Cirurgia plástica vs. cirurgia reparadora: entenda as diferenças

De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, o Brasil ficou em segundo lugar em relação ao número de procedimentos estéticos realizados em 2016, representando, sozinho, 10,7% do total mundial realizado. Contudo, junto com os Estados Unidos, somamos 28,6%, ou seja, mais de um quarto de todas as intervenções estéticas do mundo.

O campo da cirurgia plástica compreende, pelo menos, duas áreas distintas: a estética e a reparadora. Hoje vamos mostrar as diferenças básicas entre elas, dar exemplos de procedimentos que se encaixam em cada tipo e ainda falar um pouco sobre a cobertura dos planos de saúde. Quer aprender um pouco mais sobre esse assunto e descobrir se existe algum plano que cubra cirurgias plásticas? Continue a leitura e confira!

Quais as diferenças da cirurgia estética e da reparadora?

A primeira geralmente é opcional, ligada a mudança de aparência. Já a segunda, está diretamente relacionada a questões de saúde e uma necessidade de mudança funcional. Veja cada uma delas a seguir:

Cirurgia plástica estética

Com a finalidade de melhorar a aparência através da correção de formas, tamanhos e contornos, esse tipo de intervenção não busca funcionalidade, nem saúde, mas uma transformação em algo que não agrada ou incomoda, sendo completamente estética.

Desse modo, os detalhes que serão mudados não costumam prejudicar a maneira que o corpo funciona, mas afetam a autoestima e o psicológico do paciente, podendo levar à depressão e à ansiedade. Uma das exceções na cirurgia plástica seria a lipoaspiração que, quando ligada a um caso de sobrepeso, pode ser indicada e reconhecida como uma intervenção para a melhoria da saúde.

Cirurgia plástica reparadora

Em casos de acidentes que levam a deformações, defeitos congênitos, cânceres invasivos ou enfermidades que interferem na estética e na funcionalidade do organismo, a intervenção reparadora é considerada necessária. Seu cunho estético fica em segundo plano, sendo que esse tipo de cirurgia é muito mais focado na recuperação das funções do corpo.

Quando existe algum déficit funcional a sua urgência se torna ainda maior. O tratamento, nesse caso reparador, é tido como uma ação para a recuperação da saúde do paciente.

Quais são os exemplos que se enquadram em cada cirurgia?

Entre as cirurgias estéticas temos como exemplos o aumento dos seios, a retirada do excesso de pele da barriga, a lipoaspiração e a redução dos seios. A reparação de nariz, tanto de forma como tamanho, também pode ser enumerada nessa lista.

Já na parte das cirurgias plásticas reparadoras podemos citar a reversão ou atenuação de defeitos congênitos e malformações causadas por síndromes. A recuperação de sequelas para pacientes que tiveram algum câncer invasivo ou que sofreram queimaduras também podem ser apresentadas como modelos desse tipo de intervenção.

Inclusos nas cirurgias reparadoras estão as reconstruções mamárias para mulheres acometidas por câncer de mama e cirurgias de mão e reparações em casos de acidentes domésticos ou urbanos. Perceba que são casos onde existe a necessidade de restaurar algo que foi perdido e não uma vontade de mudar algo que incomoda.

Pessoas obesas que fizeram a cirurgia bariátrica e vão fazer a retirada de excesso de pele no abdômen, podem ter essa intervenção classificada como reparadora. Isso acontece devido as complicações que podem surgir a partir dessa condição, como a candidíase e infecções bacterianas, afecções consideradas riscos à saúde.

Qual a atuação do plano de saúde em cada caso?

A agência nacional de saúde, ANS, não vê obrigatoriedade na realização de procedimentos estéticos, apenas se essa intervenção estiver relacionada a uma questão de saúde. Isso tudo está especificado na lei 9.656/98.

Normalmente os planos de saúde cobrem apenas as cirurgias classificadas como reparadoras, visto que eles não são obrigados a cobrir cirurgias plásticas estéticas. Essa não obrigatoriedade também não impede que existam planos de saúde com intervenções desse tipo na lista de procedimentos, afinal, esse seria um diferencial frente a concorrência.

Cada plano de saúde pode fazer seu próprio contrato, dentro do estipulado pela lei e, por isso, são capazes de se adequar a necessidade de diversos tipos de pessoas. Desse modo, é essencial conhecer bem seu tipo de cobertura e pedir todas as informações necessárias antes de contratar uma seguradora.

Em quais casos a cobertura é obrigatória?

Como dito anteriormente, em casos de cirurgia bariátrica, ou seja, redução de estômago, a abdominoplastia é considerada intervenção de saúde. Por isso, a retirada de excesso de pele abdominal deve ser feita sem qualquer tipo de ônus.

Da mesma maneira acontece com pacientes de câncer. O plano deve cobrir, por exemplo a retirada da mama, a reconstrução da mesma e a adaptação da mama oposta para que ambas tenham aparências semelhantes.

O mesmo acontece em qualquer tipo de câncer invasivo que possa causar deformações, sejam eles no rosto ou outra parte do corpo. Além disso, pessoas que sofreram queimaduras podem cursar com cicatrizes que limitam o movimento dos membros, da rotação do pescoço ou outras alterações. Assim, o plano também deve cobrir o procedimento, visto que a lesão diminui a funcionalidade da pessoa.

O que acha de recapitular?

Então vamos lá: a diferença entre a cirurgia estética e a reparadora é a intenção da intervenção. Ou seja, se quisermos mudar algum detalhe que nos incomoda, se enquadrará no primeiro caso, mas se precisarmos devolver uma função ou aparência perdida, será classificada como o segundo tipo.

Lembre-se de tomar muito cuidado com os planos de saúde. Conheça bem o seu contrato antes de fechá-lo para ter certeza que ele atende a todas as suas necessidades, tanto imediatas quanto futuras. Procure um corretor de seguros confiável e peça explicações.

É importante entender os “poréns” do contrato e as cláusulas que não são muito claras. Afinal, o plano de saúde te acompanhará e deverá te proteger para o resto da sua vida e de sua família.

E então? Entendeu as diferenças entre os tipos de cirurgia plástica? Conseguiu esclarecer as suas dúvidas sobre o papel do plano de saúde na cobertura desses procedimentos?

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