfraquecimento do sistema imune. Pessoas que mantêm níveis crônicos de estresse e ansiedade são mais propensas à diminuição do número de leucócitos.

Esse resultado já foi visto em grupos de pessoas que assumem a responsabilidade, por exemplo, de cuidar de idosos com redução da capacidade cognitiva, adultos ou crianças com dependência física e psíquica que necessitam de monitoramento clínico constante.

Consequências da perda crônica de leucócitos

Indivíduos com uma diminuição crônica de leucócitos estão mais propensos a desenvolver infecções de diversas causas. Nesse caso, observa-se maior probabilidade de desenvolver gripes e resfriados ou de exacerbar doenças crônicas preexistentes.

É possível ainda que os pacientes desenvolvam infecções por microrganismos que normalmente habitam nosso organismo de forma harmônica, como é o caso da candidíase e outros micróbios. Mulheres que apresentam alterações emocionais importantes tendem a manifestar mais episódios de candidíase vaginal do que as pacientes que não relatam esses problemas.

A perda crônica de leucócitos torna o organismo mais fraco, deixando os indivíduos prostrados e sem apetite. Essa condição, se mantida por muito tempo, pode trazer sérios riscos à saúde do paciente.

Como aumentar a imunidade

Não existe um mecanismo para aumentar o número de leucócitos. É possível, no entanto, prevenir perda deles. Em geral, os glóbulos brancos são eliminados da corrente sanguínea entre 7 e 10 dias, enquanto outras células já estão em fase de maturação na medula óssea.

Sabendo das consequências da baixa imunidade e suas principais causas, é possível adotar medidas que evitem esse quadro. Cabe a cada indivíduo identificar os fatores influenciadores e tomar decisões para o resto da vida.

A primeira delas é manter-se saudável. Comer alimentos ricos em nutrientes e evitar comer alimentos ultra processadas é o primeiro passo. Também é aconselhável a ingestão diária de pelo menos 2 litros de água. Em seguida, é desejável praticar exercícios físicos conforme orientações dos profissionais para fortalecer os músculos. Isso ajuda a ter mais disposição para enfrentar as tarefas cotidianas de forma leve.

Por fim, mantenha-se emocionalmente equilibrado. Isso implica em fazer atividades prazerosas, diminuir as ações que geram tensões e relacionar-se com pessoas positivas dentro do ambiente familiar e profissional.

Como desenvolver hábitos positivos

Além dos hábitos alimentares e da atividade física, outras recomendações são igualmente importantes. Alguns exemplos são ter boas práticas de higiene e sono, além de estar sempre atento às condições ambientais e climáticas.

O sono deve ser reparador. Ou seja, o indivíduo deve acordar e sentir-se descansado e pronto para as atividades diárias. O tempo necessário de descanso varia entre cada pessoa, mas é recomendado dormir pelo menos 8 horas.

Além disso, é importante avaliar as condições de moradia. Pessoas que vivem em ambientes com umidade baixa (clima seco) tende a desenvolver mais doenças respiratórias, enquanto aquelas que vivem em ambientes úmidos têm maior chance de contrair doenças fúngicas. O paciente deve relatar também as condições da moradia, como a presença de carpete, cortina ou objetos que acumulem poeira. Mudanças bruscas de temperatura ao longo do dia também podem contribuir para uma imunidade baixa.

É muito importante desenvolver hábitos saudáveis para evitar o aparecimento de enfermidades ou outras complicações em longo prazo. Gostou do nosso post? Quer conhecer outras medidas para evitar a baixa imunidade? Quer aprimorar seus conhecimentos? Então leia também nosso e-book Guia Prático sobre Vacinação!

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

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