Afinal, a dieta da proteína emagrece mesmo?

A dieta da proteína tem sido uma grande aposta nos últimos anos, atingindo em cheio aqueles que desejam emagrecer. Ainda assim, muitas pessoas ficam na dúvida se questionando se esse método é realmente efetivo e saudável na hora de perder peso.

Também conhecida como a dieta do Dr. Atkins, essa abordagem consiste, basicamente, na exclusão dos carboidratos da alimentação, dando lugar apenas aos alimentos de origem proteica e com menores índices de gordura.

Os carboidratos ou glicídios são, naturalmente, a principal fonte energética dentro da alimentação humana. Dessa forma, quando o organismo é exposto a uma abstinência desse composto, induz-se também a um processo de queima de gordura para obtenção de energia, o que explica os efeitos emagrecedores desse regime.

Pensando nisso, separamos abaixo algumas das principais informações sobre a dieta da proteína. Confira a seguir e saiba tudo sobre a famosa e polêmica abordagem do Dr. Atkins!

Como funciona a dieta da proteína?

A dieta da proteína parte do princípio de que se deve reduzir rigorosamente a ingestão de carboidratos durante um certo período de tempo. Assim, o organismo deixa de ter seu principal combustível para produção de energia, o que demanda uma retirada direta de sua segunda principal fonte de reservas: as gorduras.

As células gordurosas — ou adipócitos — têm como uma de suas funções o armazenamento de energia. De maneira bastante simplificada, podemos dizer que, quando comemos em excesso, acontece também um aumento exagerado de gordura corporal.

Por outro lado, em uma situação de abstinência alimentar, o organismo é capaz de utilizar essa gordura armazenada para a produção de energia a fim de suprir suas funções metabólicas.

Dessa forma, podemos entender que a privação total de alimentos ricos em carboidratos — em detrimento daqueles ricos em proteínas — pode auxiliar no processo de queima da gordura corporal. Interessante, não é mesmo?

Quais são os prós dessa dieta?

Em relação às outras dietas restritivas, a dieta da proteína tem como vantagem o alcance do estado de cetose, que pode significar (até certo ponto) uma vantagem metabólica.

A cetose consiste em um estado metabólico onde o fígado produz moléculas chamadas de corpos cetônicos. Eles são responsáveis por degradar a gordura corporal e usá-la como fonte de energia. Como você já viu, tudo isso resultante da baixa ingestão de carboidratos.

É isso mesmo: a partir da passagem desses corpos cetônicos para o sangue, as cetonas são capazes de fornecer energia para o cérebro durante um período de inanição, suprimindo significativamente o apetite, uma vez que a disponibilidade de alimentos está, teoricamente, escassa.

Dessa forma, podemos dizer que os grandes prós da dieta da proteína seriam a inibição do apetite e a perda de peso consequentes da utilização de métodos alternativos da produção de energia.

E os contras?

Ainda que a dieta da proteína permita um emagrecimento bastante rápido, não podemos dizer que isso acontece de forma saudável. Justamente por isso é importante considerar os riscos à saúde antes de nos submetermos a esse tipo de dieta.

Uma vez que as reservas de energia provenientes da alimentação estarão mais escassas, pois o indivíduo não está ingerindo carboidrato, o corpo inicia um processo de degradação de elementos corporais para suprir as demandas energéticas.

Entretanto, essa degradação abrange não somente a gordura corporal, mas também pode ser realizada a partir das proteínas do corpo, como os músculos. A manutenção de uma dieta assim pode, portanto, causar uma grave perda de massa magra corporal (o que não é nada bom).

Outra complicação possível se deve à ingestão excessiva de proteínas, que pode causar uma sobrecarga renal. O excesso de aminoácidos provenientes dessas proteínas eleva a produção de ácido úrico, composto bastante tóxico e contribui para a evolução de um quadro de insuficiência renal e dores articulares.

No que diz respeito ao aumento da produção de corpos cetônicos, pode-se dizer que a presença excessiva desses compostos, responsáveis por fazer a chamada cetoacidose, consegue causar danos às células do corpo. Há a possibilidade de consequências nos mais diversos níveis de gravidade, desde o mau hálito até o dano cerebral.

A restrição rigorosa dos alimentos presentes no cardápio diário de alguém que segue a dieta da proteína pode se tornar um fator de dificuldade na manutenção da nova rotina alimentar. No início, o indivíduo que segue a dieta arbitrariamente apresenta mau humor, além de indisposição, tonturas, tremores e fraqueza.

Por fim, um dos grandes contras da dieta do Dr. Atkins é a possibilidade de ganhar, novamente, o peso perdido após retomar a ingestão de carboidratos, inclusive substituindo o peso de massa magra perdido em massa gorda. Dessa forma, no fim do período estipulado para a dieta da proteína, é necessário ter um controle bastante rígido da alimentação para a manutenção dos ganhos obtidos a partir dela e para evitar o tão temido efeito sanfona.

Por quanto tempo se deve manter a dieta da proteína?

Em função dos riscos apresentados pela manutenção constante de uma dieta baseada em uma baixa ingestão de carboidratos, existe um prazo limite para se fazer a dieta da proteína.

A maioria dos especialistas recomenda um máximo de 30 dias de duração para essa dieta, sendo que esse período pode ser dividido em duas quinzenas, fazendo um intervalo de três dias entre elas.

É extremamente importante que essa dieta seja feita — exclusivamente — com o acompanhamento de um médico nutrólogo ou nutricionista, de modo a evitar a ocorrência de danos à saúde em razão da nova conduta alimentar.

Quem deve evitar essa dieta?

A dieta da proteína deve ser evitada por pessoas que têm ou já tiveram problemas renais, diabetes, hipertensão, ou ainda complicações relacionadas à mastigação em função da grande ingestão proteica.

Por isso, antes de dar início à dieta da proteína, é necessário fazer uma avaliação médica. Esse procedimento se baseará tanto no exame clínico como na análise laboratorial, a fim de assegurar a possibilidade de realizar a dieta sem que exista qualquer risco à saúde do indivíduo.

Quais são os alimentos permitidos na dieta da proteína?

Durante o período em que será realizada a dieta da proteína, é permitido ingerir alimentos ricos em proteínas e pobres em gorduras. Além disso, é possível comer alguns legumes, frutas e verduras que sejam pobres em carboidratos.

São exemplos de alimentos de origem animal permitidos nessa dieta:

  • Carnes magras;
  • Ovos;
  • Peixe;
  • Leite e iogurte desnatados;
  • Kefir.

Podemos citar como alimentos de origem vegetal:

  • Acelga;
  • Espinafre;
  • Couve;
  • Rúcula;
  • Repolho;
  • Tomate;
  • Pepino;
  • Castanhas;
  • Morango;
  • Abacate;
  • Abacaxi;
  • Limão.

E os proibidos?

Os alimentos estritamente proibidos durante a dieta da proteína são aqueles que são fontes de carboidratos. Dentre os principais representantes podemos destacar as massas em geral, como as de pão, bolo, macarrão e biscoitos.

Vale citar ainda que devem ser retirados do cardápio diário:

  • Feijão;
  • Grão de bico;
  • Soja;
  • Ervilha;
  • Batata;
  • Milho.

Há ainda a necessidade de evitar alimentos industrializados e, principalmente, aqueles que são ricos em açúcar, como:

  • Refrigerantes;
  • Doces;
  • Sucos.

Podemos observar que a dieta da proteína realmente ajuda a emagrecer, mas que pode expor o organismo humano a certos riscos. Dessa forma, é extremamente importante que ela seja feita sempre com acompanhamento de um profissional qualificado na área de nutrição, a fim de evitar qualquer tipo de problema de saúde decorrente dessa conduta alimentar.

E aí? Ficou interessado na dieta da proteína? Então que tal pesquisar outros alimentos que pode ingerir nesse meio tempo e compartilhar nos comentários abaixo? Uma maneira bem legal de ajudar outras pessoas, não é mesmo?

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Sobre Blog BEM SAUDÁVEL

Este blog é uma iniciativa da Unimed Belém e, o seu conteúdo, é voltado para orientar e inspirar pessoas que buscam uma vida mais saudável, feliz e equilibrada.

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